Esse vai ser o motor da área agrícola do Brasil
O etanol de milho, que já ocupa cerca de 15% da produção, deve crescer

A indústria de biocombustíveis deve ser a principal responsável pela expansão da área agrícola no Brasil nos próximos anos, segundo Marcos Rubin, CEO e fundador da Veeries. Atualmente, a produção de biodiesel já consome o equivalente a 24% da área plantada de soja no país. Com a elevação gradual da mistura obrigatória de biodiesel no diesel, prevista na Lei do Combustível do Futuro, esse percentual deve chegar a 30% em até cinco anos.
No milho, o cenário é semelhante. O etanol de milho, que já ocupa cerca de 15% da produção, deve crescer para 21% até 2030. Esse avanço mostra que a expansão das lavouras não será puxada pela demanda alimentar, mas pela necessidade crescente de energia limpa e renovável.
“A lógica é diferente das duas primeiras ondas de biocombustíveis. A primeira delas surgiu de uma resposta aos choques do petróleo da década de 1970. A segunda, já nos anos 2000, esteve relacionada a um momento de alta dos preços da energia, mas também ao desenvolvimento tecnológico dos carros flex”, comenta ele.
Diante desse cenário, o agronegócio brasileiro mais uma vez assume papel de protagonista em uma transformação global. Para Rubin, entender esses movimentos, com dados e antecipação, será decisivo para orientar os próximos ciclos de investimento no setor e para reposicionar o agro como fornecedor estratégico de energia sustentável para o mundo.
“O agro brasileiro, mais uma vez, se reposiciona como protagonista de uma transformação global. E a leitura desses movimentos - com tempo e com dados - pode definir os próximos ciclos de investimento no setor”, conclui.