Feijão-caupi está em expansão no mercado
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Imagem: Juliana Sussai/ Embrapa

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Feijão-caupi está em expansão no mercado

Popularmente conhecido como feijão-de-corda ou fradinho é das principais bases alimentares nordestinas
Por: -Eliza Maliszewski
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As regiões Norte e Nordeste são as que concentram a produção de feijão-caupi no Brasil. Na safra 19/20, de acordo com a Conab, foram plantados 363,9 mil hectares, com uma produção de pouco mais de 172 mil toneladas. Destaque para os estados de Piauí, Bahia e Maranhão, que concentram, nesta ordem as maiores produtividades. 

O feijão-caupi é uma das culturas em expansão no mercado brasileiro. Popularmente conhecido como feijão-de-corda ou fradinho é das principais bases alimentares para população de baixa renda dessas regiões. Entre os principais usos está a alimentação humana. De origem africana, foi introduzido no Brasil na segunda metade do século XVI. 

Na Embrapa, o produto é estudado em abordagens variadas. Uma delas, por meio da técnica de melhoramento genético convencional, que enriquece o feijão-caupi com mais teores de ferro, zinco e vitamina A. Outra tecnologia, aplicada nas lavouras desse produto, é a inserção de inoculantes de rizóbio para fixação biológica de nitrogênio (FBN), com resultados comprovadamente promissores na produção.

Opção para agricultura familiar

No Maranhão, estado que produz quase 10 mil toneladas, um projeto da Universidade Estadual do Maranhão (UEMA) em parceria com a Embrapa Cocais (São Luis, MA) pretende melhorar o sistema produtivo e a qualidade alimentar do feijão-caupi, e consequentemente, a renda do agricultor familiar da região do município de Balsas. 

O projeto intitulado “Agricultura nutritiva: biofortificação de variedades de feijão-caupi na melhoria de qualidade alimentar e no incremento de renda” quer incentivar o plantio de variedades com maior teor de vitaminas e minerais e mais produtivas e também à comercialização da produção para o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), garantindo mais qualidade nutricional à alimentação dos consumidores e venda da produção dos agricultores familiares. 

O estudo pretende estimular o uso de sementes biofortificadas, enriquecidas com Fixação Biológica de Nitrogênio - FBN, na produção do feijão-caupi para avaliar a qualidade sanitária, fisiológica, nutritiva e produtiva, fortalecendo todos os elos da cadeia e incentivando a permanência do produtor no campo, e ainda valorizar a biodiversidade vegetal de espécies adaptadas às condições locais, agregando valor cultural para essa população.

"Serão realizados levantamento da ocorrência de doenças em variedades tradicionais de feijão-caupi no município de Balsas/MA e efetuadas coletas de sementes de feijão-caupi junto a pequenos agricultores para a avaliação da qualidade sanitária e fisiológica. Sementes de feijão-caupi biofortificadas das cultivares da Embrapa Aracê, Tumucumaque e Xique-Xique, a serem avaliadas também do ponto de vista da qualidade sanitária e fisiológica, estão sendo testadas em casas de vegetação, acrescidas ou não com inoculante (bactérias fixadoras de nitrogênio). Também, serão instalados experimentos em campo nos municípios de Balsas/MA e São Luís/MA, para avaliação do comportamento de sementes biofortificadas, acrescidas com FBN, quanto à incidência de doenças em campo (em ocorrência natural), e o efeito na promoção de crescimento e a produção do feijão-caupi”, detalha Carlos Freitas, pesquisador da Embrapa Cocais.

Ao final, espera-se que pesquisa contribua para inserir as variedades biofortificadas na cadeia produtiva da região e para definir o perfil das variedades tradicionais e suas características quando comparadas com as cultivares melhoradas e ainda oferecer aos produtores alternativas de controle para  fungos, como o Fusarium oxysporum f. sp. tracheiphilum fitopatogênico à cultura, agente responsável por morte das plantas em campo.

* com informações da Embrapa


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