Bovinos: oferta atende frigoríficos, mas sem excedentes
Mercado do boi encerra semana sem variações em São Paulo

O informativo Tem Boi na Linha, divulgado nesta sexta-feira (29) pela Scot Consultoria, apontou estabilidade nas cotações do boi gordo em São Paulo. Segundo a análise, "as cotações fecharam a semana estáveis, sem alterações em relação ao dia anterior".
De acordo com o levantamento, a oferta de bovinos foi suficiente para atender às escalas dos frigoríficos, sem excedentes. O escoamento da carne no mercado interno continuou, embora em ritmo menor em relação ao início do mês. As exportações mantiveram desempenho positivo. As escalas de abate no estado estavam, em média, programadas para nove dias.
No Mato Grosso, o cenário variou entre estabilidade e alta, dependendo da região. No Norte, não houve alteração nos preços. No Sudoeste, os valores permaneceram estáveis para boi gordo e novilha, enquanto a vaca teve aumento de R$ 5,00 por arroba na comparação diária. Em Cuiabá, a cotação do boi gordo e da vaca subiu R$ 3,00/@, enquanto a da novilha não sofreu mudanças. No Sudeste, não foram registradas alterações em nenhuma categoria. O preço do chamado “boi China” também não variou. Todos os valores foram brutos e com prazo.
Na região Sudeste de Rondônia, a entressafra de capim e a redução da capacidade de suporte dos pastos diminuíram a oferta de bovinos terminados. Ao mesmo tempo, o bom desempenho das exportações incentivou os frigoríficos a oferecer preços maiores. "Na comparação diária, a cotação do boi gordo e do ‘boi China’ subiu R$ 1,00/@, enquanto a da vaca e da novilha registrou alta de R$ 2,00/@", informou a Scot Consultoria. As escalas de abate na região atenderam, em média, a oito dias.