Fumicultores vão manter a mesma área plantada da safra anterior

Tabaco

Fumicultores vão manter a mesma área plantada da safra anterior

Nos três estados do Sul, cultivo deve ser realizado em 306 mil hectares. Conselho da entidade para os produtores associados é que controlem a oferta
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Com o plantio de tabaco da safra 2019/20 a todo vapor, a estimativa da Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra) é de que os produtores mantenham a mesma área produtiva da etapa anterior. Nos três estados do Sul, o cultivo deve ser realizado em 306.060 hectares. O conselho repassado para os associados é para que mantenham ou até reduzam as áreas produtivas.

De acordo com o engenheiro agrícola Alexandre Paloschi, coordenador de pesquisa e estatística da entidade,esta orientação é para que o produtor não coloque mais tabaco no mercado do que o necessário. "Se tivermos muita oferta, consequentemente a receita fica aquém do esperado pelo agricultor. É a lei da oferta e da procura”, justificou. Até o momento, no Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná, os fumicultores transplantaram 25% das lavouras.

Na parte baixa do Vale do Rio Pardo, Paloschi ressalta que o plantio chega a 60%, enquanto na região serrana está na casa de 10%. “Em Santa Cruz do Sul e região o transplante teve início no fim de junho, mas a grande maioria dos produtores faz seu plantio de tabaco na segunda quinzena de julho até o fim de agosto”, explicou. A tendência, conforme o setor de pesquisa e estatística da Afubra, é de que o plantio no Estado se estenda até a primeira quinzena de outubro, principalmente na microrregião de Canguçu, onde o frio é mais intenso e exige que as famílias atrasem um pouco mais. No Vale do Rio Pardo, a tendência é de que esteja tudo pronto até metade de outubro.

Interferência do clima

Os produtores de tabaco de Santa Catarina e Paraná têm enfrentado problemas com a estiagem, que atrasa o plantio da safra 2019/20, especialmente nos últimos 30 dias. No Rio Grande do Sul, o  engenheiro destaca que os fumicultores não tiveram interferência da falta de chuva. No entanto, no início da safra, os agricultores gaúchos tiveram dificuldades para produzir mudas e preparar o solo. “Isso ocorreu pela alta umidade e o frio que tivemos neste inverno. Esse clima atrasou um pouco o plantio, mas nada que interfira na safra até o momento”, destacou.

O tabaco que foi transplantado mais cedo na região está com bom desenvolvimento. “Esperamos que o clima se estabilize e que tenhamos uma safra com tabaco de qualidade para que nossos produtores possam ter retorno do seu esforço”, afirmou.


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