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Milho nos EUA mantém queda com safra recorde prevista

O mercado internacional de milho segue pressionado



Foto: Canva

O mercado internacional de milho segue pressionado por expectativas de ampla oferta. Segundo informações divulgadas pela Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário (CEEMA), as cotações em Chicago encerraram o dia 28 de agosto a US$ 3,85 por bushel, mantendo-se abaixo da linha de US$ 4,00 por 25 dias úteis consecutivos — fato que não ocorria desde 2024.

O cenário é sustentado pelo bom andamento das lavouras norte-americanas. Dados oficiais apontam que 71% das plantações estão entre boas e excelentes, enquanto apenas 8% foram classificadas como ruins a muito ruins. A colheita deve começar em setembro e promete volumes robustos.

Segundo projeções privadas, os Estados Unidos podem colher 411,7 milhões de toneladas, enquanto o USDA trabalha com número ainda maior: 425,3 milhões. A produtividade média projetada é de 11.467 quilos por hectare, equivalente a 191,1 sacos por hectare.

Esse quadro reforça a tendência de abundância global, colocando pressão adicional sobre os preços. A oferta ampliada em território norte-americano coincide com colheitas expressivas em outros grandes exportadores, o que intensifica a competitividade nos mercados internacionais.

Enquanto isso, o Brasil também contribui para o aumento da oferta mundial. As exportações do cereal seguem aceleradas, com 4,96 milhões de toneladas embarcadas nos primeiros 16 dias úteis de agosto, volume que já corresponde a mais de 80% do total exportado em igual mês de 2024.

Apesar do bom desempenho exportador brasileiro, o gargalo logístico limita ganhos mais expressivos. A baixa capacidade de armazenagem e a dependência do transporte rodoviário encarecem os custos e reduzem a eficiência no escoamento, o que impacta a fluidez do produto nos portos.

Com o cenário de safra recorde nos EUA e exportações em ritmo forte no Brasil, as cotações internacionais devem seguir pressionadas. O desafio para os produtores será administrar margens diante de preços fragilizados e custos logísticos elevados.

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