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Milho fecha o dia em baixa na B3

Ajustes na produção e nas estimativas de importação influenciaram o mercado



Ajustes na produção e nas estimativas de importação influenciaram o mercado Ajustes na produção e nas estimativas de importação influenciaram o mercado - Foto: Divulgação

O mercado futuro de milho no Brasil encerrou a última quinta-feira em baixa, pressionado pela queda do dólar e pela revisão das exportações previstas para agosto. Segundo a TF Agroeconômica, os principais contratos da B3 registraram desvalorização: o vencimento de setembro/25 fechou a R$ 65,12, com queda de R$ 0,65 no dia; novembro/25 a R$ 69,07, baixa de R$ 0,82; e janeiro/26 a R$ 71,48, retração de R$ 0,57. A redução na previsão de embarques da ANEC, de 8,05 para 7,82 milhões de toneladas em agosto, contribuiu para o movimento, embora o volume permaneça acima dos níveis de julho e do mesmo período do ano passado.

Enquanto isso, no mercado internacional, o milho negociado na Bolsa de Chicago (CBOT) apresentou ligeira alta, impulsionado por compras de oportunidade e por um robusto relatório de vendas para exportação. O contrato de setembro fechou a US$ 387,50 por bushel, baixa de 0,44% ou US$ -1,75 cents, e o contrato de dezembro a US$ 409,50, retração de 0,67% ou US$ -2,75 cents. Apesar da queda em relação à semana anterior, os 2 milhões de toneladas negociadas superam a média necessária para atingir a meta recorde do USDA na temporada 25/26.

Na Europa e nas Américas, ajustes na produção e nas estimativas de importação influenciaram o mercado. A Comissão Europeia revisou para baixo a previsão de colheita de milho, elevando a projeção de importações. No Canadá, a StatsCan estimou ligeiro aumento na produção, enquanto na Argentina a colheita segue em ritmo acelerado, com produtividade acima da média do ano anterior.

No Brasil, a combinação entre a retração do dólar e os ajustes nas exportações mantém os preços futuros pressionados, impactando produtores e traders que acompanham a safrinha. O cenário exige atenção do setor, que monitora tanto fatores domésticos quanto internacionais para definir estratégias de venda e armazenamento do cereal.
 

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