Bula Acarit EC

acessos
Propargito
12208
Adama

Composição

Propargito 720 g/L Sulfito de alquila

Classificação

Acaricida
I - Extremamente tóxica
II - Produto muito perigoso
Inflamável
Não corrosivo
Concentrado Emulsionável (EC)
Contato
Algodão Dosagem Calda Intervalo Época
Aplic
Terrestre Aérea Aplic Seg
Ácaro branco
(Polyphagotarsonemus latus)
1 a 1,5 L p.c./ha 1500 L de calda/ha - Realizar no máximo 2 aplicações durante o ciclo da cultura, com intervalos de 10 a 15 dias. 30 dias O período crítico vai da formação das maçãs ao aparecimento dos capulhos. Observar as beiradas das folhas do ponteiro viradas para baixo, além da presença de ácaros vivos (face interior das folhas). O controle deve ser iniciado quando houver 30% de plantas com ácaros. As doses menores/maiores devem ser definidas em função da época de ocorrência/infestação e nível de controle das pragas
Ácaro rajado
(Tetranychus urticae)
1 a 1,5 L p.c./ha 1500 L de calda/ha - Realizar no máximo 2 aplicações durante o ciclo da cultura, com intervalos de 10 a 15 dias. 30 dias O período crítico vai do surgimento dos primeiros botões florais até o aparecimento do primeiro capulho. Iniciar a pulverização quando houver 10% das plantas com sintomas de ataque de ácaro. O controle deve ser iniciado quando houver 30% de plantas com ácaros. As doses menores/maiores devem ser definidas em função da época de ocorrência/infestação e nível de controle das pragas
Citros Dosagem Calda Intervalo Época
Aplic
Terrestre Aérea Aplic Seg
Ácaro da falsa ferrugem
(Phyllocoptruta oleivora)
100 mL p.c./100L água 5 a 10 L calda/ha/arv peq grand - Realizar no máximo 1 aplicação durante a safra da cultura. 7 dias. O controle deverá ser feito quando for observada a presença de 20 a 30 ácaros/cm2 em 5% dos frutos ou folhas examinadas
Ácaro da leprose
(Brevipalpus phoenicis)
100 mL p.c./100L água 5 a 10 L calda/ha/arv peq grand - Realizar no máximo 1 aplicação durante a safra da cultura. 7 dias. O controle deve ser feito quando se observar o ataque em 3% dos frutos ou ramos avaliados
Ácaro purpureo
(Panonychus citri)
100 mL p.c./100L água 5 a 10 L calda/ha/arv peq grand - Realizar no máximo 1 aplicação durante a safra da cultura. 7 dias. Pulverizar quando atingir o nível de 30% de folhas infestadas
Ácaro texano
(Eutetranichus banksi)
100 mL p.c./100L água 5 a 10 L calda/ha/arv peq grand - Realizar no máximo 1 aplicação durante a safra da cultura. 7 dias. Pulverizar quando atingir o nível de 30% de folhas infestadas
Maçã Dosagem Calda Intervalo Época
Aplic
Terrestre Aérea Aplic Seg
Ácaro da macieira
(Panonychus ulmi)
100 mL p.c./100L água 1500 L de calda/ha - Realizar no máximo 1 aplicação durante a safra da cultura. 30 dias. Iniciar a aplicação quando a população atingir a média de 5 ácaros por folha
Morango Dosagem Calda Intervalo Época
Aplic
Terrestre Aérea Aplic Seg
Ácaro rajado
(Tetranychus urticae)
30 mL p.c./100L água 1500 L de calda/ha - Realizar no máximo 2 aplicações durante o ciclo da cultura, com intervalo de 10 a 15 dias. 4 dias. Aplicar quando surgirem os primeiros ácaros na cultura
Rosa Dosagem Calda Intervalo Época
Aplic
Terrestre Aérea Aplic Seg
Ácaro rajado
(Tetranychus urticae)
30 mL p.c./100L água 500 L de calda/ha - Realizar no máximo 2 aplicações durante o ciclo da cultura, com intervalo de 10 a 15 dias. Uso não alimentar. Aplicar quando surgirem os primeiros ácaros na cultura
Tomate Dosagem Calda Intervalo Época
Aplic
Terrestre Aérea Aplic Seg
Ácaro do brozeamento
(Aculops lycopersici)
50 mL p.c./100L água 1200 L de calda/ha - Realizar no máximo 2 aplicações durante o ciclo da cultura, com intervalo de 14 dias. 4 dias. Aplicar quando surgirem os primeiros ácaros na cultura
Ácaro rajado
(Tetranychus urticae)
50 mL p.c./100L água 1200 L de calda/ha - Realizar no máximo 2 aplicações durante o ciclo da cultura, com intervalo de 14 dias. 4 dias. Aplicar quando surgirem os primeiros ácaros na cultura

Frasco plástico: 1 Litro
Lata de metal: 2 Litros
Blade de metal: 20 Litros
Bombona plástica: 5 e 10 Litros

INSTRUÇÕES DE USO:

CULTURAS:

ACARIT EC é um acaricida específico com ação ovicida, larvicida e adulticida, seletivo para abelhas, inimigos naturais e ácaros predadores, recomendado para o controle de pragas nas culturas de algodão, citros, maçã, morango, rosa e tomate.

PRAGAS CONTROLADAS E DOSES: Vide seção: "Indicações de uso/doses".

Nota:
*30 mL de p.c. equivale a 21,6 g de i.a. de Propargito
*50 mL de p.c. equivale a 36,0 g de i.a. de Propargito
*100 mL de p.c. equivale a 72,0 g de i.a. de Propargito
*1.000 mL de p.c. equivale a 720,0 g de i.a. de Propargito
*1.500 mL de p.c. equivale a 1080,0 g de i.a. de Propargito

NÚMERO, ÉPOCA E INTERVALO DE APLICAÇÃO:

ALGODÃO
Ácaro-rajado (Tetranychus urticae): O período crítico vai do surgimento dos primeiros botões florais até o aparecimento do primeiro capulho. Iniciar a pulverização quando houver 10% das plantas com sintomas de ataque de ácaro
Ácaro-branco (Polyphagotarsonemus tatus): O período critico vai da formação das maçãs ao aparecimento dos capulhos. Observar as beiradas das folhas do ponteiro viradas para baixo, além da presença de ácaros vivos (face interior das folhas). O controle deve ser iniciado quando houver 30% de plantas com ácaros.
Realizar no máximo 2 aplicações durante o ciclo da cultura, com intervalos de 10 a 15 dias.

CITROS
Ácaro-da-falsa-ferrugem (Phyllocoptruta oleivora): o controle deverá ser feito quando for observada a presença de 20 a 30 ácaros/cm2 em 5% dos frutos ou folhas examinadas.
Ácaro-da-leprose (Brevipalpus phoenicis): o controle deve ser feito quando se observar o ataque em 3% dos frutos ou ramos avaliados.
Ácaro-purpúreo (Panonychus citri) e Ácaro-texano (Eutetranychus banksi): Pulverizar quando atingir o nível de 30% de folhas infestadas.
Realizar no máximo 1 aplicação durante a safra da cultura.

MAÇÃ
Ácaro-vermelho-europeu (Panonychus ubni): Iniciar a aplicação quando a população atingir a média de 5 ácaros por folha.
Realizar no máximo 1 aplicação durante a safra da cultura.

MORANGO
Ácaro-rajado (Tetranychus urticae): Aplicar quando surgirem os primeiros ácaros na cultura. Realizar no máximo 2 aplicações durante o ciclo da cultura, com intervalo de 10 a 15 dias.

ROSA
Ácaro-rajado (Tetranychus urticae): Aplicar quando surgirem os primeiros ácaros na cultura. Realizar no máximo 2 aplicações durante o ciclo da cultura, com intervalo de 10 a 15 dias.

TOMATE
Ácaro-rajado (Tetranychus urticae) e Ácaro-do-bronzeamento (Aculops (vcopercisi): Aplicar quando surgirem os primeiros ácaros na cultura.
Realizar no máximo 2 aplicações durante o ciclo da cultura, com intervalo de 14 dias. 1.4.

MODO DE APLICAÇÃO:
A aplicação de ACARIT EC poderá ser efetuada através de equipamento costal ou tratorizado.
ACARIT EC é emulsionável em água, devendo ser uniformemente distribuído no tanque do pulverizador antes de se iniciar sua aplicação. O acaricida deverá ser mantido em emulsão constante na solução por agitação continua da calda.
Utilizar e,quipamentos com pontas de pulverização (bicos) do tipo cônico ou leque, que proporcionem uma vazão adequada para se obter uma boa cobertura das plantas. Procurar utilizar equipamentos e pressão de trabalho que proporcionem tamanhos de gotas que apresentem pouca deriva: -Pressão de trabalho: 60-70 lb/pol2 (costais) e 80-150 lb/pol2 (equipamentos tratorizados); -Diâmetro de gotas: 150 a 300 1.1 (micra) VMD;
- Densidade de gotas: mínimo de 40 gotas/cm2;
- Volume de calda:

•Citros: Aplicar 5 litros de calda por planta, para árvore de porte médio e 10 litros para árvore de porte grande.
•Maçã e morango: 1500 L/ha
•Rosa: 500 L/ha.
•Tomate: 1200 L/ha

CONDIÇÕES CLIMÁTICAS:

Devem-se observar as condições climáticas ideais para a aplicação via terrestre do produto, tais como:
-Temperatura ambiente até 30°C;
-Umidade relativa do ar no mínimo de 50%;
- Velocidade do vento entre 3 e 10 lun/h;
Para outros parâmetros referentes à tecnologia de aplicação, seguir as recomendações técnicas indicadas pela pesquisa e/ou assistência técnica da região, sempre sob orientação de um Engenheiro Agrônomo.

INTERVALO DE SEGURANÇA:

Algodão ....30 dias
Citros .....7 dias
Maçã .....30 dias
Morango ....4 dias
Rosa ......UNA
Tomate ....4 dias
UNA — Uso não alimentar

LIMITAÇÕES DE USO:

•Nas doses recomendadas o produto não apresenta fitotoxicidade, com exceção de citros, onde poderão aparecer manchas nas folhas e nos firutos.
•ACARIT EC é incompatível com produtos de reação alcalina, tais como calda bordaleza e calda sulfocálcica. Incompatível com óleo mineral e produtos que contenham óleo mineral.

ANTES DE USAR LEIA COM ATENÇÃO AS INSTRUÇÕES.
PRODUTO PERIGOSO.
USE OS EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL COMO INDICADO.

PRECAUÇÕES GERAIS:

- Produto para uso exclusivamente agrícola.
Não coma, não beba e não fume durante o manuseio e aplicação do produto.
- Não manuseie ou aplique o produto sem os equipamentos de proteção individual (EPI) recomendados.
- Os equipamentos de proteção individual (EPI) recomendados devem ser vestidos na seguinte ordem:
macacão, botas, avental, máscara, óculos, touca árabe e luvas.
- Não utilize equipamentos de proteção individual (EPI) danificados.
- Não utilize equipamentos com vazamentos ou defeitos.
- Não desentupa bicos, orifícios e válvulas com a boca.
- Não transporte o produto juntamente com alimentos, medicamentos, rações, animais e pessoas.

PRECAUÇÕES NA PREPARAÇÃO DA CALDA:

- Produto extremamente irritante para os olhos.
- Caso ocorra contato acidental da pessoa com o produto, siga as orientações descritas em primeiros socorros e procure rapidamente um serviço médico de emergência.
- Ao abrir a embalagem, faça-o de modo a evitar respingos.
- Utilize equipamento de proteção individual - EPI: macacão com tratamento hidrorrepelente com mangas compridas passando por cima do punho das luvas e as pernas das calças por cima das botas;
botas de borracha; avental impermeável; máscara com filtro combinado (filtro químico contra vapores orgânicos e filtro mecânico classe P2); óculos de segurança com proteção lateral e luvas de nitrila.
- Manuseie o produto em local aberto e ventilado.

PRECAUÇÕES DURANTE A APLICAÇÃO:

- Evite o máximo possível o contato com a área tratada.
- Não aplique o produto na presença de ventos fortes e nas horas m ais quentes do dia.
- Verifique a direção do vento e aplique de modo a não entrar na névoa do produto.
- Aplique o produto somente nas doses recomendadas e observe o intervalo de segurança (intervalo de tempo entre a última aplicação e a colheita).
- Utilize equipamento de proteção individual - EPI: macacão com tratamento hidrorrepelente com mangas compridas passando por cima do punho das luvas e as pernas das calças por cima das botas;
botas de borracha; máscara com filtro combinado (filtro químico contra vapores orgânicos e filtro mecânico classe P2); óculos de segurança com proteção lateral; touca árabe e luvas de nitrila.

PRECAUÇÕES APÓS A APLICAÇÃO:

- Sinalizar a área tratada com os dizeres: "PROIBIDA A ENTRADA. ÁREA TRATADA" e manter os avisos até o final do período de reentrada.
- Caso necessite entrar na área tratada com o produto antes do término do intervalo de reentrada, utilize os equipamentos de proteção individual (EPI) recomendados para o uso durante a aplicação.
- Mantenha o restante do produto adequadamente fechado em sua embalagem original em local trancado, longe do alcance de crianças e animais.
- Antes de retirar os equipamentos de proteção individual (EPI), lave as luvas ainda vestidas para evitar contaminação.
- Os equipamentos de proteção individual (EPI) recomendados devem ser retirados na seguinte ordem:
touca árabe, óculos, avental, botas, macacão, luvas e máscara.
- Tome banho imediatamente após a aplicação do produto.
- troque e lave as suas roupas de proteção separado das demais roupas da família. Ao lavar as roupas, utilizar luvas e avental impermeável.
- Faça a manutenção e lavagem dos equipamentos de proteção após cada aplicação do produto.
- Fique atento ao tempo de uso dos filtros, seguindo corretamente as especificações do fabricante.

- Não reutilizar a embalagem vazia.
- No descarte de embalagens utilize equipamento de proteção individual - EPI: macacão com tratamento hidrorrepelente com mangas compridas, luvas de nitrila e botas de borracha.

PRIMEIROS SOCORROS: procure logo um serviço médico de emergência levando a embalagem, rótulo, bula e/ou receituário agronômico do produto.

· Ingestão: Se engolir o produto, não provoque vômito. Caso o vômito ocorra naturalmente, deite a pessoa de lado. Não dê nada para beber ou comer.

· Olhos: Em caso de contato, lave com muita água corrente durante pelo menos 15 minutos. Evite que a água de lavagem entre no outro olho.

· Pele: Em caso de contato, tire a roupa contaminada e lave a pele com muita água corrente e sabão neutro.

· Inalação: Se o produto for inalado ("respirado"), leve a pessoa para um lugar aberto e ventilado.

- A pessoa que ajudar deveria proteger-se da contaminação usando luvas e avental impermeável, por exemplo.

- INTOXICAÇÕES POR PROPARGITO INFORMAÇÕES MÉDICAS

Grupo químico: Sulfito de alquila
Classe toxicológica: I - EXTREMAMENTE TÓXICO
Vias de exposição: Dérmica, inalatória, ocular e oral

Toxicocinética
O propargito é metabolizado em animais através da via de metabolização primária, envolvendo hidrólise do sulfito de propinil, subseqüente oxidação e conjugação da porção t-butil e hidroxilação da porção ciclohexil da molécula.
A maioria dos resíduos do propargito é excretada na urina e nas fezes;
relativamente baixos níveis permanecem na maioria dos tecidos e órgãos.
Nos ratos, uma grande porcentagem da dosagem não foi absorvida nem excretada nas fezes via excreção biliar.

Mecanismos de toxicidade
Os mecanismos de toxicidade em humanos não são conhecidos.

Sintomas e sinais clínicos
Sintomas de alarme: fadiga, sonolência, diarréia, depressão, salivação excessiva e manchas sanguinolentas na pele.
Propargite apresenta pouca toxicidade sistêmica em animais.
Envenenamentos sistêmicos não foram relatados em humanos. Entretanto, muitos trabalhadores que tiveram contato dérmico com a substância, especialmente durante os meses de verão, apresentaram irritação de pele e, em alguns casos, possível sensibilização. Irritação ocular também foi observada.

Diagnóstico
O diagnóstico é estabelecido pela confirmação da exposição e pela ocorrência de quadro clínico compatível.


Tratamento
Não há antídoto específico. Tratamento sintomático e de manutenção das funções vitais. Descontaminação do paciente segundo quadro de primeiros socorros acima. Se grandes quantidades de propargite forem ingeridas e o paciente for atendido dentro de uma hora após a ingestão, considerar a descontam inação gastrintestinal. Para pequenas ingestões considerar a administração oral de carvão ativado e sorbitol.
ADVERTÊNCIA: o profissional que executa as medidas de descontam inação, principalmente em casos de derramamento importante sobre a pele e roupas, deverá estar protegido por equipamentos de segurança como luvas de nitrila, avental impermeável e botas de borracha, de forma a não se contaminar com o agente tóxico.

Contra-indicações
A indução do vômito é contra-indicada em razão do risco de aspiração e pneumonite química.

Efeitos sinérgicos
Não são conhecidos efeitos sinérgicos e/ou potencializadores.

ATENÇÃO
Ligue para o Disque-Intoxicação: 0800-722-6001 para notificar o caso e obter informações especializadas sobre o diagnóstico e tratamento.
Rede Nacional de Centros de Informação e Assistência Toxicológica RENACIA T -ANVISA/MS.
Notifique ao Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN/MS).
Telefone de Emergência da empresa: Chemtura: (11) 3896-1500 - \ Fábrica: 0800-771-1506

Mecanismos de Ação, Absorção e Excreção para Animais de Laboratório:
O propargito é metabolizado em animais através da via de metabolização primária, envolvendo hidrólise do sulfito de propinil, subseqüente oxidação e conjugação da porção t-butil e hidroxilação da porção ciclohexil. A maioria dos resíduos do propargito são excretados na urina e nas fezes, e relativamente baixos níveis permanecem na maioria dos tecidos e órgãos. Nos ratos, uma grande porcentagem da dosagem não foi nem absorvida nem excretada nas fezes via excreção biliar.

Efeitos Agudos e Crônicos para Animais de Laboratório Efeitos Agudos:

DL50 via oral: 727,83 mg/kg

DL50 via dérmica: superior a 4000 mg/kg

CL50 inalatória: 3,98 mg/L/4h

IRRIT AÇÃO DÉRMICA: Nos estudos realizados em coelhos, o produto mostrou-se moderadamente irritante à pele. Todos os animais apresentaram eritema e edema, reversíveis em 14 dias.

IRRIT AÇÃO OCULAR: Nos estudos realizados em coelhos, o produto mostrou-se extremamente irritante aos olhos, causando opacidade de córnea, irite leve à severa, hiperemia leve à moderada e quimose leve à severa. Entre o 10° e o 14° dia do estudo, os animais apresentaram panus oftálmico (lesão irreversível).

SENSIBILIZAÇÃO CUTÃNEA: o produto mostrou-se não sensibilizante à pele de cobaias quando utilizado na concentração original.

Efeitos Crônicos:
Alterações microscópicas nos pulmões, timo e medula óssea foram observados em cães alimentados com propargite durante um ano. Estes animais também tiveram um decréscimo no consumo de alimentos e no ganho de peso corporal. O nível sem efeito observável (NOEL) para toxicidade crônica foi 160 ppm. Em um estudo de efeitos reprodutivos, duas gerações de ratos machos e fêmeas foram alimentadas com propargite, o que causou um decréscimo no ganho de peso dos animais adultos e filhotes durante a lactação. Entretanto, não foram observados efeitos reprodutivos na maior dose testada e o NOEL foi 800 ppm.

DADOS RELATIVOS À PROTEÇÃO DO MEIO AMBIENTE

(De acordo com as recomendações aprovadas pelo órgão responsável pelo Meio Ambiente - IBAMA / MMA).

RESTRiÇÕES ESTABELECIDAS POR ÓRGÃO COMPETENTE DO ESTADO, DISTRITO FEDERAL OU MUNICIPAL

(De acordo com as recomendações aprovadas pelos órgãos responsáveis).

Este produto é:
MUITO PERIGOSO AO MEIO AMBIENTE (CLASSE II)

- Este produto é ALTAMENTE TÓXICO para organismos aquáticos.
- Evite a contaminação ambiental - Preserve a Natureza.
- Não utilize equipamento com vazamento.
- Não aplique o produto na presença de ventos fortes ou nas horas mais quentes.
- Aplique somente as doses recomendadas.
- Não lave as embalagens ou equipamento aplicador em lagos, fontes, rios e demais corpos d'água. Evite a contaminação da água.
- A destinação inadequada de embalagens ou restos de produtos ocasiona contaminação do solo, da água e do ar, prejudicando a fauna, a flora e a saúde das pessoas.

2. INSTRUÇÕES DE ARMAZENAMENTO DO PRODUTO, VISANDO SUA CONSERVAÇÃO E PREVENÇÃO CONTRA ACIDENTES:
- Mantenha o produto em sua embalagem original, sempre fechada.
- O local deve ser exclusivo para produtos tóxicos, devendo ser isolado de alimentos, bebidas, rações ou outros materiais.
- A construção deve ser de alvenaria ou de material não combustível.
- O local deve ser ventilado, coberto e ter piso impermeável.
- Coloque placa de advertência com os dizeres: CUIDADO VENENO.
- Tranque o local, evitando o acesso de pessoas não autorizadas, principalmente crianças.
- Deve haver sempre embalagens adequadas disponíveis, para envolver embalagens rompidas ou para o recolhimento de produtos vazados.
- Em caso de armazéns, deverão ser seguidas as instruções constantes da NBR 9843 da Associação Brasileira de Normas Técnicas - ABNT.
- Observe as disposições constantes da legislação estadual e municipal.

3. INSTRUÇÕES EM CASO DE ACIDENTES:
- Isole e sinalize a área contaminada.
- Contate as autoridades locais competentes e a Empresa Chemtura Industria Química do Brasil Ltda. - telefone de Emergência: 0800-771-1506.
- Utilize o equipamento de proteção individual - EPI (macacão impermeável, luvas e botas de borracha, óculos protetor e máscara com filtros).
- Em caso de derrame, estanque o escoamento, não permitindo que o produto entre em bueiros, drenos ou corpos d'água. Siga as instruções abaixo:
. Piso pavimentado: absorva o produto com serragem ou areia, recolha o material com auxílio de uma pá e coloque em recipiente lacrado e identificado devidamente. O produto derramado não deverá mais ser utilizado. Neste caso, consulte o titular do registro através do telefone indicado no rótulo para a sua devolução e destinação final.
. Solo: retire as camadas de terra contaminada até atingir o solo não contaminado, recolha esse material e coloque em um recipiente lacrado e devidamente identificado. Contate a empresa titular do registro conforme indicado acima.

• Corpos d'água: interrompa imediatamente a captação para o consumo humano ou animal, contate o órgão ambiental mais próximo e o centro de emergência da empresa, visto que as medidas a serem adotadas dependem das proporções do acidente, das características do corpo hídrico em questão e da quantidade do produto envolvido.

- Em caso de incêndio, use extintores de água em forma de neblina, CO2, pó químico, etc., ficando a favor do vento para evitar intoxicação.

4. PROCEDIMENTOS DE LAVAGEM, ARMAZENAMENTO, DEVOLUÇÃO, TRANSPORTE E DESTINAÇÃO DE EMBALAGENS VAZIAS E RESTOS DE PRODUTOS IMPRÓPRIOS PARA UTILIZAÇÃO OU EM DESUSO:

ORIENTAÇÕES PARA EMBALAGEM RÍGIDA LA VÁ VEL:

- LAVAGEM DA EMBALAGEM:
Durante o procedimento de lavagem o operador deverá estar utilizando os mesmos EPI' s Equipamentos de Proteção Individual - recomendados para o preparo da calda do produto.

• Tríplice Lavagem (Lavagem Manual):
Esta embalagem deverá ser submetida ao processo de Tríplice Lavagem, imediatamente após o seu esvaziamento, adotando-se os seguintes procedimentos:
- Esvazie completamente o conteúdo da embalagem no tanque do pulverizador, mantendo-a na posição vertical durante 30 segundos;
- Adicione água limpa à embalagem até 1/ do seu volume;
- Tampe bem a embalagem e agite-a, por 30 segundos;
- Despeje a água de lavagem no tanque do pulverizador;
- Faça esta operação três vezes; ) - Inutilize a embalagem plástica ou metálica perfurando o fundo.

• Lavagem sob pressão:
Ao utilizar pulverizadores dotados de equipamentos de lavagem sob pressão seguir os seguintes procedimentos:
- Encaixe a embalagem vazia no local apropriado do funil instalado no pulverizador;
- Acione o mecanismo para liberar o jato de água;
- Direcione o jato de água para todas as paredes internas da embalagem, por 30 segundos;
- A água de lavagem deve ser transferida para o tanque do pulverizador;
- Inutilize a embalagem plástica ou metálica, perfurando o fundo.

Ao utilizar equipamento independente para lavagem sob pressão adotar os seguintes procedimentos:
- Imediatamente após o esvaziamento do conteúdo original da embalagem, mantê-la invertida sobre a boca do tanque de pulverização, em posição vertical, durante 30 segundos;
- Manter a embalagem nessa posição, introduzir a ponta do equipamento de lavagem sob pressão, direcionando o jato de água para todas as paredes internas da embalagem, por 30 segundos;
- Toda a água de lavagem é dirigida diretamente para o tanque do pulverizador;
- Inutilize a embalagem plástica ou metálica, perfurando o fundo.

- ARMAZENAMENTO DA EMBALAGEM VAZIA:
Após a realização da Tríplice Lavagem ou Lavagem Sob Pressão, esta embalagem deve ser armazenada com a tampa, em caixa coletiva, quando existente, separadamente das embalagens não lavadas.
O armazenamento das embalagens vazias, até sua devolução pelo usuário, deve ser efetuado em local coberto, ventilado, ao abrigo de chuva e com piso impermeável, ou no próprio local onde guardadas as embalagens cheias.

- DEVOLUÇÃO DA EMBALAGEM VAZIA:
No prazo de até um ano da data da compra, é obrigatória a devolução da embalagem vazia, com tampa, pelo usuário, ao estabelecimento onde foi adquirido o produto ou no local indicado na nota fiscal, emitida no ato da compra.

Caso o produto não tenha sido totalmente utilizado nesse prazo, e ainda esteja dentro de seu prazo de validade, será facultada a devolução da embalagem em até 6 meses após o término do prazo de validade.
O usuário deve guardar o comprovante de devolução para efeito de fiscalização, pelo prazo mínimo de um ano após a devolução da embalagem vazia.

ORIENTAÇÕES PARA EMBALAGEM SECUNDÁRIA (NÃO CONTAMINADA):
- ESTA EMBALAGEM NÃO PODE SER LAVADA.
- ARMAZENAMENTO DA EMBALAGEM VAZIA:
O armazenamento da embalagem vazia, até sua devolução pelo usuário, deve ser efetuado em local coberto, ventilado, ao abrigo de chuva e com piso impermeável, no próprio local onde guardadas as embalagens cheias.

- DEVOLUÇÃO DA EMBALAGEM VAZIA:
É obrigatória a devolução da embalagem vazia, pelo usuário, onde foi adquirido o produto ou no local indicado na nota fiscal, emitida pelo estabelecimento comercial.

- TRANSPORTE:
As embalagens vazias não podem ser transportadas junto com alimentos, bebidas, medicamentos, rações, animais e pessoas.

ORIENTAÇÕES PARA TODOS OS TIPOS DE EMBALAGENS:

- DESTINAÇÃO FINAL DAS EMBALAGENS VAZIAS:
A destinação final das embalagens vazias, após a devolução pelos usuários, somente poderá ser realizada pela Empresa Titular do Registro ou por empresas legalmente autorizadas pelos órgãos competentes.

- É PROIBIDO AO USUÁRIO A REUTILIZAÇÃO E RECICLAGEM DESTA EMBALAGEM VAZIA OU FRACIONAMENTO E REEMBALAGEM DESTE PRODUTO.

- EFEITOS SOBRE O MEIO AMBIENTE DECORRENTES DA DESTINAÇÃO INADEQUADA DA EMBALAGEM VAZIA E RESTOS DE PRODUTOS:
A destinação inadequada das embalagens vazias e restos de produtos no meio ambiente causa contaminação do solo, da água e do ar, prejudicando a fauna, a flora e a saúde das pessoas.

- PRODUTOS IMPRÓPRIOS PARA UTILIZAÇÃO OU EM DESUSO:
Caso este produto venha a se tornar impróprio para utilização ou em desuso, consulte o titular do registro através do telefone indicado no rótulo para sua devolução e destinação final.
A desativação do produto é feita através de incineração em fornos destinados para este tipo de operação, equipados com câmaras de lavagem de gases efluentes e aprovados por órgão ambiental competente.

TRANSPORTE DE AGROTÓXICOS, COMPONENTES E AFINS:
O transporte está sujeito às regras e aos procedimentos estabelecidos na legislação específica, que inclui o acompanhamento da ficha de emergência do produto, bem como determina que os agrotóxicos não podem ser transportados junto de pessoas, animais, rações, medicamentos ou outros materiais.

INFORMAÇÕES SOBRE MANEJO INTEGRADO DE PRAGAS:
Recomenda-se, de maneira geral, o manejo integrado das pragas, envolvendo todos os princípios e medidas disponíveis e viáveis de controle. O uso de sementes sadias, variedades resistentes, rotação de culturas, época adequada de semeadura, adubação equilibrada, inseticidas, manejo da irrigação e outros, visam o melhor equilíbrio do sistema.

INFORMAÇÕES SOBRE MANEJO DE RESISTÊNCIA:
A resistência de pragas a agrotóxicos ou qualquer outro agente de controle pode tornar-se um problema econômico, ou seja, fracassos no controle da praga podem ser observados devido à resistência. As seguintes estratégias podem prevenir, retardar ou reverter a evolução da resistência:
•Rotação de produtos com mecanismos de ação distintos, quando apropriado;
•Adotar outras táticas de controle, prevista no Manejo Integrado de Pragas (MIP) como rotação de culturas, controle biológico, controle por comportamento etc., sempre que disponível e apropriado;
•Utilizar as recomendações de dose e modo de aplicação de acordo com a bula do produto;
•Sempre consultar um Engenheiro Agrônomo para o direcionamento das principais estratégias regionais para o manejo de resistência e para a orientação técnica na aplicação de inseticidas;
•Informações sobre possíveis casos de resistência em insetos e ácaros devem ser encaminhados para o IRAC-BR (www.irac-br.org.br), ou para o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (www.ágricultura.gov.br).