Bula Agria - UPL
CME MILHO (DEZ/20) US$ 3,782 (-0,26%)
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Bula Agria

Mancozeb
18416
UPL

Composição

Mancozebe 700 g/kg
Azoxistrobina 50 g/kg

Classificação

Terrestre/Aérea
Fungicida
5 - Produto Improvável de Causar Dano Agudo
III - Produto perigoso
Não inflamável
Não corrosivo
Granulado Dispersível (WG)
Contato, Sistêmico

Abacate

Calda Terrestre Dosagem
Colletotrichum gloeosporioides (Antracnose)

Algodão

Calda Terrestre Dosagem
Corynespora cassiicola (Mancha alvo)
Ramularia areola (Ramularia)

Alho

Calda Terrestre Dosagem
Alternaria porri (Mancha púrpura)

Amendoim

Calda Terrestre Dosagem
Cercospora arachidicola (Mancha castanha)

Arroz

Calda Terrestre Dosagem
Bipolaris oryzae (Mancha parda)
Pyricularia grisea (Brusone)

Aveia

Calda Terrestre Dosagem
Bipolaris sorokiniana (Mancha marrom)
Pyricularia grisea (Brusone)

Banana

Calda Terrestre Dosagem
Mycosphaerella musicola (Mal da sigatoka)

Batata

Calda Terrestre Dosagem
Alternaria solani (Pinta preta grande)

Berinjela

Calda Terrestre Dosagem
Cercospora melongenae (Cercosporiose)

Café

Calda Terrestre Dosagem
Colletotrichum coffeanum (Antracnose)
Hemileia vastatrix (Ferrugem do cafeeiro)
Phoma costaricensis (Seca de ponteiros)

Cana-de-açúcar

Calda Terrestre Dosagem
Ceratocystis paradoxa (Podridão da coroa)
Puccinia kuehnii (Ferrugem alaranjada da cana)

Cebola

Calda Terrestre Dosagem
Alternaria porri (Mancha púrpura)

Cevada

Calda Terrestre Dosagem
Bipolaris sorokiniana (Mancha marrom)
Pyricularia grisea (Brusone)

Crisântemo

Calda Terrestre Dosagem
Puccinia horiana (Ferrugem branca)

Ervilha

Calda Terrestre Dosagem
Cercospora longissima (Cercosporiose)

Eucalipto

Calda Terrestre Dosagem
Cylindrocladium ilicicola (Mancha de Cylindrocladium)
Puccinia psidii (Ferrugem)

Fava

Calda Terrestre Dosagem
Phaeoisariopsis griseola (Mancha angular)

Feijão

Calda Terrestre Dosagem
Colletotrichum gloeosporioides (Antracnose)
Phaeoisariopsis griseola (Mancha angular)

Feijão vagem

Calda Terrestre Dosagem
Phaeoisariopsis griseola (Mancha angular)

Feijão-caupi

Calda Terrestre Dosagem
Phaeoisariopsis griseola (Mancha angular)

Feijão-guandu

Calda Terrestre Dosagem
Phaeoisariopsis griseola (Mancha angular)

Feijão-mungo

Calda Terrestre Dosagem
Phaeoisariopsis griseola (Mancha angular)

Figo

Calda Terrestre Dosagem
Colletotrichum gloeosporioides (Antracnose)

Mamão

Calda Terrestre Dosagem
Colletotrichum gloeosporioides (Antracnose)

Manga

Calda Terrestre Dosagem
Colletotrichum gloeosporioides (Antracnose)

Maracujá

Calda Terrestre Dosagem
Colletotrichum gloeosporioides (Antracnose)

Melancia

Calda Terrestre Dosagem
Colletotrichum orbiculare (Antracnose)

Melão

Calda Terrestre Dosagem
Colletotrichum orbiculare (Antracnose)

Milho

Calda Terrestre Dosagem
Cercospora zeae-maydis (Cercosporiose)
Phaeosphaeria maydis (Mancha foliar de phaoeosphaeria)
Puccinia polysora (Ferrugem polisora)

Pimentão

Calda Terrestre Dosagem
Cercospora melongenae (Cercosporiose)

Soja

Calda Terrestre Dosagem
Corynespora cassiicola (Mancha alvo)
Phakopsora pachyrhizi (Ferrugem asiática)

Sorgo

Calda Terrestre Dosagem
Cercospora fusimaculans (Cercosporiose)
Puccinia purpurea (Ferrugem)

Tomate

Calda Terrestre Dosagem
Alternaria solani (Pinta preta grande)

Trigo

Calda Terrestre Dosagem
Bipolaris sorokiniana (Mancha marrom)
Pyricularia grisea (Brusone)

Uva

Calda Terrestre Dosagem
Elsinoë ampelina (Antracnose)

Conteúdo: 20g; 50g; 100g; 150g; 200g; 250g; 300g; 500g; 600g; 1kg; 1,2kg; 1,5kg; 2kg; 3kg; 5kg; 9kg; 10kg; 11kg; 12,5kg; 14kg; 15kg; 20kg; 24kg; 25kg; 30kg; 35kg; 36kg; 40kg; 41kg;43kg; 50kg; 60kg; 70kg; 100kg; 200kg; 300kg; 400kg; 500kg; 600kg; 700kg; 800kg; 900kg e 1000kg.

INSTRUÇÕES DE USO

AGRIA é uma combinação de dois fungicidas, um de ação de contato multissítio, o Mancozebe, pertencente ao Grupo M03 e a Azoxistrobina que interfere na respiração mitocondrial e pertence ao Grupo C3 segundo classificação internacional do FRAC. Indicado para o controle de doenças da parte aérea nas culturas do abacate, algodão, alho, amendoim, arroz, batata, berinjela, café, cana-de-açúcar, cebola, cevada, crisântemo, ervilha, eucalipto, feijão, figo, mamão, manga, maracujá, melancia, melão, milho, pimentão, soja, tomate, trigo e uva.

MODO DE APLICAÇÃO

Via terrestre: Deve-se utilizar pulverizador costal ou de barra, com deslocamento montado, de arrasto ou autopropelido. Utilizar bicos ou pontas que produzam jato leque ou cônico vazio, visando à produção de gotas finas para boa cobertura do alvo. Seguir a pressão de trabalho adequada para a produção do tamanho de gota ideal e o volume de aplicação desejado, conforme recomendações do fabricante da ponta ou do bico. Usar velocidade de aplicação que possibilite boa uniformidade de deposição das gotas com rendimento operacional. A altura da barra e o espaçamento entre bicos deve permitir uma boa sobreposição dos jatos e cobertura uniforme na planta (caule, folhas e frutos), conforme recomendação do fabricante. Para volumes de aplicação fora da faixa ideal ou sob condições meteorológicas adversas, utilizar tecnologia(s) e técnica(s) de aplicação que garantam a qualidade da pulverização com baixa deriva. Consulte sempre um Engenheiro Agrônomo.

Via aérea (para algodão, amendoim, arroz, café, cana-de-açúcar, cevada, eucalipto, feijão, milho, soja e trigo): A aplicação deve ser realizada somente por empresa especializada, sob orientação de um Engenheiro Agrônomo. As mesmas recomendações gerais para “Via Terrestre”, como tamanho de gotas, boa cobertura e uniformidade de deposição se aplicam nesta modalidade. Deve-se respeitar condições meteorológicas no momento da aplicação para que as perdas por deriva sejam minimizadas.

Recomendações específicas:
Via terrestre para a cultura do abacate, figo, mamão, manga e uva: Deve-se utilizar pulverizador montado ou de arrasto com assistência de ar, ou por meio de pistola acoplada. Utilizar pontas que produzam jato cônico vazio, ou demais tecnologias de bicos que possibilitem a redução do volume de aplicação, visando à produção de gotas finas para boa cobertura do alvo. Seguir a pressão de trabalho adequada para a produção do tamanho de gota ideal e o volume de aplicação desejado, conforme recomendações do fabricante da ponta ou do bico. Usar velocidade de aplicação que possibilite boa uniformidade de deposição das gotas com rendimento operacional. Ajustes no volume de ar produzido pela turbina podem ser necessários, dependendo do pulverizador, para que as gotas se depositem adequadamente no alvo, evitando problemas com deriva. A distância dos bicos até o alvo e o espaçamento entre os mesmos deve permitir uma boa sobreposição dos jatos e cobertura uniforme na planta (caule, folhas e frutos), conforme recomendação do fabricante. Para volumes de aplicação fora da faixa ideal ou sob condições meteorológicas adversas, utilizar tecnologia(s) e técnica(s) de aplicação que garantam a qualidade da pulverização com baixa deriva. Consulte sempre um Engenheiro Agrônomo.

Via terrestre para a cultura da banana: Nas aplicações terrestres de AGRIA com pulverizador do tipo "Canhão", misturar a dose/ha do fungicida em 6 L de água e completar o restante do volume com óleo mineral mais espalhante adesivo na dose do fabricante de sua preferência. Nas aplicações terrestres de AGRIA com pulverizador do tipo "Turboatomizador", misturar a dose/ha do fungicida em água, adicionar um espalhante adesivo de sua preferência e adicionar 50% do volume de aplicação na forma de óleo mineral.

Via aérea para a cultura da banana: Misturar a dose/ha de AGRIA em 6 L de água, adicionar um espalhante adesivo de sua preferência e misturar óleo mineral até a dosagem de 15L/ha, completando o restante do volume com água.


Preparo de calda:
Antes de iniciar o preparo, garantir que o tanque, mangueiras, filtros e pontas do pulverizador estejam devidamente limpos. Recomenda-se utilizar pontas ou bicos que possibilitem trabalhar com filtros de malha de 50 mesh, no máximo, evitando-se filtros mais restritivos no pulverizador. Não havendo necessidade de ajustes em pH e dureza da água utilizada, deve-se encher o tanque do pulverizador até um terço de seu nível. Posteriormente, deve-se iniciar a agitação e adicionar gradativamente a quantidade necessária do produto. Deve-se fazer a adição do produto em água de forma cuidadosa, de modo que, a cada dois segundos, 1 kg do produto, no máximo, seja despejado no tanque, evitando que todo o conteúdo da embalagem seja adicionado de forma muito rápida e inadequada. Feito isso, deve-se completar o volume do tanque do pulverizador com água, quando faltar 3-5 minutos para o início da pulverização. A prática da pré-diluição é recomendada, respeitando-se uma proporção mínima de 3 litros de água por quilograma de produto a ser adicionado. A agitação no tanque do pulverizador deverá ser constante da preparação da calda até o término da aplicação, sem interrupção. Lembre-se de verificar o bom funcionamento do agitador de calda dentro do tanque do pulverizador, seja ele por hélices ou por retorno da bomba centrífuga. Nunca deixe calda parada dentro do tanque, mesmo que por minutos. Havendo a necessidade de uso legal de algum adjuvante, checar sempre a compatibilidade da calda, confeccionando-a nas mesmas proporções, em recipientes menores e transparentes, com a finalidade de observar se há homogeneidade da calda, sem haver formação de fases. Ao final da atividade, deve-se proceder com a limpeza do pulverizador. Utilize produtos de sua preferência para a correta limpeza do tanque, filtros, bicos e finais de seção de barra.

INTERVALO DE SEGURANÇA

Abacate, alho, banana, berinjela, cebola, figo, mamão, manga, maracujá, pimentão, tomate e uva: 10 dias
Algodão, milho e sorgo: 42 dias
Amendoim e ervilha: 20 dias
Arroz, aveia batata, cevada e trigo: 32 dias
Café: 50 dias
Cana-de-açúcar: 60 dias
Crisântemo e eucalipto: Uso não alimentar
Feijão, feijão-caupi, feijão-fava, feijão-guandu, feijão-mungo, feijão-vagem, melancia e melão: 14 dias
Soja: 30 dias

INTERVALO DE REENTRADA DE PESSOAS NAS CULTURAS E ÁREAS TRATADAS

Não entre na área em que o produto foi aplicado antes da secagem completa da calda (no mínimo 24 horas após a aplicação). Caso necessite entrar antes desse período, utilize os equipamentos de proteção individual (EPI's) recomendados para o uso durante a aplicação.

LIMITAÇÕES DE USO

- Uso exclusivo para culturas agrícolas;
- Os usos do produto estão restritos aos indicados no rótulo e bula.

De acordo com as recomendações aprovadas pelo órgão responsável pela Saúde Humana – ANVISA/MS.

De acordo com as recomendações aprovadas pelo órgão responsável pelo Meio Ambiente - IBAMA/MMA.

Recomenda-se, de maneira geral, o manejo integrado das doenças, envolvendo todos os princípios e medidas disponíveis e viáveis de controle. O uso de sementes sadias, variedades resistentes, rotação de culturas, época adequada de semeadura, adubação equilibrada, fungicidas, manejo da irrigação e outros, visam o melhor equilíbrio do sistema.

RECOMENDAÇÕES PARA O MANEJO DE RESISTÊNCIA A FUNGICIDAS PARA A FERRUGEM-ASIÁTICA

O uso sucessivo de fungicidas com mesmo mecanismo de ação para o controle do mesmo alvo pode contribuir para o aumento na população de fungos menos sensíveis a esse mecanismo de ação, levando a perda de eficiência do produto como consequência da resistência.
Como prática de manejo de resistência afim de evitar a seleção de fungos menos sensíveis ou resistentes aos fungicidas, seguem algumas recomendações:
- Alicação alternada de fungicidas formulados em mistura rotacionando os mecanismos de ação distintos do Grupo C3 e M03 sempre que possível; se o produto tiver apenas um mecanismo de ação, nunca utilizá-lo isoladamente;
- Respeitar o vazio sanitário e eliminar plantas de soja voluntária;
- Semear cultivares de soja precoce, concentrando a semeadura no início da época recomendada para cada região (adotar estratégia de escape);
- Jamais cultivar a soja safrinha (segunda época);
- Utilizar cultivares com gene de resistência incorporado, quando disponíveis;
- Semear a soja com a densidade de plantas que permita bom arejamento foliar, o que permitirá maior penetração e melhor cobertura do fungicida;
- Adotar outras práticas de redução da população de patógenos, seguindo as boas práticas agrícolas, tais como rotação de culturas, uso de sementes sadias, adubação equilibrada, manejo da irrigação do sistema, outros controles culturais etc.
- Sempre que possível, realizar as aplicações direcionadas às fases mais suscetíveis do agente causador de doenças a ser controlado;
- Utilizar o fungicida somente na época, na dose e nos intervalos de aplicação recomendados;
- Sempre consultar um engenheiro agrônomo para o direcionamento das principais estratégias regionais para o manejo de resistência e a orientação técnica da aplicação de fungicidas;
- Realizar o monitoramento da doença na cultura;
- Adotar estratégia de aplicação preventiva;
- Respeitar intervalo máximo de 14 dias de intervalos entre aplicações;
- Realizar, no máximo, o número de aplicações do produto conforme descrito em bula;
- Sempre consultar um engenheiro agrônomo para o direcionamento das principais estratégias regionais sobre orientação técnica de tecnologia de aplicação e manutenção da eficácia dos fungicidas;
- Informações sobre possíveis casos de resistência em fungicidas no controle de fungos patogênicos devem ser consultados e, ou, informados à: Sociedade Brasileira de Fitopatologia (SBF: www.sbfito.com.br), Comitê de Ação à Resistência de Fungicidas (FRAC-BR: www.frac-br.org), Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA: www.agricultura.gov.br).

RECOMENDAÇÕES PARA O MANEJO DA RESISTÊNCIA A FUNGICIDAS

O uso sucessivo de fungicidas com mesmo mecanismo de ação para o controle do mesmo alvo pode contribuir para o aumento na população de fungos menos sensíveis a esse mecanismo de ação, levando a perda de eficiência do produto como consequência da resistência.
Como prática de manejo de resistência afim de evitar a seleção de fungos menos sensíveis ou resistentes aos fungicidas, seguem algumas recomendações:
- Alternância de fungicidas com mecanismos de ação distintos dos Grupos C3 e M03 para o controle do mesmo alvo, sempre que possível;
- Adotar outras práticas de redução da população de patógenos, seguindo as boas práticas agrícolas, tais como rotação de culturas, controles culturais, cultivares com gene de resistência quando disponíveis, etc.;
- Utilizar as recomendações de dose e modo de aplicação de acordo com a bula do produto;
- Sempre consultar um engenheiro agrônomo para o direcionamento das principais estratégias regionais sobre orientação técnica de tecnologia de aplicação e manutenção da eficácia dos fungicidas;
- Informações sobre possíveis casos de resistência em fungicidas no controle de fungos patogênicos devem ser consultados e, ou, informados à: Sociedade Brasileira de Fitopatologia (SBF: www.sbfito.com.br), Comitê de Ação à Resistência de Fungicidas (FRAC-BR: www.frac-br.org), Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA: www.agricultura.gov.br).


GRUPO C3 FUNGICIDA
GRUPO M03 FUNGICIDA


O produto fungicida AGRIA é composto por Azoxistrobina e Mancozebe, que apresentam mecanismos de ação de Inibidores do complexo III: citocromo bc1 (ubiquinol oxidase) no sítio Qo e atividade de contato multissítio, pertencentes aos Grupos C3 e M03, segundo classificação internacional do FRAC (Comitê de Ação à Resistência de Fungicidas), respectivamente.