Bula Alia - UPL

Bula Alia

CI
Sulfentrazone
12917
UPL

Composição

Sulfentrazona 500 g/L

Classificação

Terrestre/Aérea
Herbicida
5 - Produto Improvável de Causar Dano Agudo
II - Produto muito perigoso
Não inflamável
Não corrosivo
Suspensão Concentrada (SC)
Pré-emergência, Pós-emergência, Seletivo condicional, Sistêmico

Abacaxi

Dosagem Calda Terrestre
Brachiaria decumbens (Capim braquiária)
Portulaca oleracea (Beldroega)
Rhynchelytrum roseum (Capim favorito)

Cana-de-açúcar

Dosagem Calda Terrestre
Amaranthus viridis (Caruru comum)
Brachiaria decumbens (Capim braquiária)
Brachiaria plantaginea (Papuã)
Cenchrus echinatus (Capim carrapicho)
Commelina benghalensis (Trapoeraba)
Cyperus rotundus (Tiririca)
Digitaria horizontalis (Capim colchão)
Eleusine indica (Capim pé de galinha)
Euphorbia heterophylla (Amendoim bravo)
Ipomoea grandifolia (Corda de viola)
Panicum maximum (Capim colonião)
Portulaca oleracea (Beldroega)
Richardia brasiliensis (Poaia branca)
Sida glaziovii (Guanxuma branca)
Spermacoce alata (Poaia do campo)

Fumo

Dosagem Calda Terrestre
Amaranthus hybridus (Caruru roxo) ( veja aqui ) ( veja aqui )
Brachiaria plantaginea (Papuã) ( veja aqui ) ( veja aqui )
Cyperus rotundus (Tiririca) ( veja aqui ) ( veja aqui )
Euphorbia heterophylla (Amendoim bravo) ( veja aqui ) ( veja aqui )
Richardia brasiliensis (Poaia branca) ( veja aqui ) ( veja aqui )

Soja

Calda Terrestre Dosagem
Acanthospermum australe (Carrapicho rasteiro)
Acanthospermum hispidum (Carrapicho de carneiro)
Ageratum conyzoides (Mentrasto)
Amaranthus hybridus (Caruru roxo)
Bidens pilosa (Picão preto)
Blainvillea latifolia (Erva palha)
Brachiaria decumbens (Capim braquiária)
Brachiaria plantaginea (Papuã)
Cenchrus echinatus (Capim carrapicho)
Commelina benghalensis (Trapoeraba) ( veja aqui ) ( veja aqui )
Desmodium tortuosum (Carrapicho beiço de boi)
Digitaria horizontalis (Capim colchão)
Echinochloa crusgalli (Capim arroz)
Eleusine indica (Capim pé de galinha)
Emilia sonchifolia (Falsa serralha)
Euphorbia heterophylla (Amendoim bravo)
Hyptis suaveolens (Cheirosa)
Ipomoea grandifolia (Corda de viola) ( veja aqui ) ( veja aqui )
Nicandra physaloides (Joá de capote)
Panicum maximum (Capim colonião)
Pennisetum setosum (Capim custódio)
Portulaca oleracea (Beldroega)
Richardia brasiliensis (Poaia branca)
Sida rhombifolia (Guanxuma)
Solanum americanum (Maria preta)
Spermacoce alata (Poaia do campo)

Tipo: Bombona
Material: Plástico
Capacidade: 10; 20; 50; 100 L.

Tipo: Contentor intermediário(IBC)
Material: Metálico/Plástico
Capacidade: 945 L.

Tipo: Frasco
Material: Metálico/Plástico
Capacidade: 1,0; 5,0 L.

Tipo: Lata
Material: Metálico
Capacidade: 20; 50; 100; 200 L.

INSTRUÇÕES DE USO

ALIA é um herbicida apresentado na forma de suspensão concentrada para o controle seletivo de plantas infestantes em pré-emergência na cultura do Abacaxi, Cana-de-açúcar, Fumo e Soja e pós-emergente e pré-plantio na cultura da soja.

MODO DE APLICAÇÃO

Além das recomendações acima para as culturas indicadas, levar em consideração que o solo deve estar livre de torrões, previamente eliminados por um bom preparo do solo pela gradagem. Como todos os herbicidas, ALIA necessita de umidade no solo para iniciar sua atividade biológica de controle das plantas daninhas.

Equipamentos de aplicação:
Via terrestre:
Deve-se utilizar pulverizador costal ou de barra, com deslocamento montado, de arrasto ou autopropelido. Utilizar bicos ou pontas que produzam jato leque ou cônico, visando à produção de gotas médias, quando prevaceler plantas daninhas em pós-emergência, a extremamente grossas, quando prevalecer plantas daninhas em pré-emergência. Seguir a pressão de trabalho adequada para a produção do tamanho de gota ideal e o volume de aplicação desejado, conforme recomendações do fabricante da ponta ou do bico. Usar velocidade de aplicação que possibilite boa uniformidade de deposição das gotas com rendimento operacional. A altura da barra e o espaçamento entre bicos deve permitir uma boa sobreposição dos jatos e cobertura uniforme na planta, conforme recomendação do fabricante. Para volumes de aplicação fora da faixa ideal ou sob condições meteorológicas adversas, utilizar tecnologia(s) e técnica(s) de aplicação que garantam a qualidade da pulverização com baixa deriva. Consulte sempre um Engenheiro Agrônomo.

Via aérea (somente para as culturas de cana-de-açúcar e soja) :
Recomenda-se um volume de aplicação entre 20 e 50 L/ha. A aplicação deve ser realizada somente por empresa especializada, sob orientação de um Engenheiro Agrônomo. As mesmas recomendações gerais para “Via Terrestre”, como tamanho de gotas, boa cobertura e uniformidade de deposição se aplicam nesta modalidade. Deve-se respeitar condições meteorológicas no momento da aplicação para que as perdas por deriva sejam minimizadas.

Preparo de calda:
Antes de iniciar o preparo, garantir que o tanque, mangueiras, filtros e pontas do pulverizador estejam devidamente limpos. Não havendo necessidade de ajustes em pH e dureza da água utilizada, deve-se encher o tanque do pulverizador até um terço de seu nível. Posteriormente, deve-se iniciar a agitação e adicionar gradativamente a quantidade necessária do produto. Feito isso, deve-se completar o volume do tanque com água quando faltar 3-5 minutos para o início da pulverização. A prática da pré-diluição é recomendada. A agitação no tanque do pulverizador deverá ser constante da preparação da calda até o término da aplicação, sem interrupção. Ao final da atividade, deve-se proceder com a limpeza do pulverizador.


INTER VALO DE SEGURANÇA

Abacaxi: 60 dias;
Cana-de-açúcar e Soja: Intervalo de segurança não determinado devido a modalidade de emprego;
Fumo: Uso não alimentar.

INTERVALO DE REENTRADA DE PESSOAS NAS CULTURAS E ÁREAS TR ATADAS

Não entre na área em que o produto foi aplicado antes da secagem completa da calda (no mínimo 24 horas após a aplicação). Caso necessite de entrar antes desse período, utilize os equipamentos de proteção individual (EPI's) recomendados para o uso durante a aplicação.

LIMITAÇÕES DE USO

- Na aplicação em cana soca recém-germinada podem ocorrer “queimas” localizadas, onde houver contato do produto com as folhas ou brotações, porém com recuperação rápida sem afetar o desenvolvimento da planta e sua produtividade.
- Na ocorrência de chuvas excessivas, após a aplicação em solos altamente arenosos, poderá ocorrer leve clorose nas folhas de soja, entretanto, estas recuperam-se, não havendo prejuízos para produtividade.
- Evitar sobreposição de faixas de aplicação; se isto ocorrer, poderá haver danos à cultura da soja.
- A tolerância de novas variedades ao produto deverá ser estabelecida antes de ser usado em larga escala. Consulte o fornecedor de sementes de sua região ou o representante técnico da UPL de sua região.
- A aplicação deverá ser feita sempre antes da emergência da cultura da soja. ALIA aplicado no “cracking” da soja ou em plantas emergidas causará danos à cultura.
- Injúria na cultura da soja poderá ocorrer em solos poucos drenados, muito compactados ou em solos saturados por longo período de tempo.
- Se houver falhas no plantio devido a condições climáticas, apenas a soja deverá ser replantada. Não reaplicar ALIA , pois poderá ocorrer injúria.
- Um período mínimo de 18 meses após a aplicação de ALI A é exigido para rotação com a cultura de algodão.
- Na aplicação tópica sobre a muda podem ocorrer “queimas” localizadas, onde houver contato do produto com as folhas ou brotações, porém com recuperação rápida sem afetar o desenvolvimento da planta e sua produtividade.
- Os usos do produto estão restritos aos indicados no rótulo e bula;

De acordo com as recomendações aprovadas pelo órgão responsável pela Saúde Humana – ANVISA/MS.

De acordo com as recomendações aprovadas pelo órgão responsável pelo Meio Ambiente – IBAMA/MMA.

Sempre que houver disponibilidade de informações sobre programas de Manejo Integrado, provenientes da pesquisa pública ou privada, recomenda-se que estes sejam implementados.

O uso sucessivo de herbicidas do mesmo mecanismo de ação para o controle do mesmo alvo pode contribuir para o aumento da população da planta daninha alvo resistente a esse mecanismo de ação, levando a perda de eficiência do produto e um consequente prejuízo.
Como prática de manejo de resistência de plantas daninhas e para evitar os problemas com a resistência, seguem algumas recomendações:
- Rotação de herbicidas com mecanismos de ação distinto do Grupo E para o controle do mesmo alvo, quando apropriado.
- Adotar outras práticas de controle de plantas daninhas seguindo as boas práticas agrícolas.
- Utilizar as recomendações de dose e modo de aplicação de acordo com a bula do produto.
- Sempre consultar um engenheiro agrônomo para o direcionamento das principais estratégias regionais para o manejo de resistência e a orientação técnica da aplicação de herbicidas.
- Informações sobre possíveis casos de resistência em plantas daninhas devem ser consultados e, ou, informados à: Sociedade Brasileira da Ciência das Plantas Daninhas (SBCPD: www.sbcpd.org), Associação Brasileira de Ação à Resistência de Plantas Daninhas aos Herbicidas (HRAC-BR: www.hrac-br.org), Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA: www.agricultura.gov.br).

GRUPO E HERBICIDA

O produto herbicida ALIA é composto por Sulfentrazona, que apresenta mecanismo de ação dos Inibidores da Protox (Protoporfirinogenio oxidase - PPO), pertencente ao Grupo E, segundo classificação internacional do HRAC (Comitê de Ação à Resistência de Herbicidas).