Botaim Xtra
| Geral | ||
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Nome Técnico:
Imazapique; Imazapir;
Registro MAPA:
18026
Empresa Registrante:
Rainbow Defensivos |
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| Composição | ||
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| Ingrediente Ativo | Concentração | |
| Imazapique | 525 g/kg | |
| Imazapir | 175 g/kg | |
| Classificação | ||
|---|---|---|
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Técnica de Aplicação:
Terrestre, Aérea
Classe Agronômica:
Herbicida
Toxicológica:
5 - Produto Improvável de Causar Dano Agudo
Ambiental:
III - Produto perigoso
Inflamabilidade:
Não inflamável
Corrosividade:
Não corrosivo
Formulação:
Granulado Dispersível (WG)
Modo de Ação:
Seletivo condicional, Sistêmico
Agricultura Orgânica:
Não |
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Indicações de Uso
Embalagens
| Lavabilidade | Tipo de Embalagem | Material | Características | Acondicionamento | Capacidade |
|---|
INSTRUÇÕES DE USO
A ação herbicida do BOTAIM XTRA é resultado da redução dos níveis de 3 (três) aminoácidos alifáticos de cadeia ramificada, valina, leucina e isoleucina, através da inibição do ácido hidroxiacético sintetase (AHAS), uma enzima comum na via biossintética desses aminoácidos. Esta inibição interrompe a síntese proteica, que por sua vez interfere na síntese de DNA e no crescimento celular. A biossíntese desses três aminoácidos e a enzima AHAS não ocorrem em animais.
BOTAIM XTRA é absorvido pelas folhas e raízes e translocado rapidamente através do xilema e floema para as regiões meristemáticas da planta, onde se acumula. Embora a interrupção de crescimento e a morte das regiões meristemáticas ocorram logo após a aplicação, a clorose das folhas novas e a necrose dos tecidos podem demorar até duas semanas em algumas espécies. Em plantas perenes, BOTAIM XTRA é translocado para as partes subterrâneas das plantas (rizomas e tubérculos), o que permite a redução da população destas plantas infestantes. BOTAIM XTRA possui atividade residual no solo, o que lhe confere ação herbicida sobre novas germinações.
BOTAIM XTRA é um herbicida sistêmico, quando respeitado o intervalo de aplicação, é seletivo para a cultura da soja geneticamente modificada tolerante ou não tolerante às imidazolinonas e para a cultura do milho tolerante ao grupo das
imidazolinonas. BOTAIM XTRA tem ação tanto em pós-emergência quanto em pré-emergência das plantas daninhas infestantes.
NÚMERO, ÉPOCA E INTERVALO DE APLICAÇÃO
• Utilizar a maior dose em situações em que haja maior infestação e/ou estádio mais desenvolvido das plantas daninhas infestantes.
• As aplicações deverão ser realizadas quando as plantas daninhas apresentarem entre 2 folhas a 1 perfilho de plantas fisiologicamente ativas no caso das poáceas, e entre 2 a 4 folhas para as plantas daninhas dicotiledôneas.
• Para uso em pré-plantio da cultura da Soja, recomenda-se aplicação única, respeitando o intervalo de 30 dias entre a aplicação e semeadura da soja. É extremamente importante que haja uma precipitação acumulada de no mínimo 100mm neste período.
As aplicações onde o manejo é feito previamente com herbicidas a base de glifosato tem mostrado excelente complementação para o controle de plantas daninhas.
MODO DE APLICAÇÃO
BOTAIM XTRA deve ser aplicado nas dosagens recomendadas, diluído em água, observando as épocas adequadas para aplicação, bem como estádio de desenvolvimento das plantas daninhas infestantes.
Preparo da calda:
Antes da aplicação de BOTAIM XTRA o equipamento de pulverização deve estar limpo e bem conservado, procedendo então a calibragem do equipamento para a correta pulverização do produto. O abastecimento do tanque do pulverizador
deve ser feito enchendo o tanque até a metade da sua capacidade com água, mantendo o agitador ou retorno em funcionamento e então adicionar a quantidade recomendada de BOTAIM XTRA. Quando necessário, adicionar adjuvante à calda de aplicação, conforme tipo e proporção recomendada para a cultura. Proceder a homogeneização e completar o volume do tanque com água. A agitação deve ser constante durante a preparação e aplicação do produto. Se houver
necessidade de interromper a pulverização por algum tempo é aconselhável manter o agitador funcionando. Se esta interrupção for mais longa, é necessário agitar novamente a calda antes de reutilizá-la.
Prepare apenas a quantidade necessária de calda para uma aplicação, pulverizando logo após a sua preparação. Caso aconteça algum imprevisto que interrompa a agitação do produto possibilitando a formação de depósitos no fundo do tanque do pulverizador, agitar vigorosamente a calda antes de reiniciar a operação. Não adicione redutores de pH, ácido bórico ou produtos à base de sal de amônio.
Aplicação terrestre:
As recomendações a seguir relacionadas são importantes para uma correta aplicação e para se obter os efeitos desejados:
- Equipamento de aplicação:
Ao aplicar o produto, siga sempre as recomendações da bula garantindo uma boa cobertura da pulverização sobre o alvo desejado, evitando a sobreposição das faixas de aplicação. Proceda a regulagem do equipamento de aplicação para
assegurar a dose correta e uma distribuição uniforme do produto sobre o alvo desejado.
- Seleção de Pontas de Aplicação:
A seleção correta da ponta de aplicação é um dos parâmetros mais importantes para redução da deriva. Pontas que produzem gotas de maior diâmetro mediano volumétrico (DMV) apresentam menor risco de deriva. As condições ambientais no momento da aplicação como: a velocidade do vento, umidade e temperatura também são aspectos importantes para a decisão da ponta correta a ser utilizada. Portanto, é de responsabilidade do aplicador considerar estes fatores para a escolha de pontas que produzam gotas com maior tamanho possível sem afetar a cobertura e eficiência do produto. Em caso de dúvida quanto a pressão de trabalho e tamanho ideal das gotas para a aplicação, consulte um Engenheiro Agrônomo.
- Altura de barras de aplicação:
A barra pulverizadora deverá estar posicionada a 50 cm de altura do alvo a ser atingido. Quanto menor a distância entre a altura da barra e o alvo a ser atingido, menor a exposição das gotas à evaporação e menor o risco de transporte pelo
vento (deriva). Recomenda-se o uso de controladores automáticos de altura da barra para manter a altura ideal da pontaem relação ao alvo.
- Velocidade do equipamento:
Selecione uma velocidade adequada às condições do terreno, equipamento e cultura, não devendo ser superior a 25 km/h observando o volume de aplicação e a pressão de trabalho desejada. Aplicações efetuadas em velocidades mais baixas, geralmente resultam em uma melhor cobertura e deposição na área alvo.
- Pressão de trabalho:
Observar sempre à recomendação do fabricante e trabalhar dentro da pressão recomendada da ponta, considerando o volume de aplicação e o tamanho de gota desejado. A pressão de trabalho, dependendo da ponta, pode variar de 1,0 a 8 bar (15 a 115 PSI) e o tamanho das gotas deve estar na classe de muito grossa ou acima (Vide item Seleção de Pontas de Aplicação).
Para muitos tipos de pontas, menores pressões de trabalho produzem gotas maiores. Quando for necessário elevar o volume de aplicação, use pontas que permitam maior vazão em detrimento do aumento da pressão de trabalho. Caso o equipamento possua sistema de controle de aplicação, assegure que os parâmetros de aplicação atendam a recomendação de uso.
- Velocidade do vento:
A faixa ideal para pulverização são ventos entre 5 e 10 km/h. A configuração adequada do sistema de aplicação e ausência de rajadas de vento, reduzem o risco de deriva do produto. A topografia do terreno pode influenciar os padrões de vento. Um aplicador familiarizado com os padrões de ventos locais minimiza possíveis riscos de a pulverização atingir áreas não alvo.
A ausência de vento pode indicar situação de inversão térmica, que deve ser evitada. Deixar uma faixa de bordadura adequada para aplicação quando houver culturas sensíveis presentes na direção do vento.
- Volume de aplicação:
Recomenda-se o volume de calda entre 100 e 150 litros/ha.
- Período de chuvas:
A ocorrência de chuvas dentro de um período de quatro (4) horas após aplicação pode afetar o desempenho do produto.
Evite aplicar logo após a ocorrência de chuva ou em condições de orvalho.
- Temperatura e umidade:
Aplique apenas em condições ambientais favoráveis. Baixa umidade relativa do ar e altas temperaturas aumentam o risco da evaporação da calda de pulverização, reduzindo o tamanho de gota e aumentando o potencial de deriva. Evite pulverizar durante condições de baixa umidade relativa do ar (menores que 60%) e altas temperaturas (maiores que 30ºC). Não aplicar o produto em temperaturas muito baixas ou com previsão de geadas.
Aplicação Aérea:
Aplicar volume de calda de 30 a 50 litros/ha, utilizar bicos hidráulicos que produzam gotas de categoria média a grossa (ex. D-10 ou D-12 com core 45), altura de vôo de 3 a 6 metros do alvo a ser atingido, faixa de aplicação de 12 a 15 metros. Bicos centrífugos produzem gotas menores, podendo favorecer as perdas por evaporação e/ou deriva das gotas.
Evite deriva para as culturas vizinhas, principalmente para cultivos não tolerantes ao BOTAIM XTRA. Aplique apenas em condições ambientais favoráveis. Evite sobreposição de faixas de pulverização durante a aplicação. A boa prática
agrícola recomenda a aplicação com velocidade do vento menor do que 10 km/h.
Obs.: Com outros equipamentos assegurar uma boa cobertura de pulverização. Consulte sempre um engenheiro agrônomo.
A aplicação deve ser interrompida, imediatamente, no caso de:
• Qualquer pessoa não envolvida na operação seja exposta ao produto;
• Risco de saúde claro e imediato decorrente da deriva;
• Vegetação, animais ou propriedades fora da área alvo forem provavelmente expostos a um agroquímico por deriva.
O uso de marcadores humanos de faixa não é recomendado. Os marcadores estão em uma situação potencialmente perigosa e devem ser tomados cuidados especiais para evitar a exposição a agroquímicos, especialmente por meio da absorção da pele.
O responsável pela aplicação da calda herbicida deve considerar todos estes fatores para uma adequada utilização do produto evitando atingir áreas não alvo. Todos os equipamentos de aplicação devem ser corretamente calibrados e o responsável pela aplicação deve estar familiarizado com todos os fatores que interferem na ocorrência da deriva.
Lavagem do equipamento de aplicação:
Imediatamente após a aplicação, proceda a uma completa limpeza de todo o equipamento para reduzir o risco da formação de depósitos sólidos que possam se tornar difíceis de serem removidos. O adiamento, mesmo que por poucas horas, somente torna a limpeza mais difícil.
1. Com o equipamento de aplicação vazio, enxágue completamente o pulverizador e faça circular água limpa pelas mangueiras, barras, bicos e difusores, removendo fisicamente, se necessário, os depósitos visíveis de produto. O material resultante desta operação deverá ser pulverizado na área tratada com o respectivo produto.
2. Complete o pulverizador com água limpa. Circule esta solução pelas mangueiras, barras, filtros e bicos. Desligue a barra e encha o tanque com água limpa. Circule pelo sistema de pulverização por 15 minutos. Circule então pelas mangueiras, barras, filtros, bicos e difusores. Esvazie o tanque na área tratada com o respectivo produto.
3. Remova e limpe os bicos, filtros e difusores em um balde com a solução de limpeza.
4. Enxágue completamente o pulverizador, mangueiras, barra, bicos e difusores com água limpa no mínimo 3 vezes.
Limpe tudo que for associado ao pulverizador, inclusive o material usado para o enchimento do tanque. Tome todas as medidas de segurança necessárias durante a limpeza. Não limpe o equipamento perto de nascentes, fontes de água ou
de plantas úteis.
Descarte os resíduos da limpeza de acordo com a legislação Estadual ou Municipal.
INTERVALO DE REENTRADA DE PESSOAS NAS CULTURAS E ÁREAS TRATADAS
Não entre na área em que o produto foi aplicado antes da secagem completa da calda (no mínimo 24 horas após a aplicação). Caso necessite entrar antes desse período, utilize os Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) recomendados para o uso durante a aplicação.
LIMITAÇÕES DE USO
Desde que sejam seguidas as recomendações de uso, não ocorrerá fitotoxicidade para as culturas indicadas.
Os usos do produto estão restritos aos indicados no rótulo e bula.
- Na pós-emergência de plantas daninhas, realize a aplicação dentro do período ideal do estágio de desenvolvimento das plantas daninhas evitando que haja rebrotas de algumas espécies; inclua no manejo de plantas daninhas, a rotação de
herbicidas devidamente recomendados e registrados.
- Tenha o máximo de eficiência com:
• uma boa cobertura das plantas daninhas;
• uso de doses mais altas de adjuvantes em condições mais críticas;
• aplicação em plantas em pleno desenvolvimento vegetativo;
• presença de luz solar intensa acelera a velocidade de controle;
• condições de alta umidade relativa e temperatura entre 20 e 30°C.
- Evite aplicações nas horas mais quentes do dia, temperaturas acima de 30°C, e com baixa umidade relativa do ar (umidade relativa abaixo de 60%), ou com ventos acima de 10 km/hora, principalmente quando essas condições causem stress hídrico nas plantas e favoreçam a deriva da pulverização.
- Limpe completamente o equipamento de aplicação (tanque, barra e os bicos) antes de utilizá-lo com outros produtos e em outros cultivos.
- Não utilizar BOTAIM XTRA em áreas com problemas de picão-preto (Bidens pilosa) e leiteiro (Euphorbia heterophylla) e outras plantas daninhas com resistência conhecida ao mecanismo de ação deste produto.
- Seletividade: BOTAIM XTRA é um herbicida seletivo para a soja geneticamente modificada tolerante ou não tolerante aos herbicidas do grupo das imidazolinonas.
APLICAÇÕES REALIZADAS DURANTE A SAFRA DE SOJA
Até que novas informações estejam disponíveis, somente as culturas de inverno e verão abaixo relacionadas poderão ser feitas em sucessão/rotação com a cultura de soja na área tratada com BOTAIM XTRA.
Culturas de Inverno (sucessão): milho (safrinha), feijão, trigo, cana-de-açúcar, girassol, sorgo, canola, aveia e amendoim.
Culturas de Verão (rotação): soja, amendoim, cana-de-açúcar, feijão, milho e girassol.
Olerícolas: especificamente para o caso das culturas olerícolas o intervalo de segurança é de 360 dias.
APLICAÇÕES REALIZADAS NO MILHO “SAFRINHA”
Plantar somente soja, feijão e amendoim em sucessão a cultura do milho “safrinha” de híbridos resistentes à imidazolinonas, na área tratada com BOTAIM XTRA.
"Como prática de manejo de resistência de plantas daninhas ao produto, não plantar Milho resistente à imidazolinona ou Soja geneticamente modificada tolerante ou não tolerante às imidazolinonas mais de duas safras seguidas. Recomendase a rotação com outras culturas acima recomendadas, evitando-se o controle continuado das plantas daninhas com o mesmo grupo químico e as mesmas práticas, dentro de um programa de manejo de resistência de plantas daninhas com
herbicidas de diferentes modos de ação e diferentes práticas de manejo.”
De acordo com as recomendações aprovadas pelo órgão responsável pela Saúde Humana - ANVISA/MS.
De acordo com as recomendações aprovadas pelo órgão responsável pelo Meio Ambiente – IBAMA/MMA.
O manejo de plantas daninhas é um procedimento sistemático adotado para minimizar a interferência das plantas daninhas e otimizar o uso do solo, por meio da combinação de métodos preventivos de controle. A integração de métodos de controle: (1) cultural (rotação de culturas, variação de espaçamento e uso de cobertura verde), (2) mecânico ou físico (monda, capina manual, roçada, inundação, cobertura não viva e cultivo mecânico), (3) controle biológico e (4) controle químico tem como objetivo mitigar o impacto dessa interferência com o mínimo de danos ao meio ambiente.
BOTAIM XTRA é um herbicida composto por Imazapique e Imazapir, ambos pertencentes ao grupo das Imidazolinonas, Inibidores da ALS (Acetolactato sintase) - Grupo B.
GRUPO B INSETICIDA
GRUPO B INSETICIDA
O uso sucessivo de herbicidas do mesmo mecanismo de ação para o controle do mesmo alvo pode contribuir para o aumento da população da planta daninha alvo resistente a esse mecanismo de ação, levando a perda de eficiência do
produto e um consequente prejuízo.
Como prática de manejo de resistência de plantas daninhas e para evitar os problemas com a resistência, seguem algumas recomendações:
- Rotação de herbicidas com mecanismos de ação distintos do Grupo B para o controle do mesmo alvo, quando apropriado.
- Adotar outras práticas de controle de plantas daninhas seguindo as boas práticas agrícolas.
- Utilizar as recomendações de dose e modo de aplicação de acordo com a bula do produto.
- Como prática de manejo de resistência de plantas daninhas ao produto, não plantar Milho resistente à imidazolinona ou
Soja geneticamente modificada tolerante ou não tolerante às imidazolinonas mais de duas safras seguidas. Recomendase a rotação com outras culturas acima recomendadas, evitando-se o controle continuado das plantas daninhas com o
mesmo grupo químico e as mesmas práticas, dentro de um programa de manejo de resistência de plantas daninhas com herbicidas de diferentes modos de ação e diferentes práticas de manejo.
- Sempre consultar um Engenheiro Agrônomo para orientação sobre as recomendações locais para o manejo de resistência.
- Informações sobre possíveis casos de resistência em herbicidas no controle de plantas daninhas devem ser consultados e/ou informados à: Sociedade Brasileira de Fitopatologia (SBF: www.sbfito.com.br), Comitê de Ação à Resistência de Herbicidas (HRACBR: www.hrac-br.org), Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA: www.agricultura.gov.br).