INSTRUÇÕES DE USO
O produto é um inseticida, que contém o ingrediente ativo tiodicarbe, 800 g/kg, na formulação grânulos dispersíveis em água (WG), do grupo químico metilcarbamato de oxima, de ação de contato e ingestão, indicado para o controle de pragas nas culturas de algodão, milho e soja.
MODO DE APLICAÇÃO
Deve ser aplicado através de equipamentos costal manual ou motorizado, tratorizado ou aeronave agrícola. Os aparelhos devem ser equipados com bicos de jato cônico vazio da série D ou similar com difusor ou core adequado de modo a se obter uma deposição satisfatória de gotas sobre o alvo desejado (folhas e lagartas), com exceção para a cultura do milho, para a qual deverá ser utilizado bicos de jato plano (leque).
Equipamentos de aplicação
Aplicação terrestre
Volume de calda suficiente para uma boa cobertura da planta tratada sem o escorrimento do produto nas folhas.
Na cultura do milho
O bico plano deve ser dirigido sobre o cartucho das plantas permitindo uma melhor penetração da calda no local de ocorrência da praga. Posicionar os bicos no sentido da linha de plantio da cultura o que permitirá colocação máxima de calda no local de ocorrência da praga.
Pressão de Trabalho
Equipamentos costais: 50-60 psi;
Equipamentos tratorizados: 80- 100 psi.
Condições climáticas
Temperatura máxima de 27°C.
Umidade relativa do ar mínima de 55%;
Velocidade do vento máxima de 10 km/hora (3 m/seg).
Aplicação aérea
Avião do tipo Ipanema (qualquer modelo) poderá ser utilizado barra de pulverização com um total de 40-42 bicos, fechando-se 4 a 5 bicos nas extremidades das asas para evitar a influência e arraste das gotas pelos vórtices das asas. É indispensável a utilização dos bicos existentes em número de 8 abaixo da fuselagem ou barriga do avião. Os bicos deverão trabalhar na angulação de 90º a 180º e os rotativos tipo MICRONAIR trabalharão com as pás num ângulo de 35º a 50º graus em relação a linha de voo, e de acordo com as variações das condições climáticas locais durante a aplicação. Distribuição de gotas com uma VMD entre 110 e 150 micra, e um mínimo de 40 a 50 gotas/cm².
Volume de calda: 30 a 40 L /ha.
Faixa de deposição: 15 metros.
Altura de voo: 4-5 metros em relação ao alvo de deposição.
Pressão de trabalho: 15 - 30 psi.
Condições atmosféricas
Temperatura máxima de 27°C.
Umidade relativa do ar: mínima de 70%.
Velocidade do vento: máximo de 10 km/hora (3 m/seg).
A condição mais importante é a umidade relativa do ar, pois será o maior influenciador na maior ou menor evaporação das gotas de pulverização. Gotas grandes ocasionarão deposição irregular, escorrimento do produto nas folhas. Gotas finas terão deriva maior ou não atingirão o alvo desejado ocasionando perdas do produto e poluição do meio ambiente. Observações locais deverão ser realizadas visando reduzir ao máximo as perdas por volatilização ou deriva.
Instruções para preparo da calda de pulverização
Encher o tanque do pulverizador com água até a metade de seu volume e adicionar o produto. Manter o misturador mecânico ou o retorno em funcionamento e completar o volume do tanque com água. Manter a agitação da calda de forma contínua durante o seu preparo e durante a operação de sua aplicação.
Lavagem do equipamento de aplicação
Somente utilizar equipamentos limpos e devidamente conservados. Após a aplicação do produto, realizar lavagem completa do equipamento.
INTERVALO DE REENTRADA DE PESSOAS NAS CULTURAS E ÁREAS TRATADAS
Não entre na área em que o produto foi aplicado antes da secagem completa da calda (no mínimo 24 horas após a aplicação). Caso necessite de entrar antes deste período, utilize os equipamentos de proteção individual (EPIs) recomendados para o uso durante a aplicação.
LIMITAÇÕES DE USO
Somente utilizar as doses recomendadas. Seguir as recomendações da bula. O produto não causa fitotoxicidade para as culturas tratadas se utilizado de acordo com o recomendado.
Precauções quanto a saúde humana
De acordo com as recomendações aprovadas pelo órgão responsável pela Saúde Humana – ANVISA/MS.
Precauções quanto ao meio ambiente
De acordo com as recomendações aprovadas pelo órgão responsável pelo Meio Ambiente – IBAMA/MMA.
Manejo integrado
Recomenda-se, de maneira geral, o manejo integrado das pragas, envolvendo todos os princípios e medidas disponíveis e viáveis de controle (ex. controle cultural, biológico, etc.).
Manejo de resistência
Qualquer agente de controle de insetos pode ficar menos efetivo ao longo do tempo devido ao desenvolvimento de resistência. Utilizando-se as seguintes estratégias de Manejo de Resistência a Inseticidas (MRI), pode-se prolongar a vida útil dos inseticidas:
- Qualquer produto para controle de insetos da mesma classe ou modo de ação não deve ser utilizado em gerações consecutivas da mesma praga;
- Utilizar somente as doses recomendadas no rótulo/bula;
- Sempre consultar um Engenheiro Agrônomo para orientação sobre as recomendações locais para o manejo de resistência.