Crisocare; Crisofort; Ecocriso
| Geral | ||
|---|---|---|
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Nome Técnico:
Chrysoperla externa
Registro MAPA:
5726
Empresa Registrante:
BC Ecocare |
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| Composição | ||
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| Ingrediente Ativo | Concentração | |
| Chrysoperla externa | 1000 Número de indiv. por cartela | |
| Classificação | ||
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Técnica de Aplicação:
Terrestre, Aérea, Drone
Classe Agronômica:
Inseticida
Toxicológica:
Não Classificado
Ambiental:
IV - Produto pouco perigoso ao meio ambiente
Inflamabilidade:
Não inflamável
Corrosividade:
Não corrosivo
Formulação:
Insetos vivos
Modo de Ação:
Agente biológico de controle
Agricultura Orgânica:
Sim |
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Indicações de Uso
| Todas as culturas com ocorrência do alvo biológico | Recomendação | Dosagem | Produtos Similares | |
|---|---|---|---|---|
| Aphis gossypii (Pulgão do algodoeiro) | veja aqui | |||
| Bemisia tabaci raça B (Mosca branca) | veja aqui | |||
| Macrosiphum euphorbiae (Pulgão das solanáceas) | veja aqui | |||
| Macrosiphum rosae (Pulgão roxo da roseira) | veja aqui | |||
| Myzus persicae (Pulgão verde) | veja aqui | |||
| Rhodobium porosum (Pulgão das roseiras) | veja aqui | |||
| Schizaphis graminum (Pulgão verde dos cereais) | veja aqui | |||
Embalagens
| Lavabilidade | Tipo de Embalagem | Material | Características | Acondicionamento | Capacidade |
|---|---|---|---|---|---|
| Não Lavável | Cartucho | Fibra celulósica | Flexível | Sólido | 5000 Indiv. |
| Não Lavável | Cilindro | Fibra celulósica | Flexível | Sólido | 5000 Indiv. |
INSTRUÇÕES DE USO
Crisocare, Crisofort, Ecocriso (Chrysoperla externa) é um agente de controle biológico utilizado no controle da Bemisia tabaci biótipo B (mosca-branca), Myzus persicae (pulgão-verde; pulgão-verde-claro), Schizaphis graminum (pulgão-verde-dos-cereais; pulgão-verde), Macrosiphum euphorbiae (pulgão-dassolanáceas; pulgão-verde-escuro), Macrosiphum rosae (pulgão-roxo-da-roseira; pulgão-grande-da-roseira), Rhodobium porosum (pulgão-da-roseira; pulgão-amarelo-da-roseira) e Aphis gossypii (pulgão-do-algodoeiro; pulgão-das-inflorescências) e em todas as culturas com ocorrência dos alvos biológicos, de acordo com Especificação de Referência publicada através da Portaria SDA n° 527, 07 de fevereiro de 2022.
CULTURAS
Em todas as culturas com ocorrência dos alvos biológicos.
MODO DE APLICAÇÃO
Informações para os sete alvos biológicos
Os alvos podem ocorrer durante todo o período de cultivo e produzir uma nova geração em poucos dias. Todos transmitem vírus às suas plantas hospedeiras, os quais são prejudiciais, particularmente, nas fases iniciais de desenvolvimento das culturas. Temperaturas mais elevadas aceleram o ciclo de vida dos alvos biológicos; nessas condições, de acordo com os resultados do monitoramento, pode ser necessário aumentar a quantidade de larvas (ou ovos) do predador ou a frequência das liberações.
Monitoramento dos alvos biológicos e início das liberações:
- O monitoramento é essencial para se identificar o início das infestações, quando as liberações do predador tendem a produzir melhores resultados. Em áreas com histórico de ocorrência desses alvos, o monitoramento deve ser iniciado com a emergência das plântulas (para semeadura direta) ou com o transplantio das mudas.
- Bemisia tabaci biótipo B: o monitoramento deve ser feito tanto para adultos quanto para ninfas do alvo biológico, vistoriando a parte inferior das folhas dos terços médio e superior da planta.
- Bemisia tabaci biótipo B: o monitoramento deve ser feito tanto para adultos quanto para ninfas do alvo biológico, vistoriando a parte inferior das folhas dos terços médio e superior da planta. No monitoramento, observar a presença de adultos e realizar a contagem de ninfas em grupos de plantas espalhados no cultivo (para a identificação de locais com maior ou menor infestação e para o cálculo da dose), procurando contemplar toda a área cultivada; anotar os resultados em ficha de amostragem. As liberações do predador devem ser iniciadas assim que for detectada a presença de adultos no cultivo.
- Pulgões: no monitoramento, observar a presença do alvo biológico nas brotações e folhas mais novas e realizar a contagem dos pulgões em grupos de plantas espalhados no cultivo (para a identificação de locais com maior ou menor infestação e para o cálculo da dose), procurando contemplar toda a área cultivada; anotar os resultados em ficha de amostragem. As liberações do predador devem ser iniciadas assim que for detectada a presença do alvo biológico no cultivo.
Proporção predador:presa para o cálculo da quantidade de larvas de Chrysoperla externa a serem liberadas, de acordo com o nível de infestação:
Proporção -- Nível de infestação
Larva de C. externa: ninfas de B. tabaci biótipo B -- Baixo (1:40); Médio (1:20); Baixo (1:10);
Larva de C. externa: ninfas e adultos de Myzus persicae -- Baixo (1:30); Médio (1:20-1:10); Baixo (1:5);
Larva de C. externa: ninfas e adultos de Schizaphis graminun -- Baixo (1:30); Médio (1:10); Baixo (1:5);
Larva de C. externa: ninfas e adultos de Macrosiphum euphorbiae -- Baixo (1:20); Médio (1:10); Baixo (1:5);
Larva de C. externa: ninfas e adultos de Macrosiphum rosae -- Baixo (1:20); Médio (1:10); Baixo (1:5);
Larva de C. externa: ninfas e adultos de Rhodobium porosum -- Baixo (1:30); Médio (1:20-1:10); Baixo (1:5);
Larva de C. externa: ninfas e adultos de Aphis gossypii -- Baixo (1:30); Médio (1:20-1:10); Baixo (1:5).
O cálculo da dose (quantidade) de larvas do predador para cada liberação deve levar em consideração os seguintes parâmetros:
- O número médio do alvo biológico por planta (número total de indivíduos do alvo biológico contabilizados, dividido pelo número de plantas amostradas - exemplo: foram contadas 250 ninfas de mosca-branca em 20 plantas amostradas; média = 250/20 = 12,5 ninfas/planta);
- A densidade de plantio (número de plantas por hectare ou área cultivada em casa de vegetação); e
- O nível de infestação do cultivo pelo alvo biológico (para a definição da proporção predador:presa mais adequada).
Exemplo de cálculo da dose: considerando 12,5 ninfas de mosca-branca por planta, 30.000 plantas por hectare e um nível de infestação médio (proporção predador:presa de 1:20), a dose será de 18.750 larvas de C. externa por hectare [(12,5 x 30.000)/20].
Para a liberação de ovos do predador, calcular a dose como indicado no item 4 e acrescentar 10% para uso em casa de vegetação e 20% para uso em campo (a dose calculada no exemplo anterior -
18.750 larvas de C. externa por hectare - corresponderia a 20.625 ovos de C. externa por hectare para uso em casa de vegetação ou 22.500 ovos de C. externa por hectare para uso em campo).
Forma de liberação: se for verificada a ocorrência homogênea do alvo biológico em toda a área cultivada, liberar o predador de maneira uniforme sobre as plantas em, pelo menos, 30 pontos por hectare, procurando cobrir toda a área cultivada. Se forem identificados locais mais infestados, liberar uma quantidade maior do predador nesses pontos. As liberações devem ser realizadas, preferencialmente, no período da manhã ou final da tarde, evitando os horários mais quentes do dia.
• Aplicação terrestre: Destacar as cartelas e distribuir em cada um dos 30 pontos.
• Aplicação aérea (via drone): Para as aplicações via drone utiliza-se a embalagem em tubo cartonado (200mL) na qual dispõe-se o produto a granel. O produto deve ser dosado pelo responsável pela aplicação utilizando proveta volumétrica milimétrica. O plano de voo da liberação via drone deve ser realizado de modo a ter dispersão homogênea de pupas a granel na dosagem correspondente para cada alvo em uma faixa de aplicação de no máximo 20 metros.
Frequência e intervalo de liberações: liberar um número menor de larvas, 2 vezes por semana, ou um número maior de uma só vez, repetido a cada 15 dias, de acordo com os resultados do monitoramento, podendo-se estender as liberações até o final do ciclo da cultura, ou do ciclo de produção, no caso de culturas perenes. Em áreas com histórico de ocorrência do alvo biológico, podem ser realizadas liberações preventivas, uma vez que as larvas do predador são generalistas e
conseguem sobreviver com alimento alternativo. Para liberações preventivas, utilizar parâmetros de um nível de infestação baixo para o cálculo da dose (1:40 a 1:20, conforme o alvo biológico).
INTERVALO DE REENTRADA DE PESSOAS NAS CULTURAS E ÁREAS TRATADA
Não determinado por ser agente biológico de controle.
LIMITAÇÕES DE USO
Os usos dos produtos estão restritos aos indicados no rótulo e bula.
De acordo com as recomendações aprovadas pelo órgão responsável pela Saúde Humana - ANVISA/MS.
De acordo com as recomendações aprovadas pelo órgão responsável pelo Meio Ambiente – IBAMA/MMA.
Incluir na sistemática de inspeção ou monitoramento e controle de pragas, quando a infestação atingir o limite de prejuízo econômico, outros métodos de controle de pragas (Ex.: controle cultura, biológico, rotação de inseticidas, acaricidas, etc.), visando o programa de Manejo Integrado de Pragas.
O inseto não desenvolve resistência ao seu próprio feromônio.