Bula Decis Ultra 100 EC - Bayer

Bula Decis Ultra 100 EC

Deltametrina
6298
Bayer

Composição

Deltametrina 100 g/L

Classificação

Inseticida
I - Produto Extremamente Tóxico
II - Produto muito perigoso
Inflamável
Não corrosivo
Concentrado Emulsionável (EC)
Contato, Ingestão

Algodão

Anthonomus grandis (Bicudo)

Citros

Ecdytolopha aurantiana (Bicho furão)
Oncometopia facialis (Cigarrinha)

Milho

Spodoptera frugiperda (Lagarta do cartucho)

Peso líquido: 100, 250 e 500 ml; 1, 2, 5 e 20 L.

INSTRUÇÕES DE USO:
NÚMERO, ÉPOCA E INTERVALO DE APLICAÇÃO:
Milho: Iniciar o tratamento ao aparecimento dos primeiros sintomas de ataque, dirigindo o jato para o cartucho da planta. Volume de calda de 200 L/ha. Realizar no máximo 2 aplicações.
Algodão: Iniciar o tratamento quando os botões estiverem com nível de 10 % de dano econômico. Realizar no máximo 2 aplicações.
Citros: Para o controle do Bicho Furão as aplicações devem ser realizadas quando for constatado os primeiros sintomas de ataque nos frutos. Para a cigarrinha deve-se pulverizar no início da infestação. Volume de calda de 2 a 10 litros por planta de acordo com o volume da copa. Realizar no máximo 2 aplicações.
FORMA DE APLICAÇÃO:
O produto deverá ser diluído em água nas doses recomendadas e aplicado em cobertura total das plantas. A aplicação do produto poderá ser efetuada com pulverizadores terrestres costais manuais ou motorizados, tratorizados, termonebulizadores (geradores de “fog”) e aeronaves agrícolas.
INFORMAÇÕES SOBRE EQUIPAMENTOS DE APLICAÇÃO:
• Pulverizadores terrestres:
Bicos: Costais manuais e tratorizados: Para uma melhor cobertura e distribuição das gotas dentro da massa foliar e atingir corretamente o alvo desejado, é recomendável o uso dos bicos de jato cônico vazio que permitem uma combinação adequada de ponta e difusor (core).
Costais motorizados: Estes equipamentos utilizam bicos do tipo rotativos. Os bicos ou orifícios disponíveis são utilizados para o controle do volume de aplicação, as gotas de pulverização são geradas pelo volume de produto e velocidade da corrente de vento gerados pelo equipamento sobre um disco fixo ou móvel. Quando em operação de aplicação, manter sempre a rotação do motor em aceleração total, mantendo um fluxo de vento constante, bastante forte para a geração de gotas adequadas pelo bico rotativo.
Altura da barra ou dos bicos de pulverização:
Costais manuais e tratorizados: Todos os bicos de uma barra de pulverização deverão ser mantidos alinhados à mesma altura em relação ao topo da cultura. Os bicos de jato cônico vazio deverão trabalhar a uma distância ou altura mínima de 50 cm em relação ao topo das plantas.
Costais motorizados: Trabalhar com o bico a uma altura mínima de 50 cm do topo das plantas ou à distância mínima de 1 metro em relação a arbustos e árvores.
Pressão:
Costais manuais e tratorizados: (uso de bicos de jato cônico vazio): Para os pulverizadores costais manuais (de alavanca, pressão retida ou de gás) a pressão de trabalho, deverá ser de 60 a 70 psi e para os pulverizadores tratorizados, deverá ser de 80 a 100 psi.
Costais motorizados: Nos equipamentos em que a calda de pulverização chega pela ação do seu peso e gravidade até o bico, manter sempre este posicionado abaixo da linha inferior do tanque, caso contrário haverá diferencial de volume pulverizado quando o mesmo estiver acima daquela linha. Isto será evitado se o pulverizador possuir uma bomba (opcional) acoplada ao motor, forçando o deslocamento do líquido até o bico de pulverização.
Volume de aplicação:
Costais manuais e tratorizados: Recomendável utilizar de 80 a 200 L/ha, ou até que se observe uma cobertura uniforme das plantas.
Costais motorizados: Utilizar volumes de 10 a 100 litros de calda por hectare, ou até que se tenha uma distribuição uniforme das gotas sobre o alvo desejado. Volumes altos determinam um excesso de fluxo sobre os bicos, reduzindo sua eficiência, geração e deposição uniforme das gotas sobre o alvo desejado.
Diâmetro e densidade de gotas:
Costais manuais, motorizados e tratorizados: Depositar uniformemente sobre o alvo desejado sempre um mínimo de 40 gotas/cm2 com um DMV (diâmetro mediano volumétrico) de 110 a 150 µm (micrômetros). Para melhorar o efeito e o período de controle do produto, evitar sempre o escorrimento sobre as folhas.
Faixa de deposição:
Costais manuais e tratorizados: Considerar sempre no uso de um bico individual ou vários em uma mesma barra, a faixa de maior uniformidade de distribuição das gotas em diâmetro e densidade, sem falhas ou áreas em excesso.
Costais motorizados: Nestes equipamentos a faixa de deposição apresenta uma distribuição de gotas bastante variável na distância que vai da saída do bico até um máximo de 8 metros. Considerar sempre a faixa útil de 3 a 5 metros de acordo com o tipo de equipamento em uso, verificando e analisando isto através de papéis coletores de deposição em condições de campo e cultura.
• Pulverização com aeronaves agrícolas (aviões, helicópteros e ultra leves)
Bicos:
Utilizar bicos de jato cônico vazio da série D ou similar, com a combinação adequada de ponta e difusor (core) ou bicos rotativos tipo MICRONAIR, que permitam a geração e deposição de um mínimo de 40 gotas/cm² com um DMV (VMD) de 110 a 150 µm (micrômetros). Número de bicos na barra de pulverização: Para aviões tipo IPANEMA, qualquer que seja o modelo, utilizar de 40 a 42 bicos, fechando os bicos próximos às pontas das asas e três intermediários na extremidade interna das asas e próximos ao corpo (fuselagem) do avião. Manter em operação os oito bicos originais existentes sob a “barriga” (fuselagem) do avião e sempre posicionados no mesmo ângulo dos bicos das asas. Para outros tipos ou modelos de aeronaves, utilizar o número e disposição dos bicos, que permitam uma uniformidade de distribuição das gotas sobre a faixa de deposição, evitando a influência e perda das gotas pelos vórtices de pontas das asas. Com aviões IPANEMA, qualquer modelo, a maior uniformidade de geração e distribuição das gotas na faixa de deposição, é obtida na altura mínima de voo de 4 a 5 metros, sempre considerada em relação ao alvo ou o topo da cultura.
Outros modelos de aeronaves, a altura mínima de voo recomendada será de 3 a 4 metros do alvo desejado. O controle da deriva deverá ser efetuado pela alteração do ângulo dos bicos de pulverização e do diâmetro das gotas. Volume de aplicação: Nas aplicações com diluição do produto em água, utilizar vazões de 10 a 30 litros/hectare. Poderão ser usados bicos hidráulicos ou rotativos. Os bicos rotativos tipo MICRONAIR só deverão ser utilizados ou recomendados quando o volume por bico, não exceder de 15 litros/minuto.
Faixa de deposição:
Para aviões tipo IPANEMA, ou similares, utilizar a faixa de deposição entre 15 e 20 metros. Para aviões de maior porte, a faixa de deposição será limitada pela densidade de gotas requeridas sobre o alvo desejado. Na dúvida consultar o Departamento Técnico ou Engenheiro Agrônomo da Bayer S.A.
• Condições climáticas: Qualquer que seja o equipamento de pulverização, durante toda a aplicação, deverão ser observadas as seguintes condições climáticas: Temperatura ambiente (local da aplicação): abaixo de 32°C; Umidade relativa do ar (local da aplicação): mínima de 55 %; Velocidade de vento: acima de 2 km/h até o máximo de 10 km/h. Evitar as aplicações com velocidades de vento inferiores a 2 km/h, devido à possibilidade ou ocorrência do fenômeno de inversões térmicas.
OBSERVAÇÕES: Considerar sempre como a umidade relativa do ar, um dos fatores mais importantes e de maior atenção e monitoramento durante todo o processo de aplicação dos produtos, pois determinará a maior ou menor velocidade de evaporação e perda das gotas, com uma maior ou menor deriva ou arraste pelos ventos.
• Termonebulizadores (geradores de “fog” ou neblina): Estes equipamentos utilizam um processo bastante diferente de geração das gotas, daquelas produzidas pelos equipamentos costais ou tratorizados. Em um processo a quente, há formação de gotas com um DMV bastante fino, permitindo que as mesmas permaneçam um tempo muito longo em suspensão no ar e controlem os insetos em voo. Bico: Pré definido para o tipo do equipamento gerador de neblina, constitui-se parte integrante do mesmo prescindindo de escolha ou variação de características. Direcionar durante as aplicações o bico do equipamento e a neblina (fog) gerada, mais para a base das plantas e lateralmente ou posteriormente ao deslocamento da máquina, caminhando sempre contra a direção das correntes aéreas.
Volume de aplicação: A aplicação é feita em ultra baixo volume (2 a 3 L/ha), na mistura de óleo mineral com a dose adequada do produto.
Faixa de deposição: Por ser uma aplicação com gotas finas, leves e alta densidade das mesmas, permanecendo em suspensão no ar ambiente, terá um alcance na dimensão que se mantiver densa permitindo que os insetos em voo sejam atingidos pela retenção do aerossol produzido.
Condições climáticas (somente para termonebulização): Ao contrário das pulverizações com costais manuais ou motorizados, tratorizados e aeronaves agrícolas, as condições favoráveis e mais recomendáveis para a aplicação com termonebulizadores são: - Umidade relativa do ar: acima de 60 %; - Temperatura ambiente: abaixo de 22 °C; - Ventos: abaixo de 2 km/h (0,5 m/seg) preferentemente em calmaria total, nas condições acima, causando uma estabilidade da nuvem no ambiente e aumentando o seu efeito sobre o alvo desejado.
INTERVALO DE SEGURANÇA:
Algodão: 7 dias
Milho: 1 dia
Citros: 21 dias
INTERVALO DE REENTRADA DE PESSOAS NAS CULTURAS E ÁREAS TRATADAS:
Recomenda-se aguardar o completo secamento do produto sobre as folhas da cultura tratada. Aguardar pelo menos 24 horas. Evitar sempre que possível, que pessoas alheias ao trato com a cultura e animais domésticos circulem pela área tratada.
LIMITAÇÕES DE USO:
Não utilizar como inseticida aquático, bem como mistura com produtos de reação alcalina. Decis Ultra 100 EC não deve ser utilizado em mistura de tanque com qualquer outro agrotóxico.

De acordo com as recomendações aprovadas pelo órgão responsável pela Saúde Humana – ANVISA/MS.

De acordo com as recomendações aprovadas pelo órgão responsável pelo Meio Ambiente – IBAMA/MMA.

Incluir outros métodos de controle de insetos (ex: controle cultural, biológico, etc.) dentro do programa de Manejo Integrado de Pragas (MIP) quando disponível e apropriado.

O inseticida Decis Ultra 100 EC contém o ingrediente ativo Deltametrina. Na classificação de mecanismos de ação de inseticidas do IRAC pertencente ao grupo 3A, dos piretroides, que atuam como moduladores de canais de sódio. Para as culturas que normalmente exigem um número elevado de aplicações durante o ciclo vegetativo, tecnicamente é recomendada a rotação com inseticidas de grupos químicos e modo de ação diferente, visando prolongar a vida útil dos inseticidas e retardar o aparecimento de pragas resistentes. Qualquer agente de controle de inseto pode ficar menos efetivo ao longo do tempo se o inseto alvo desenvolver algum mecanismo de resistência. Podemos prolongar a vida útil dos inseticidas, implementando as seguintes estratégias de manejo de resistência a inseticidas (MRI):
a) Qualquer produto para controle de inseto da mesma classe ou modo de ação não deve ser utilizado em gerações consecutivas da mesma praga;
b) Utilizar somente as doses recomendadas na bula;
c) Sempre consultar um Engenheiro Agrônomo para direcionamento sobre as recomendações locais para o manejo de resistência de inseticidas (MRI). Para informações adicionais sobre resistência de insetos, modos de ação e monitoramento de resistência, visitem o site do IRAC (Insecticide Resistance Action Committee), http://www.irac-br.org.br.