Bula Diquash 200 SL - AllierBrasil

Bula Diquash 200 SL

acessos
Dibrometo de diquate
3516
AllierBrasil

Composição

Dibrometo de diquate 200 g/L Bipiridílio

Classificação

Herbicida
I - Extremamente tóxica
II - Produto muito perigoso
Não inflamável
Não corrosivo
Concentrado Solúvel (SL)
Contato

Soja Dosagem Calda Intervalo Época
Aplic
Terrestre Aérea Aplic Seg
Não classificado
(Não classificado)
1 a 2 L p.c./ha 200 a 400 L de calda/ha 200 L de calda/ha (aéreo) Único. 7 dias. Aplicar quando a soja estiver fisiologicamente madura

Tipo: frasco
Material: plástico
Capacidade: 0,5; 1,0; 2,0; 3,0; 4,0 e 5,0 litros

Tipo: bombona
Material: plástico
Capacidade: 5, 10, 15, 20,25,30,35,40,45,50,100,150,200,250,300,350,400,450,500 e 1000 litros

Tipo: tambor
Material: plástico
Capacidade: 5, 10, 15, 20,25,30,35,40,45,50,100,150,200,250,300,350,400,450,500 e 1000 litros

Tipo: container
Material: plástico
Capacidade: 500 e 1000 litros

INSTRUÇÕES DE USO:
DIQUASH 200 SI- é um dessecante de ação de contato, do grupo químico bipiridílio, na formulação Concentrado Solúvel.
INDICAÇÃO DE USO: Dessecante para a cultura da soja.
INÍCIO, NÚMERO, ÉPOCA E INTERVALO DE APLICAÇÕES: Uma aplicação por ciclo da cultura.
MODO DE APLICAÇÃO:
DIQUASH 200 SI- deve ser aplicado somente nas dosagens recomendadas, diluído em água, em pulverização com jato dirigido ou em área total.
Equipamentos de aplicação:
DIQUASH 200 SI- pode será aplicado através de pulverizadores costal manual ou costal pressurizado, pulverizador tratorizado convencional e através de aeronave agrícola. Os equipamentos de pulverização devem ser equipados com filtros adequados a cada tipo de bico.
- Pulverizador de barra tratorizado:
Bico tipo leque, série 80 ou 110, pressão entre 30 a 40 1b1pol2, volume de calda: 200 a 300 L de água/ha.
Para pulverização nas entrelinhas, através de jato dirigido, utilizar protetores de bicos. Evitar a deriva na cultura.
- Pulverizador costal:
Bico tipo leque, série 80 ou 110, pressão entre 15 a 20 lb/po12, volume de calda mínimo: 200 L de água/há.
- Aplicação através de aeronave agrícola (avião acoplado de barra aplicadora):
Bico tipo cônico, pontas D6 e D12 provido de caracóis e placas com orifícios (ângulo de 90°), pressão: 25 1b/pol², volume de calda: 30 a 40 L de água/há. Altura do vôo: 2 a 3 m, faixa de deposição: 12 a 15 m. Tamanho de gotas entre 250 a 300 micras, e 30 a 40 gotas/cm². O diâmetro de gotas deve ser ajustado para cada volume de pulverização para adequar a densidade. Evitar as perdas por deriva e evaporação.

- Condições climáticas: temperatura máxima: 28°C; umidade relativa (mínimo): 55% velocidade do vento (máximo): 10 km/h. Observações locais deverão ser realizadas visando reduzir ao máximo as perdas por volatilização ou deriva.
Instruções para preparo da calda de pulverização:
Encher o tanque do pulverizador com água até a metade de seu volume e adicionar DIQUASH 200 SL. Manter o misturador mecânico ou o retorno em funcionamento e completar o volume do tanque com água. Manter a agitação da calda de forma contínua durante o seu preparo.

Lavagem do equipamento de pulverização:
Somente utilizar equipamentos limpos e devidamente conservados. Após a aplicação do produto, realizar lavagem completa do equipamento.

INTERVALO DE SEGURANÇA: Soja 7 dias.
INTERVALO DE RE-ENTRADA DE PESSOAS NAS CULTURAS E ÁREAS TRATADAS: De acordo com o aprovado pela ANVISA/MS.

LIMITAÇÕES DE USO:
O uso do produto está restrito ao indicado no rótulo e bula.
Utilizar somente as doses recomendadas.
Durante a aplicação do produto evitar que a deriva atinja outras áreas e/ou culturas.

DADOS RELATIVOS À PROTEÇÃO DA SAÚDE HUMANA
ANTES DE USAR LEIA COM ATENÇÃO AS INSTRUÇÕES.
PRODUTO PERIGOSO.
USE OS EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL COMO INDICADO.
PRECAUÇÕES GERAIS:
- Produto para uso exclusivamente agrícola.
- Não coma, não beba e não fume durante o manuseio e aplicação do produto.
- Não manuseie ou aplique o produto sem os equipamentos de proteção individual (EIDI) recomendados.
- Não utilize equipamentos de proteção individual (EPI) danificados.
- Não utilize equipamentos com vazamentos ou defeitos.
- Não desentupa bicos, orifícios e válvulas com a boca.
- Não transporte o produto juntamente com alimentos, medicamentos, rações, animais e pessoas.

PRECAUÇÕES NA PREPARAÇÃO DA CALDA:
- Caso ocorra contato acidental da pessoa com o produto, siga as orientações descritas em primeiros socorros e procure rapidamente um serviço médico de emergência.
- Ao abrir a embalagem, faça-o de modo a evitar respingos.
- Utilize equipamentos de proteção individual - EPI: macacão com tratamento hidrorepelente com mangas compridas passando por cima do punho das luvas e as pernas das calças por cima das botas; botas de borracha; avental impermeável; máscara com filtro mecânico classe P2; óculos de segurança, com proteção lateral e luvas de nitrila.

PRECAUÇÕES DURANTE A APLICAÇÃO:
- Evite o máximo possível o contato com a área tratada.
- Não aplique o produto na presença de ventos fortes e nas horas mais quentes do dia. - Aplique o produto somente nas doses recomendadas.
- Utilize equipamentos de proteção individual - EPI: macacão com tratamento hidrorepelente com mangas compridas passando por cima do punho das luvas e as pernas das calças por cima das botas; botas de borracha; avental impermeável; máscara com filtro mecânico, classe P2; óculos de segurança com proteção lateral, touca árabe e luvas de nitrila.

PRECAUÇÕES APÓS A APLICAÇÃO:
- Sinalizar a área tratada com os dizeres: 'PROIBIDA A ENTRADA. ÁREA TRATADA" e manter os avios até o final do período de reentrada.
- Caso necessite entrar na área tratada com o produto antes do término do intervalo de reentrada, utilize os equipamentos de proteção individual (EPIs) recomendados para o uso durante a aplicação.
- Mantenha o restante do produto adequadamente fechado em sua embalagem original em local trancado, longe do alcance de crianças e animais.
- Antes de retirar os equipamentos de proteção individual (EPIs) recomendados devem ser retirados na seguinte ordem: touca árabe, óculos, avental, botas, macacão, luvas e máscara.
- Troque e lave as suas roupas de proteção separado das demais roupas da família. Ao lavar as roupas utilizar luvas e avental impermeável.
- Faça a manutenção e lavagem dos equipamentos de proteção após cada aplicação do produto.
- Fique atento ao tempo de uso dos filtros, seguindo corretamente as especificações do fabricante.
- Não reutilizar a embalagem vazia.
- No descarte de embalagens utilize equipamento de proteção individual - EPI: macacão com tratamento hidrorepelente com mangas compridas, luvas de nitrila e botas de borracha.

PRIMEIROS SOCORROS: procure logo um serviço médico de emergência levando a embalagem, rótulo, bula e/ou a receita agronômica do produto.
Ingestão: Se engolir o produto NÃO PROVOQUE VOMITO. Caso o vômito ocorra naturalmente, deite a pessoa de lado. Não dê nada para beber ou comer.
Olhos: Em caso de contato, lave com muita água corrente durante pelo menos 15 minutos. Evite que a água de lavagem entro no olho.
Pele: Em caso de contato, tire a roupa contaminada e lave a pele com muita 'água corrente e sabão neutro.
Inalação: Se o produto for inalado ("respirado"), leve a pessoa para um local aberto e ventilado.
A pessoa que ajudar deveria proteger-se da contaminação usando luvas e avental impermeáveis, por exemplo.

INTOXICAÇÕES POR DIBROMETO DE PARAQUATE (DIQUASH 200 SL)
INFORMAÇÕES MÉDICAS
Grupo Químico: Diquate: Bipiridílio. -
Derivados de alquil piridina
Classe toxicologica: Classe 1 - Extremamente Toxico
Vias de absorção: Oral, dermal, nalatoria e ocular.
Toxicocinética Dicivate: Diquate é pouco absorvido pelo trato gastrointestinal. Em ratos, após a administração oral, 77% da dose foram encontradas nas fezes como diquate e 12% como outros produtos metabólicos, sendo mais da metade monopiridona de diquate. Outro estudo mostrou que diquate é pouco absorvido em ratos sendo 90% excretados pelas fezes e 6% na urina após 48 horas. Absorção pela pele intacta é mínima. A principal via de excreção do diquate absorvido pelo corpo são os rins.
Derivados dealquil piridina: Piridina é absorvida pelo trato gastrointestinal, pele e por inalação. É eliminada pela urina, fezes, pele e pulmão. A eliminação é rápida e parece não haver acumulação nos tecidos.
Mecanismos de toxicidade: Diquate: Diquate é um potente redutor e é prontamente convertido a um radical livre que, em reação com o oxigênio molecular, gera ânions superóxido e outros produtos redox subsequentes. Estes produtos podem induzir a peroxidação lipídica das membranas celulares e, potencialmente, causar a morte celular. Causa danos aos prieumatócitos tipo I.
Derivados de alguil piridina: Piridina causa danos hepáticos.
Sintomas e sinais clínicos: Diguate: declínio das funções renais e hepáticas e efeitos neurológicos;
Oral: Náusea, vômito, diarreia, ulceração na boca e esôfago, ulceração no trato gastrointestinal, desidratação, melena e hematêmese (resultado da ulceração gastrointestinal). Efeitos menos comuns incluem: pneumonia, disritmia ventricular, convulsões e edema pulmonar não-cardiogênico.
Dérmica: irritação severa e queimação. Descoloração ou deformidade das unhas.
Inalatória: sangramento nasal, irritação do trato respiratório superior, tosse, dificuldade respiratória e dor no peito.
Ocular: irritação severa e queimação.
Neurotoxicidade: nervosismo, irritabilidade, agitação, reflexos diminuídos, combatividade, desorientação, declarações sem sentido, incapacidade de reconhecer amigos ou familiares, depressão, letargia, colapso, convulsão, coma e morte.
Hepatotoxicidade: aumento da atividade de transaminase.
Se a exposição for suficiente para causar intoxicação sistêmica, monitorar nível de nitrogênio uréico no sangue e creatinina por pelo menos 12 horas-após a ingestão. Monitorar contagem sanguínea,enzimas hepáticas, eletrólitos e eliminação de urina.
Derivados de alquil pirdina: Piridina causa irritação da pele e mucosas.
Oral: diarreia, dor abdominal, náusea, fraqueza, dor de cabeça, insônia e nervosismo.
Dérmica: vermelhidão, queimaduras, coceira e bolhas.
Inalatória: tosse, tontura, dor de cabeça, náusea, falta de ar, inconsciência.
Ocular: vermelhidão, dor, visão turva.

Diagnóstico: O diagnóstico é estabelecido pela confirmação da exposição e pela ocorrência de quadro clínico compatível, devendo ser feito baseado no exame clínico e informações disponíveis. Análise do sangue e/ou urina.

Tratamento:
Antídoto: Não existem antídotos específicos conhecidos.
Exposição oral: Se ocorrer ingestão administrar substância adsorventeimediatamente (carvão ativado, terra de Füller ou bentonita).
Administrar carvão ativado na proporção de 50-100 g em adultos e 25-50 g em crianças de 1-12 anos, e 1 g/Kg em menores de 1 ano, diluídos em água, na proporção de 30 g de carvão ativado para 240 mL de água. Terra deFüller, suspensão a 30%, repetir a cada 2-4 horas.
Lavagem gástrica na maioria dos casos não é recomendada.
Considerar a inserção de tubo nasogástrico flexível e pequeno para aspirar o conteúdo gástrico de pacientes com ingestão substancial e recente.
Exposição dérmica: remover roupas e acessórios e descontaminar a pele. (Incluindo pregas, cavidades e orifícios) e cabelos com água corrente e sabão neutro por pelo menos 15 minutos.
Exposição inalatória: Monitorar por dificuldade respiratória. Avaliar a irritação no trato respiratório. Tratar broncospasmo com agonista beta2-adrenérgico i natatório. Considerar cortícõide sistêmico em pacientes com broncoespasmo significativo.
Exposição ocular: lave com água corrente por pelo menos 15 minutos, mantendo as pálpebras abertas. Evitar que a água da lavagem contamine o outro olho. Retire lentes de contato quando for o caso.
Atenção especial para parada respiratória repentina, hipotensão e arritmias. Manter internação por no mínimo 24 horas após o desaparecimento dos sintomas.
ADVERTÊNCIA: a pessoa que presta atendimento ao intoxicado, especialmente durante a adoção das medidas de descontam inação, deverá estar protegida por luvas e avental impermeável, de forma a não se contaminar com o agente tóxico.

Contraindicação:O vômito é contraindicado em razão do risco potencial de aspiração e pneurnonite química. Não utilizar oxigênio suplementar (exceto quando o paciente desenvolver hipoxemia).

Efeitos Sinérgicos:
Diquate: Pode retardar a absorção de monossacarídeos. Pode ter seu potencial tóxico aumentado quando administrado juntamente com cobre(Cu2).

ATENÇÃO: As intoxicações por Agrotóxicos e Afins estão incluídas entre as Enfermidades de Notificação Compulsória.
Ligue para o Disque-Intoxicação: 0800-722-6001 para notificar o caso e obter informações especializadas sobre o diagnóstico e tratamento.
Rede Nacional de Centros de Informação e Assistência Toxicológica
RENACIAT – ANVISA/MS
Notifique ao sistema de informação de agravos de notificação (SINAN/MS)

Efeitos Agudos e Crônicos para Animais de Laboratório
Efeitos Agudos:
• DL50 oral: >300 mg/kg -
• DL50 dérmica: >1700 mg/kg
• CL50 Inalatória: >0,177 mg/l_
• Irritação Dérmica: Medianamente irritante. Irritação moderada.
• Irritação Ocular: Medianamente irritante. Irritação reversível em até 72 horas
• Sensibilização cutânea: O produto não é sensibilizante.

Efeitos crônicos:
Diquate:
Os órgãos alvo na exposição crônica são trato gastrointestinal, rins e, particularmente, olhos. Diquate causa o aparecimento de catarata em ratos e cachorros, o efeito é dose-dependente e tempo-dependente.
Experimentos subcrônicos em coelhos tratados com diquate na pele foram observados eritema, espessamento e formação de crosta, perda de peso, vertigem e fraqueza muscular.
Experimentos crônicos em ratos mostraram lesões inflamatórias crônicas no intestino grosso, aumento no peso do rim, redução no peso da adrenal e epidídimio. Além disso, foi observado o aparecimento de catarata.
Derivados de alquil piridina:
Exposições a doses baixas e repetidas causa necrose hepática e cirrose.

PRODUTO PERIGOSO.
USE OS EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL COMO INDICADO.
PRECAUÇÕES GERAIS:
- Produto para uso exclusivamente agrícola.
- Não coma, não beba e não fume durante o manuseio e aplicação do produto.
- Não manuseie ou aplique o produto sem os equipamentos de proteção individual (EIDI) recomendados.
- Não utilize equipamentos de proteção individual (EPI) danificados.
- Não utilize equipamentos com vazamentos ou defeitos.
- Não desentupa bicos, orifícios e válvulas com a boca.
- Não transporte o produto juntamente com alimentos, medicamentos, rações, animais e pessoas.

PRECAUÇÕES NA PREPARAÇÃO DA CALDA:
- Caso ocorra contato acidental da pessoa com o produto, siga as orientações descritas em primeiros socorros e procure rapidamente um serviço médico de emergência.
- Ao abrir a embalagem, faça-o de modo a evitar respingos.
- Utilize equipamentos de proteção individual - EPI: macacão com tratamento hidrorepelente com mangas compridas passando por cima do punho das luvas e as pernas das calças por cima das botas; botas de borracha; avental impermeável; máscara com filtro mecânico classe P2; óculos de segurança, com proteção lateral e luvas de nitrila.
PRECAUÇÕES DURANTE A APLICAÇÃO:
- Evite o máximo possível o contato com a área tratada.
- Não aplique o produto na presença de ventos fortes e nas horas mais quentes do dia. - Aplique o produto somente nas doses recomendadas.
- Utilize equipamentos de proteção individual - EPI: macacão com tratamento hidrorepelente com mangas compridas passando por cima do punho das luvas e as pernas das calças por cima das botas; botas de borracha; avental impermeável; máscara com filtro mecânico, classe P2; óculos de segurança com proteção lateral, touca árabe e luvas de nitrila.

PRECAUÇÕES APÓS A APLICAÇÃO:
- Sinalizar a área tratada com os dizeres: 'PROIBIDA A ENTRADA. ÁREA TRATADA" e manter os avios até o final do período de reentrada.
- Caso necessite entrar na área tratada com o produto antes do término do intervalo de reentrada, utilize os equipamentos de proteção individual (EPIs) recomendados para o uso durante a aplicação.
- Mantenha o restante do produto adequadamente fechado em sua embalagem original em local trancado, longe do alcance de crianças e animais.
- Antes de retirar os equipamentos de proteção individual (EPIs) recomendados devem ser retirados na seguinte ordem: touca árabe, óculos, avental, botas, macacão, luvas e máscara.
- Troque e lave as suas roupas de proteção separado das demais roupas da família. Ao lavar as roupas utilizar luvas e avental impermeável.
- Faça a manutenção e lavagem dos equipamentos de proteção após cada aplicação do produto.
- Fique atento ao tempo de uso dos filtros, seguindo corretamente as especificações do fabricante.
- Não reutilizar a embalagem vazia.
- No descarte de embalagens utilize equipamento de proteção individual - EPI: macacão com tratamento hidrorepelente com mangas compridas, luvas de nitrila e botas de borracha.
PRIMEIROS SOCORROS: procure logo um serviço médico de emergência levando a embalagem, rótulo, bula e/ou a receita agronômica do produto.
Ingestão: Se engolir o produto NÃO PROVOQUE VOMITO. Caso o vômito ocorra naturalmente, deite a pessoa de lado. Não dê nada para beber ou comer.
Olhos: Em caso de contato, lave com muita água corrente durante pelo menos 15 minutos. Evite que a água de lavagem entro no olho.
Pele: Em caso de contato, tire a roupa contaminada e lave a pele com muita 'água corrente e sabão neutro.
Inalação: Se o produto for inalado ("respirado"), leve a pessoa para um local aberto e ventilado.
A pessoa que ajudar deveria proteger-se da contaminação usando luvas e avental impermeáveis, por exemplo.

INTOXICAÇÕES POR DIBROMETO DE PARAQUATE (DIQUASH 200 SL)
INFORMAÇÕES MÉDICAS
Grupo Químico: Diquate: Bipiridílio. -
Derivados de alquil piridina
Classe toxicológica: Classe 1 - Extremamente Tóxico
Vias de absorção: Oral, dermal, inalatória e ocular.
Toxicocinética -
Dicivate: Diquate é pouco absorvido pelo trato gastrointestinal. Em ratos, após a administração oral, 77% da dose foram encontradas nas fezes como diquate e 12% como outros produtos metabólicos, sendo mais da metade monopiridona de diquate. Outro estudo mostrou que diquate é pouco absorvido em ratos sendo 90% excretados pelas fezes e 6% na urina após 48 horas. Absorção pela pele intacta é mínima. A principal via de excreção do diquate absorvido pelo corpo são os rins.
Derivados de alquil piridina: Piridina é absorvida pelo trato gastrointestinal, pele e por inalação. É eliminada pela urina, fezes, pele e pulmão. A eliminação é rápida e parece não haver acumulação nos tecidos.
Mecanismos de Diquate: Diquate é um potente redutor e é prontamente convertido a toxicidade um radical livre que, em reação com o oxigênio molecular, gera ânions superóxido e outros produtos redox subsequentes. Estes produtos podem induzir a peroxidação lipídica das membranas celulres e,potencialmente, causar a morte celular. Causa danos aos prieumatócitos tipo 1.
Derivados de alguil piridina: Piridina causa danos hepáticos.
Sintomas e Diguate: declínio das funções renais e hepáticas e efeitos neurológicos;sinais clínicos Oral: Náusea, vômito, diarreia, ulceração na boca e esôfago, ulceração no trato gastrointestinal, desidratação, melena e hematêmese(resultado da ulceração gastrointestinal). Efeitos menos comuns incluem: pneumonia, disritmia ventricular, convulsões e edema pulmonar não-cardiogênico.
Dérmica: irritação severa e queimação. Descoloração ou deformidade das unhas.
Inalatória: sangramento nasal, irritação do trato respiratório superior, tosse, dificuldade respiratória e dor no peito.
Ocular: irritação severa e queimação. Neurotoxicidade: nervosismo, irritabilidade, agitação, reflexos diminuídos, combatividade, desorientação, declarações sem sentido, incapacidade de reconhecer amigos ou familiares, depressão, letargia, colapso, convulsão, coma e morte.
Hepatotoxicidade: aumento da atividade de transaminase.
Se a exposição for suficiente para causar intoxicação sistêmica, monitorar nível de nitrogênio uréico no sangue e creatinina por pelo menos 12 horas-após a ingestão. Monitorar contagem sanguínea, enzimas hepáticas, eletrólitos e eliminação de urina.
Derivados de alquil pirdina: Piridina causa irritação da pele e mucosas.
Oral: diarreia, dor abdominal, náusea, fraqueza, dor de cabeça, insônia e nervosismo.
Dérmica: vermelhidão, queimaduras, coceira e bolhas.
Inalatória: tosse, tontura, dor de cabeça, náusea, falta de ar, inconsciência.
Ocular: vermelhidão, dor, visão turva.
Diagnóstico: O diagnóstico é estabelecido pela confirmação da exposição e pela ocorrência de quadro clínico compatível, devendo ser feito baseado no exame clínico e informações disponíveis. Análise do sangue e/ou urina.
Tratamento Antídoto: Não existem antídotos específicos conhecidos.
Exposição oral: Se ocorrer ingestão administrar substância adsorvente imediatamente (carvão ativado, terra de Füller ou bentonita).
Administrar carvão ativado na proporção de 50-100 g em adultos e 25- 50 g em crianças de 1-12 anos, e 1 g/Kg em menores de 1 ano, diluídos em água, na proporção de 30 g de carvão ativado para 240 mL de água. Terra de Füller, suspensão a 30%, repetir a cada 2-4 horas.
Lavagem gástrica na maioria dos casos não é recomendada.
Considerar a inserção de tubo nasogástrico flexível e pequeno para aspirar o conteúdo gástrico de pacientes com ingestão substancial e recente.
Exposição dérmica: remover roupas e acessórios e descontaminar a pele. (Incluindo pregas, cavidades e orifícios) e cabelos com água corrente e sabão neutro por pelo menos 15 minutos.
Exposição inalatória: Monitorar por dificuldade respiratória. Avaliar a irritação no trato respiratório. Tratar broncospasmo com agonista beta2-adrenérgico i natatório. Considerar corticoide sistêmico em pacientes com broncoespasmo significativo.
Exposição ocular: lave com água corrente por pelo menos 15 minutos, mantendo as pálpebras abertas. Evitar que a água da lavagem contamine o outro olho. Retire lentes de contato quando for o caso.
Atenção especial para parada respiratória repentina, hipotensão e arritmias. Manter internação por no mínimo 24 horas após o desaparecimento dos sintomas.
ADVERTÊNCIA: a pessoa que presta atendimento ao intoxicado, especialmente durante a adoção das medidas de descontam inação, deverá estar protegida por luvas e avental impermeável, de forma a não se contaminar com o agente tóxico.
Contraindicação: O vômito é contraindicado em razão do risco potencial de aspiração e pneumonite química. Não utilizar oxigênio suplementar (exceto quando o paciente desenvolver hipoxemia).
Efeitos Sinérgico - Diquate: Pode retardar a absorção de monossacarídeos. Pode ter seu potencial tóxico aumentado quando administrado juntamente com cobre (Cu2).
ATENÇÃO: As intoxicações por Agrotóxicos e afins estão incluídas entre as Enfermidades de Notificação Compulsória.
Ligue para o Disque-Intoxicação: 0800-722-6001 para notificar o caso e obter informações especializadas sobre o diagnóstico e tratamento.
Rede Nacional de Centros de Informação e Assistência Toxicológica
RENACIAT – ANVISA/MS
Notifique ao sistema de informação de agravos de notificação
(SINAN/MS)
Telefone de Emergência da empresa: (11) 3151-4360
Empresa: AllierBrasil Agro Ltda.
Efeitos Agudos e Crônicos para Animais de Laboratório
Efeitos Agudos:
• DL50 oral: >300 mg/kg -
• DL50 dérmica: >1700 mg/kg
• CL50 Inalatória: >0,177 mg/l_
• Irritação Dérmica: Medianamente irritante. Irritação moderada.
• Irritação Ocular: Medianamente irritante. Irritação reversível em até 72 horas
• Sensibilização cutânea: O produto não é sensibilizante.

Efeitos crônicos:
Diquate:
Os órgãos alvo na exposição crônica são trato gastrointestinal, rins e, particularmente, olhos. Diquate causa o aparecimento de catarata em ratos e cachorros, o efeito é dose-dependente e tempo-dependente.
Experimentos subcrônicos em coelhos tratados com diquate na pele foram observados eritema, espessamento e formação de crosta, perda de peso, vertigem e fraqueza muscular.
Experimentos crônicos em ratos mostraram lesões inflamatórias crônicas no intestino grosso, aumento no peso do rim, redução no peso da adrenal e epidídimio. Além disso, foi observado o aparecimento de catarata.

Derivados de alquil piridina:
Exposições a doses baixas e repetidas causa necrose hepática e cirrose.

Sempre que houver disponibilidade de informações sobre programas de Manejo Integrado, provenientes da pesquisa pública ou privada, recomenda-se que estes programas sejam implementados.

o uso continuado de herbicidas com o mesmo mecanismo de ação pode contribuir para o aumento de população de plantas daninhas a ele resistentes. Como prática de manejo de resistência de plantas daninhas deverão ser aplicados herbicidas, com diferentes mecanismos de ação, devidamente registrados para a cultura. Não havendo produtos alternativos, recomenda-se a rotação de culturas que possibilite o uso de herbicidas com diferentes mecanismos de ação. Para mais informações procure um engenheiro agrônomo.