Bula Galloibug - Bug Agentes Biológicos

Bula Galloibug

Trichogramma galloi
2215
CP2

Composição

Trichogramma galloi 50000 pupas / cartela

Classificação

Terrestre
Inseticida, Agente Biológico de Controle
Não Classificado
IV - Produto pouco perigoso ao meio ambiente
Não inflamável
Não corrosivo
Insetos vivos
Endoparasitismo

Todas as culturas com ocorrência do alvo biológico

Diatraea saccharalis (Broca do colmo)

Cartela contendo ovos (papel cartão) - 50.000 a 60.000 pupas.

INSTRUÇÕES DE USO

GALLOIBUG (Trichogramma galloi) é um agente de controle biológico utilizado no controle da broca-da-cana (Diatraea saccharalis), em todas as culturas com ocorrência do alvo biológico na forma inundativa.

MODO/EQUIPAMENTO DE APLICAÇÃO

Aplicação terrestre: As liberações de Trichogramma galloi devem ser realizadas quando se observarem os primeiros ovos de Diatraea saccharalis. Utilizando-se meios indiretos como armadilhas luminosas e armadilhas com feromônios, pode-se determinar o nível populacional da praga. Recomenda-se a liberação de 1,6 parasitoides por ovo da praga. Em geral, pode-se liberar o equivalente a 200.000 parasitoides/ha, dividida em até 4 aplicações. As liberações devem ser realizadas no início da manhã, em pelo menos 25 pontos por ha, e em intervalos de 7 dias. Os parasitoides são enviados ao campo em fase de pupa, e utiliza-se como hospedeiro ovos da traça dos cereais Anagasta kuehniella, sendo estes colados no interior das cartelas (BUGCÉLULAS) para facilitar o transporte sem danos físicos. Após o envio, o material irá começas a emergir em 3 (três) ou 4 (quatro) dias dependendo da temperatura. Após o nascimento poderá ser liberado para que possa atuar no controle de ovo da praga alvo. As cartelas de liberação (BUGCÉLULAS) são subdivididas em 24 pontos, hermeticamente fechados para evitar fuga antecipada dos insetos. Após sua subdivisão, são expostos canais de saída (furos laterais nas cartelas) que possibilitam a saída dos insetos sem a necessidade de rasgar as cartelas.

Aplicação aérea: O primeiro passo da aplicação é receber o mapa da área em formato KML, para preparar a missão de voo. Definida a missão de voo os dados são inseridos no computador da aeronave, ligado a um GPS e um dosador de pupas. O conjunto computador e GPS posiciona o piloto para aplicar exatamente na área definida para a aplicação do produto e, o segundo dosa as quantidades de pupas a ser aplicadas por ha. Calibração do equipamento: o produto é colocado em um recipiente com capacidade de 1,5 L acima do dosador de pupas. O dosador faz uma liberação a cada 20 m. Considerando que a faixa de aplicação da aeronave é de 30m de largura, cada liberação cobre 600 m². Em solo, com o auxílio de uma proveta de 10 ml, faz-se o acionamento do liberador de pupas e coleta-se 20 liberações. O dosador será ajustado até que o volume coletado em 20 liberações seja 3,25 ml, o que resultará na dose de 2,7 ml/ha. A aplicação é feita em uma altura de 30 metros.

MODO DE AÇÃO

As fêmeas do parasitoide, assim que liberadas, detectam os ovos da praga alvo e depositam ali seus ovos (dentro dos ovos da praga). A partir daí as larvas do Trichogramma se alimentam do conteúdo interno dos ovos, e depois de 8 a 10 dias ocorre a emergência dos adultos do Trichogramma ao invés de nascer mais lagartas, diminuindo assim a população da praga.

INTERVALO DE SEGURANÇA

Não se aplica para o caso de agentes biológicos de controle (organismos vivos).

INTERVALO DE REENTRADA DE PESSOAS NA CULTURA E ÁREAS TRATADAS

Não se aplica para o caso de agentes biológicos de controle (organismos vivos).

EQUIPAMENTO DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL

Durante o manuseio e aplicação, use botas e óculos.

LIMITAÇÕES DE USO

Os usos do produto estão restritos aos indicados no rótulo e bula. Quando este produto for utilizado nas doses recomendadas, não causará danos à cultura indicada.

COMPATIBILIDADE

Produto incompatível com aplicação de inseticidas químicos não seletivos a este organismo.

FITOTOXICIDADE

GALLOIBUG não apresenta efeito fitotóxico. Trata-se de um Agente de Controle Biológico.

De acordo com as recomendações aprovadas pelo órgão responsável pela Saúde Humana – ANVISA/MS.

De acordo com as recomendações aprovadas pelo órgão responsável pelo Meio Ambiente – IBAMA/MMA.

Incluir na sistemática de inspeção ou monitoramento e controle de pragas, quando a infestação atingir o limite de prejuízo econômico, outros métodos de controle de pragas (Ex. controle cultural, biológico, rotação de inseticidas, acaricidas, etc.) visando o programa de manejo integrado de doenças.

O inseto não desenvolve resistência ao parasitismo do microhimenóptero.