Bula Pix HC - Basf
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Bula Pix HC

Cloreto de mepiquate
6400
Basf

Composição

Cloreto de mepiquate 250 g/L

Classificação

Terrestre/Aérea
Regulador de crescimento
5 - Produto Improvável de Causar Dano Agudo
III - Produto perigoso
Não inflamável
Não corrosivo
Concentrado Solúvel (SL)
Regulador de crescimento

Algodão

Calda Terrestre Dosagem
Gossypium hirsutum (Algodão) ( veja aqui ) ( veja aqui )

Cana-de-açúcar

Calda Terrestre Dosagem
Saccharum officinarum (Cana de açúcar)

Frasco plástico: 1 L. Lata flandres: 1 e 5 L. Tambores plásticos: 100 e 200 L. Bombonas polietileno: 5, 10, 20 e 50 L.

INSTRUÇÕES DE USO

Pix® HC, pertencente ao grupo dos bio-reguladores (inibidores da síntese do ácido giberélico), é absorvido pelas folhas atuando sistematicamente em toda planta, tem a função de interferir nos processos fisiológicos da planta do algodão, visando um maior aproveitamento do seu potencial genético.

Pix® HC atua na redução do crescimento vegetativo, tanto na altura quanto no comprimento dos ramos produtivos, propiciando que a planta apresente uma arquitetura planejada que permita uma melhor aeração e penetração dos inseticidas, acaricidas e fungicidas, resultando num melhor controle das pragas e doenças.

Pix® HC promove um direcionamento da energia da planta para o processo reprodutivo e, como conseqüência, a planta apresentará uma melhor retenção dos botões florais e maçãs, resultando em uma diminuição do seu ciclo, antecipando a maturação e consequentemente a colheita.

Pix® HC na cultura de cana-de-açúcar, visa antecipar e acelerar a maturação natural da cana, incrementando o teor de sacarose e mantendo a produtividade, sem interferir na rebrota da soqueira.

NÚMERO / ÉPOCA / INTERVALO E MODO DE APLICAÇÃO

Algodão:

a) Aplicação única:
Quando houver uma forte tendência a um desenvolvimento vegetativo exagerado, pode-se fazer uma aplicação única de 0,2 L/ha, quando as plantas apresentarem de 8 a 10 flores abertas por metro linear ou quando as plantas atingirem 60 cm de altura.

b) Aplicação sequencial:
Quando houver um início de desenvolvimento vegetativo exagerado do algodão, e objetivando um monitoramento do desenvolvimento vegetativo e reprodutivo da cultura, sugere-se a aplicação sequencial. Se após as aplicações o desenvolvimento vegetativo estiver controlado, e fatores climáticos desacelerarem naturalmente o desenvolvimento da planta, recomenda-se suspender os tratamentos subsequentes.

b.1) 2 aplicações de 0,1 litros de produto comercial por ha:
A primeira aplicação é recomendada quando 50% das plantas apresentarem o primeiro botão floral em desenvolvimento (3 a 6 mm), desde que a planta apresente condições normais de crescimento. A segunda aplicação ocorrerá 10 a 15 dias após a primeira quando houver retomada de crescimento da planta.

b.2) 4 aplicações de 0,05 litros de produto comercial por ha:
As aplicações múltiplas devem ser utilizadas dentro de um programa planejado com um total acompanhamento do desenvolvimento da planta de algodão.
A primeira aplicação é recomendada quando 50% das plantas apresentarem o primeiro botão em desenvolvimento (3 a 6 mm), desde que a planta apresente condições normais de crescimento.
As aplicações subsequentes devem ser realizadas cerca de 7 a 14 dias após a aplicação anterior, quando houver retomada de crescimento da planta.

Cana-de-açúcar:

Aplicação única:
Realizar uma aplicação de Pix® HC por ciclo da cultura nos meses de fevereiro a outubro, entre 40 e 60 dias antes da realização da colheita, quando a cana estiver em pleno desenvolvimento vegetativo entre 10 e 12 meses de idade.

MODO DE APLICAÇÃO

Pix® HC deve ser diluído em água e aplicado em pulverização foliar, de forma uniforme sobre as plantas de modo que haja uma boa cobertura.
Este produto pode ser aplicado através de equipamentos terrestres ou aéreos, conforme as seguintes recomendações.

Informações sobre os equipamentos de aplicação a serem usados:

• Aplicação Terrestre: Utilizar equipamento de pulverização tratorizado corretamente calibrado, com o volume de calda recomendado na faixa de 200 a 300 litros por hectare, produzindo pulverizações com gotas de categoria média a grossa (250 a 400 micra), com pressão de trabalho de 20 a 40 lb/pol2. Utilizar bicos XR Teejet (em boas condições ambientais) ou os bicos de baixa deriva DG Teejet, Turbo Teejet (em condições ambientais mais críticas). Também podem ser utilizados bicos ADI Jacto e LD Jacto, AD Magnum e BD Magnum e ALBUZ (em boas condições ambientais) e ADGA Magnum, BJ Jacto (em condições ambientais mais críticas). Durante a aplicação mantenha a calda de aplicação do equipamento em agitação constante no interior do tanque em funcionamento.

• Aplicação Aérea: Com aeronaves agrícolas, aplicar volume de calda de 40-50 litros/ha utilizando bicos D-6 a D-10 com core 45 ou 46, diâmetro de gotas em torno de 250 micra, altura de vôo de 2,5 a 3,5 metros do alvo a ser atingido, faixa de aplicação de 12 a 15 metros e ângulo do bico de 90º em relação à direção de vôo, ou de acordo com a vazão. Pressão: 30 a 35 libras/pol². Em locais onde essa altura de vôo não for possível, fazer arremates com passadas transversais, pararelas aos obstáculos. Vento máximo de 10 km por hora, sem ventos de rajada.
Potencialize a eficiência de ambas as modalidades de aplicação com:
- Uma boa cobertura das plantas;
- Aplicação em plantas com pleno desenvolvimento vegetativo;
- Presença de luz solar intensa aumenta a velocidade de ação;
- Condições de alta umidade relativa e temperatura entre 20 a 30ºC.

Evite aplicações nas horas mais quentes do dia, temperaturas acima de 30ºC, e com baixa umidade relativa do ar, umidade relativa abaixo de 70%, ou com ventos acima de 10 km/hora, principalmente quando essas condições causem stress hídrico nas plantas e favoreçam à deriva da pulverização.
Não aplicar o produto em temperaturas muito baixas ou com previsão de geadas.
Aplique todo volume preparado no mesmo dia, não deixe o produto dentro do tanque de um dia para outro.
Logo após o uso, limpe completamente o equipamento de aplicação (tanque, barra e os bicos) antes de utilizá-los com outros produtos ou em outros cultivos
A aplicação poderá ser feita fora das condições acima descritas a critério do agrônomo responsável, evitando sempre à deriva e perdas de produto por evaporação.
O descarte da água utilizada para a lavagem do equipamento utilizado para pulverização deverá ser depositado em local específico para posterior tratamento da mesma e reutilização.

INTERVALO DE SEGURANÇA

Algodão: 60 dias
Cana de açúcar: 20 dias.


INTERVALO DE REENTRADA DE PESSOAS NAS CULTURAS E ÁREAS TRATADAS

Recomenda-se aguardar 24 horas para reentrada na lavoura ou após a secagem completa da calda. Caso haja necessidade de entrar na área tratada antes da secagem total da calda aplicada, utilizar os Equipamentos de Proteção Individual (EPI) indicados para uso durante a aplicação.

LIMITAÇÕES DE USO

• Nas doses e condições indicadas, Pix® HC não é fitotóxico para a cultura de algodão. Quando as plantas de algodão não estiverem tendo um crescimento normal, por seca ou outra razão, o tratamento com Pix® HC não é recomendado, pois determinará um desenvolvimento ainda menor, com possível prejuízo na produtividade. Em regiões onde secas podem ocorrer durante o ciclo da cultura, é preferível fazer aplicações seqüenciais, suspendendo-as na ocorrência de paralisação natural do desenvolvimento das plantas. Repetir a pulverização se ocorrer chuva até 4 horas após a aplicação.
• Em cana-de-açúcar, o produto quando utilizado conforme as doses recomendadas e indicações no rótulo e bula, não causará danos à cultura indicada.
• Durante a aplicação do produto evite a deriva para as culturas adjacentes e/ou limítrofes à área a ser tratada.

De acordo com as recomendações aprovadas pelo órgão responsável pela Saúde Humana – ANVISA/MS.

De acordo com as recomendações aprovadas pelo órgão responsável pelo Meio Ambiente – IBAMA/MMA.

Recomenda-se, de maneira geral, o manejo integrado de pragas (MIP), envolvendo todos os princípios e medidas disponíveis e viáveis de controle, como o controle cultural, controle biológico (predadores e parasitoides), controle microbiano, controle por comportamento, variedades resistentes e controle químico, sempre alternando produtos de diferentes grupos químicos, com mecanismos de ação distintos.
Recomenda-se, de modo geral, o manejo integrado de doenças, envolvendo todos os princípios e medidas disponíveis e viáveis de controle. O uso de sementes sadias, variedades resistentes, rotação de culturas, época adequada de semeadura, adubação equilibrada, controle biológico, manejo da irrigação e outros, visam o melhor equilíbrio do sistema.

Qualquer agente de controle de insetos pode ficar menos efetivo ao longo do tempo se a praga-alvo desenvolver algum mecanismo de resistência. Implementando-se as seguintes estratégias de manejo de resistência a inseticidas (MRI) pode-se prolongar a vida útil dos inseticidas:
- Qualquer produto para controle de inseto da mesma classe ou modo de ação não deve ser utilizado em gerações consecutivas da mesma praga;
- Utilizar somente as doses recomendadas no rótulo/bula;
- Em caso de dúvidas, consultar sempre um Engenheiro Agrônomo para direcionamento sobre as recomendações locais para o Manejo de Resistência a Inseticidas (MRI);
- Incluir outros métodos de controle de insetos (Ex.: Controle Cultural, Biológico, etc.) dentro do programa de Manejo Integrado de Pragas (MIP) quando disponível e apropriado;
- Sempre consultar um Engenheiro Agrônomo para a orientação sobre as recomendações locais para o manejo de resistência.