Bula Predom 800 WG

acessos
Thiodicarb
15516
Rotam

Composição

Thiodicarb 800 g/kg Carbamato

Classificação

Inseticida
I - Extremamente tóxica
II - Produto muito perigoso
Não inflamável
Não corrosivo
Granulado Dispersível (WG)
Contato, Ingestão, Sistêmico
Algodão Dosagem Calda Intervalo Época
Aplic
Terrestre Aérea Aplic Seg
Lagarta do cartucho
(Spodoptera frugiperda)
250 g.p.c./ha 200 a 300 L de calda/ha 30 a 40 L de calda/ha (aéreo) Realizar no máximo 2 (duas) aplicações do produto durante o ciclo da cultura. 7 dias Aplicar no início da infestação com lagartas no estágio inicial
Milho Dosagem Calda Intervalo Época
Aplic
Terrestre Aérea Aplic Seg
Lagarta do cartucho
(Spodoptera frugiperda)
100 a 150 g.p.c./ha 200 a 300 L de calda/ha 30 a 40 L de calda/ha (aéreo) Realizar no máximo 2 (duas) aplicações do produto durante o ciclo da cultura. 30 dias Aplicar no início da infestação com lagartas no estágio inicial
Soja Dosagem Calda Intervalo Época
Aplic
Terrestre Aérea Aplic Seg
Lagarta da soja
(Anticarsia gemmatalis)
70 g.p.c./ha 100 a 200 L de calda/ha 30 a 40 L de calda/ha (aéreo) Realizar no máximo 2 (duas) aplicações do produto durante o ciclo da cultura. 14 dias Aplicar quando encontrar 40 lagartas grandes por amostragem

FRASCO- Plástico/Polietileno de Alta Densidade(PEAD): 0,25;0,35;0,45;0,50;0,70;0,75;1,0;1,4;1,5 e 5,0 kg.
SACO- Plástico/Alumínio/Hidrossolúveis: 0,07;0,10;0,15;0,25;0,50;0,70;1,0;1,4;1,5 e 5,0 kg.
BOMBONA- Plástico/Polietileno de Alta Densidade(PEAD): 5,0;10 e 20 kg.
BIG-BAG- Fibra: 500;1000;1500 e 2000 kg.
LATA- Papelão: 0,5;1,0;5,0;10 e 20 kg.

PREDOM 800 WG é um inseticida principalmente de ingestão, mas também com ação limitada de contato e ação sistêmica. Pertence ao grupo químico metilcarbamato de oxima, indicado para o controle de pragas através de aplicação foliar nas culturas de algodão, milho e soja. É um inseticida inibidor de colinesterase.
PREDOM 800 WG deve ser aplicado por meio de equipamentos costais manuais, motorizados: tratorizados e aéreos. Usar equipamentos providos de bicos de jato cônico vazio da série (D) ou similar com difusor ou core adequado de modo a se obter uma deposição satisfatória de gotas sobre o alvo desejado (folha e lagartas), com exceção da cultura do milho, para a qual se deve utilizar bicos de jato plano (leque).
Aplicações terrestres: Aplicar um volume de calda suficiente para uma boa cobertura das plantas tratadas sem o escorrimento do produto. Recomenda-se a utilização de 200 a 300L de calda/ha para as culturas de algodão e milho; e de 100 a 200 L de calda/ha para a cultura de soja. Usar a pressão de trabalho de 50 a 60 psi, para equipamentos costais, e de 80 a 100 psi para equipamentos tratorizados.
Importante: Na cultura de milho os bicos planos devem ser dirigidos sobre o cartucho das plantas, permitindo uma melhor penetração da calda no "cartucho da planta", local de ocorrên-cia da praga. Posicionar os bicos no sentido da linha de plantio da cultura, o que permitirá a colocação máxima da calda inseticida no local de ocorrência da praga.
Aplicação Aérea: Para aviões usar barra equipada com bicos de jato cônico da série 'D" ou similar com difusor (core). Para aeronaves Ipanema, é recomendado o uso de 40 a 42 bicos na barra, sendo os bicos da extremidade de cada asa (de 4 a 5) fechados para evitar a inter- ferência e perdas das gotas ali produzidas pelos vórtices das pontas das asas. É indispensá- vel a utilização dos bicos existentes em número de 8, logo abaixo da fuselagem. Os bicos deverão trabalhar na angulação de 90º a 180º e os rotativos tipos MICRONAIR trabalharão com as pás num ângulo de 35º a 50º em relação à linha de vôo. A altura de vôo deve ser de 4 a 5 m em relação ao alvo desejado. A largura da faixa de aplicação é de 15 m. Procurar obter um depósito de 40 a 50 gotas por cm² com diâmetro das gotas entre 110 a 150 micra. O volu- me de aplicação deverá ser de 30 a 40 L/ha.
Nota: O fechamento de bicos e da extensão das barras de pulverização nas pontas das asas evitará o arrasto e perdas das gotas de pulverização, pelo efeito dos vórtices. Esta técnica não influenciará no aumento ou redução da faixa de deposição proporcionada no momento da aplicação, pelo contrário, se deixará de perder produto, diminuindo os riscos de poluição ambiental.
CONDIÇÕES CLIMÁTICAS RECOMENDADAS:
As condições climáticas mais favoráveis e recomendáveis ao bom resultado de uma pulveriza- ção, utilizando-se os equipamentos corretos de pulverização, são:
- Umidade relativa do ar: Mínimo 55%, para pulverização terrestre; mínimo 70% para aplicação aérea.
- Velocidade do vento: mínimo - 2 km/hora; máximo - 10 km/hora.
- Temperatura: abaixo de 27°C
PREPARO DA CALDA:
Prepare apenas a quantidade necessária de calda para uma aplicação. A agitação deve ser constante durante a preparação e aplicação do produto. Para o abastecimento do tanque do pulverizador, deve-se encher 1/3 da capacidade do mesmo com água. Acionar e manter o agi- tador em funcionamento e então adicionar o produto, completando por fim o volume com água. Caso aconteça algum imprevisto ou parada técnica que interrompa a agitação do pro- duto possibilitando a formação de depósitos no fundo do tanque do pulverizador, agitar vigo- rosamente a calda antes de reiniciar a operação.
RECOMENDAÇÕES PARA EVITAR A DERIVA:
Considerar todos os fatores de interação relativos a equipamento de pulverização e de clima, que determinam o potencial de deriva, para a tomada de decisão de realizar a pulverização. Siga as restrições existentes na legislação. Evite que a deriva proveniente da aplicação atinja culturas vizinhas, áreas habitadas, leitos de rios e outras fontes de água, criações e áreas de preservação ambiental.
IMPORTÂNCIA DO DIÂMETRO DE GOTA:
Gotas finas ou mais leves: Demonstram de modo geral, depositarem melhor e mais facilmente nos alvos ou superfícies de deposição verticais e estreitas; penetrando melhor rio interior das culturas. São mais sujeitas a deriva e perdas por evaporação. Os bicos que melhor proporcio- nam este tipo de gota são os bicos ou pontas de jato cônico vazio.
Gotas grossas ou mais pesadas: Demonstram de modo geral, depositarem melhor em área
posicionadas mais horizontalmente e planas. Apresentam uma maior facilidade de deposição na parte externa das plantas e uma grande dificuldade de penetração para o interior das culturas e/plantas.
Apresentam uma menor perda por evaporação e pela deriva. Os bicos que melhor proporcio- nam este tipo de gota são os bicos ou pontas de jato plano.
DETERMINAÇÃO DO DIÂMETRO DE GOTAS:
Técnica de aplicação - para se obter gotas de diâmetro pequeno, leves ou mais finas, reco- menda-se a aplicação com bicos de orifícios finos sob altas pressões. Inversamente a este processo, com a utilização de bicos com orifícios maiores e pressões baixas, apresenta a tendência de se obter gotas de diâmetro maiores e mais pesadas e/ou grossas.
FATORES AMBIENTAIS:
VENTOS:
A velocidade dos ventos influencia o potencial de deriva. A velocidade do vento abaixo de 2 km/hora permite a formação e ocorrência do fenômeno climático denominado de inversão térmica, o qual também está associado à temperatura; no entanto, muitos fatores determi- nam o potencial de deriva a uma dada velocidade do vento, como já citados anteriormente.
Evitar aplicar o produto em condições de calmaria, ou seja, com velocidade do vento inferior a 2 km/h, e acima de 10 km/hora.
UMIDADE RELATIVA DO AR E TEMPERATURA:
A umidade relativa do ar determina a velocidade de evaporação de uma gota, consequente- mente influencia no volume de aplicação atuando diretamente no rendimento. Em condições ambientais de seca, recomenda-se obter um diâmetro de gotas grandes, conforme descrito em determinação do diâmetro de gotas.
Já temperaturas muito elevadas associada a uma evapotranspiração muito elevada causam a formação de correntes térmicas ascendentes (correntes de convecçâo) que prejudicam a de- posição adequada das gotas. Nessas condições, evitar realizar a aplicação.
INVERSÃO TÉRMICA:
A inversão térmica é uma condição climática que ocorre quando uma camada de ar quente se sobrepõe a uma camada de ar frio, impedindo o movimento ascendente do ar, uma vez que, o ar abaixo dessa camada fica mais frio, portanto, mais pesado, fazendo com os poluentes se mantenham próximos da superfície.
INTERVALO DE SEGURANÇA:
Algodão (Foliar) 7 dias
Milho (Foliar) 30 dias
Soja (Foliar) 14 dias
INTERVALO DE REENTRADA DE PESSOAS NAS CULTURAS E ÁREAS TRATADAS:
(De acordo com as recomendações aprovadas pelo órgão responsável pela Saúde Humana
ANVISA/MS)
LIMITAÇÕES DE USO:
Se seguida as recomendações de instrução de uso do produto apresentadas na bula, não há outras limitações a serem observadas.
Os usos do produto estão restritos aos indicados no rótulo e bula.
Quando este produto for utilizado nas doses recomendadas, não causará danos às culturas indicadas.
INFORMAÇÕES SOBRE OS EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL A SEREM UTILIZADOS:
(De acordo com as recomendações aprovadas pelo órgão responsável pela Saúde Humana
ANVISA/MS).
INFORMAÇÕES SOBRE OS EQUIPAMENTOS DE APLICAÇÃO A SEREM USADOS:
Vide Modo de Aplicação.
DESCRIÇÃO DOS PROCESSOS DE TRÍPICE LAVAGEM DA EMBALAGEM OU TECNOLOGIA
EQUIVALENTE:
(Vide as recomendações aprovadas pelo órgão responsável pelo Meio Ambiente - IBAMA/MMA).
INFORMAÇÕES SOBRE OS PROCEDIMENTOS PARA A DEVOLUÇÃO, DESTINAÇÃO, TRANSPORTE,
RECICLAGEM, REUTILIZAÇÃO E INUTILIZAÇÃO DAS EMBALAGENS VAZIAS:
(Vide as recomendações aprovadas pelo órgão responsável pelo Meio Ambiente - IBAMA/MMA).
INFORMAÇÕES SOBRE OS PROCEDIMENTOS PARA A DEVOLUÇÃO E DESTINAÇÃO DE
PRODUTOS IMPRÓPRIOS PARA A UTILIZAÇÃO OU EM DESUSO:
(Vide as recomendações aprovadas pelo órgão responsável pelo Meio Ambiente - IBAMA/MMA).

PRODUTO PERIGOSO
USE OS EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL COMO INDICADO
PRECAUÇÕES GERAIS:
- Produto para o uso exclusivamente agrícola.
- Não coma, não beba e não fume durante o manuseio e aplicação do produto.
- Não manuseie ou aplique o produto sem os equipamentos de proteção individual (EPI)
recomendados.
- Os equipamentos de proteção individual (EPI) recomendados devem ser vestidos na segui- te ordem: macacão com mangas compridas, botas, avental impermeável, máscara cobrindo a boca e o nariz, viseira facial ou óculos com proteção lateral, touca árabe e luvas impermeáveis.
- Não utilize equipamentos de proteção individual (EPI) danificados.
- Não utilize equipamentos com vazamentos ou defeitos.
- Não desentupa bicos, orifícios e válvulas com a boca.
- Não transporte o produto juntamente com alimentos, medicamentos, rações, animais e pessoas.
PRECAUÇÕES NA PREPARAÇÃO DA CALDA:
- Caso ocorra contato acidental da pessoa com o produto, siga as orientações descritas em primeiros socorros e procure rapidamente um serviço médico de emergência.
- Ao abrir a embalagem, faça-o de modo a evitar dispersão de poeira.
- Utilize equipamento de proteção individual - EPI: macacão com tratamento hidro-repelente com mangas compridas passando por cima do punho das luvas e as pernas das calças por cima das botas; botas de borracha; avental impermeável; máscara com filtro combinado (filtro químico contra vapores orgânicos e filtro mecânico classe P2); óculos de segurança com pro- teção lateral e luvas de nitra.
- Manuseie o produto em local aberto e ventilado.
PRECAUÇÕES DURANTE A APLICAÇÃO:
- Evite o máximo possível, o contato com a área tratada;
- Não aplique o produto na presença de ventos fortes nas horas mais quentes do dia.
- Não aplique o produto contra o vento, se utilizar equipamento costal. Se utilizar trator (ou avião), aplicar o produto contra o vento.
- Aplique o produto somente nas doses recomendadas e observe o intervalo de segurança (intervalo entre a última aplicação e a colheita).
- Utilize equipamento de proteção individual - EPI: macacão de algodão hidrorepelente com
mangas compridas passando por cima do punho das luvas e as pernas das calças por cima das botas; óculos, touca árabe, máscara com filtro combinado (filtro químico contra vapores orgânico e filtro mecânico classe P2) e luvas de nitrila.
PRECAUÇÕES APÓS A APLICACÃO:
- Sinalizar a área tratada com os dizeres: "PROIBIDA A ENTRATA, ÁREA TRATADA" e manter os avisos até o final do período de reentrada.
- Caso necessite entrar na área tratada com o produto antes do término do intervalo de reentrada, utilize equipamentos de proteção individual (EPI) recomendados para o uso duran- te a aplicação.
- Mantenha o restante do produto adequadamente fechado em sua embalagem original em local trancado, longe do alcance de crianças e animais.
- Antes de retirar os equipamentos de proteção individual (EPI), lave as luvas ainda vestidas para evitar contaminação.
- Os equipamentos de proteção individual (EPI's) recomendados devem ser retirados da seguinte ordem: touca árabe, óculos, avental, botas, macacão, luvas e máscara.
- Tome banho imediatamente após a aplicação do produto.
- Troque e lave as suas roupas de proteção separadamente das demais roupas da família. Ao lavar as roupas utilizar luvas e avental impermeável.
- Faça a manutenção e lavagem dos equipamentos de proteção após cada aplicação do pro- duto.
- Fique atento ao tempo de uso dos filtros, seguindo corretamente as especificações do fabricante.
- Não reutilizar a embalagem vazia.
- No descarte de embalagens, utilize equipamento de proteção individual - EPI: macacão de
algodão hidrorepelente com mangas compridas, luvas de nitrila e botas de borracha.
PRIMEIROS SOCORROS:
Procure logo um serviço médico de emergência levando a embalagem, rótulo, bula e/ou recei- tuário agronômico do produto.
Ingestão: Se engolir o produto, não provoque vômito. Caso o vômito ocorra naturalmente, deite a pessoa de lado. Não dê nada para beber ou comer.
Olhos: Em caso de contato, lave com muita água corrente durante pelo menos 15 minutos. Evite que a água de lavagem entre no outro olho.
Pele: Em caso de contato, tire a roupa contaminada e lave a pele com muita água corrente e sabão neutro.
Inalação: Se o produto for inalado (respirado"), leve a pessoa para um local aberto e ventilado.
A pessoa que ajudar deveria proteger-se da contaminação usando luvas e avental impermeá- veis, por exemplo.
- INTOXICAÇÕES POR PREDOM 800 WG - INFORMAÇÕES MÉDICAS
Grupo químico: Metilcarbamato de oxima
Mecanismo de toxidade:
Em ratos, o Tiodicarbe é rapidamente degradado em Methomyl, o qual é rapidamente con-
vertido para methomyl metholol, oxima, sulfuxida, sulfoxida oxima. Esses intermediários instáveis acabam sendo convertidos em acetonitrile e CO2, os quais são eliminados primei- ramente pela respiração e urina. Mais adiante, uma pequena fração de acetonitrile é degrada- da em acetamida, ácido acético e CO2.
Toxidade:
A DL50 é de cerca de 175,00 mg/kg. Não tem interação mutagênica com o DNA. A comparação com grupos controle não demonstrou um aumento estatístico significativo, no número de micronúcleos.
Exposições repetidas por curtos períodos em animais causaram hepatotoxicidade.
Em humanos não foram relatados efeitos adversos.
Vias de absorção: Oral; inalatória e dérmica em menor intensidade.
Metabolismo e Toxicocinética: Em ratos, o Thiodicarb é rapidamente degradado em metomil, que por sua vez é convertido em metomil metiol, e, após sucessivas degradações, em sulfoxi-
de oxime. Os intermediários são convertidos em acetonitrila e dióxido de carbono, que são eliminados primariamente pela urina.
Sintomas e sinais clínicos: Neurológicos: (Em casos de envenenamento severo) depressão respiratória, estado de confusão mental, perda de consciência, hemorragia cerebral e convul- sões. Dores de cabeça, tontura, visão embaçada, tremores, coma, atraso em resposta neuro- lógica e fraqueza também podem ocorrer.
Trato Gastrointestinal: Náusea, vomito, diarreia e cãibras abdominais.
Diagnóstico: Atentar para crise colinérgica, com aumento de salivação, lacrimação, poliúria, diarreia, câimbras gastrointestinais e vômitos como sintomas de envenenamento por N-Metilcarbonatos. Os sintomas podem ser confundidos com os de envenenamento por organo- fosfatos, diferindo por câimbras menos intensas e menor toxicidade ao SNC.
Exames laboratoriais: Determinação de colinesterase no plasma e serie vermelha sanguínea. Exames de urina podem identificar o agente tóxico. Exames de raio-x em pacientes sintomá-ticos são indicados.
Tratamento: As medidas abaixo relacionadas, especialmente aquelas voltadas para a adequa-
da oxigenação do intoxicado, devem ser implementadas concomitantemente ao tratamento medicamentoso e a descontaminação.
Utilizar luvas e avental durante a descontaminação.
1. Remover roupas e acessórios e descontaminar a pele (incluindo pregas, cavidades e orifí- cios) e cabelos, com água fria abundante e sabão.
2. Se houver exposição ocular, irrigar abundantemente com soro fisiológico ou água, por no mínimo 15 minutos, evitando contato com a pele e mucosas.
3. Em caso de ingestão: proceder com lavagem gástrica com carvão ativado: doses de 25 a 100 g para adolescentes/adultos, 25 a 50 g para crianças (1 a 12 anos) e de 1 g/kg em infan- tes abaixo de 1 ano.
Administrar carvão ativado na proporção de 50 - 100 g em adultos e 25-50 g em criança de 1-12 anos, e 1g/kg em menores de 1 ano, diluídos em água, na proporção de 30 g de carvão ativado para 240 mL de água - PROTEGER VIAS AEREAS - Controlar qualquer convulsão antes do procedimento.
Acompanhamento pós-intoxicação:
- O tratamento dever ser sintomático de acordo com o quadro clínico.
Não há antídoto específico.
- Monitorar os sinais vitais e status mental e atividade do SNC após exposição significativa ao produto.
- Na ocorrência de vomito e/ou diarreia, monitorar fluidos e eletrólitos corporais.
Contra-indicações: Não provocar vômito.
São contra indicados no caso de envenenamento por N- Meti lcarbamatos : morfina, sucinyl- colina, teofilina, fenotiazinas e reserpina. Adrenoaminas só devem ser administradas em caso de indicação específica.
Efeitos sinérgicos: Não há informações na literatura sobre efeitos sinérgicos / cumulativos com
outras substâncias/medicamentos
Atenção: As Intoxicações por Agrotóxicos estão incluídas entre as Enfermidades de Notificação
Compulsória. Comunique o caso e obtenha informações especializadas sobre o diagnóstico e tratamento através dos Telefones de Emergência PARA INFORMAÇOES MEDICAS:
Disque-Intoxicação: 0800-722-6001
Rede Nacional de Centro de informação e Assistência Toxicológica
RENACIAT - ANVISA/MS
Informações de Emergência Toxicológica: 0800-7010450 (24 horas)
MECANISMO DE AÇÃO, ABSORÇÃO E EXCREÇÃO PARA ANIMAIS DE LABORATÓRIO:
É um inseticida inibidor de colinesterase. Em estudos laboratoriais com ratos, foi constatado que o Tiodicarbe foi absorvido através do trato gastrointestinal e pele. É rapidamente degra- dado em metomil, o qual é rapidamente convertido em metomil metolol, oxima, sulfoxida e sulfoxida oxima. Esses intermediários instáveis foram convertidos para acetrolina e CO2, os quais foram eliminados primeiramente através da respiração e pela urina. Uma pequena fração do acetrolina foi mais adiante degradada em acetamida, ácido acético e CO2.
EFEITOS AGUDOS E CRÔNICOS:
Efeitos agudos resultantes de ensaios com animais (Produto formulado):
DL50 oral para ratos: 300 mg/kg de peso corpóreo
DL50 dérmica para ratos: > 2000 mg/kg de peso corpóreo
Irritabilidade dérmica em coelhos: não irritante para pele de coelhos.
Irritabilidade ocular em coelhos: irritante leve para os olhos de coelhos.
Sensibilização cutânea em cobaias: potencialmente não sensibilizante.
Os testes de Ames e Micronúcleos não apresentaram efeitos mutagênicos.
Crônicos:
Em estudos toxicológicos crônicos, o produto causou uma redução do peso corpóreo e foi considerado um redutor da atividade da colinesterase periférica (plasma e eritrócitos).

ESTE PRODUTO É:
- MUITO PERIGOSO AO MEIO AMBIENTE (CLASSE II)
- Este produto é ALTAMENTE BIOACUMULAVEL.
- Este produto é ALTAMENTE TÓXICO para Microcrustáceos.
- Evite a contaminação ambiental - Preserve a Natureza.
- Não utilize equipamento com vazamento.
- Não aplique o produto na presença de ventos fortes ou nas horas mais quentes.
-Aplique somente as doses recomendadas.
- Não lave as embalagens ou equipamento aplicador em lagos, fontes, rios e demais corpos d'água. Evite a contaminação da água.
- A destinação inadequada de embalagens ou restos de produtos ocasiona contaminação do solo, da água e do ar, prejudicando a fauna, a flora e a saúde das pessoas.
- Não execute aplicações aéreas de agrotóxicos em áreas situadas a uma distância inferior a 500 (quinhentos) metros de povoação e de mananciais de captação da água para abasteci- mento público e de 250 (duzentos e cinquenta) metros de mananciais de água, moradias iso- ladas, agrupamentos de animais e vegetação suscetível a danos.
- Observe as disposições constantes na legislação estadual e municipal concernentes às atividades aeroagrícolas.
INSTRUÇÕES DE ARMAZENAMENTO DO PRODUTO, VISANDO SUA CONSERVAÇÃO E PREVENÇÃO CONTRA ACIDENTES:
- Mantenha o produto em sua embalagem original sempre fechada.
- O local deve ser exclusivo para produtos tóxicos; devendo ser isolado de alimentos, bebi-das rações ou outros materiais.
- A construção deve ser de alvenaria ou de material não combustível.
- O local deve ser ventilado, coberto e ter piso impermeável.
- Coloque placa de advertência com os dizeres: CUIDADO VENENO.
- Tranque o local, evitando o acesso de pessoas não autorizadas, principalmente crianças.
- Deve haver sempre embalagens adequadas disponíveis, para envolver embalagens rompi- das ou para o recolhimento de produtos vazados.
- Em caso de armazéns, deverão ser seguidas as instruções constantes na NBR 9843 da Associação Brasileira de Normas Técnicas —ABNT
- Observe as disposições constantes da legislação estadual e municipal.
INSTRUÇÕES EM CASO DE ACIDENTES:
- Isole e sinalize a área contaminada.
- Contate as autoridades locais competentes e a Empresa ROTAM DO BRASIL AGROQUÍMICA E PRODUTOS AGRÍCOLAS LTDA—Telefone de Emergência: (Oxx19) 3258-6763.
- Utilize equipamento de proteção individual - EPI (macacão impermeável, luvas e botas de borracha, óculos protetores e máscara com filtros). Em caso de derrame estanque o escoa- mento, não permitindo que o produto entre em bueiros, drenos ou corpos d'água.
- Siga as instruções abaixo:
- Piso pavimentado: Recolha o material com auxílio de uma pá e coloque em recipiente lacrado e identificado devidamente. O produto derramado não deverá ser mais utilizado. Neste caso consulte o registrante através do telefone indicado no rótulo para sua devolução e destina- ção final.
- Solo: retire as camadas de terra contaminada até atingir o solo não contaminado, recolha esse material e coloque em um recipiente lacrado e devidamente identificado. Contate a em- presa registrante conforme indicado acima.
- Corpos d'água: interrompa imediatamente a captação para o consumo humano ou animal, contate o órgão ambiental mais próximo e centro de emergência da empresa, visto que as medidas a serem adotadas dependem das proporções do acidente, das características do produto envolvido.
- Em caso de incêndio, use extintores de água em forma de neblina, CO2 ou pó químico, fican- do a favor do vento para evitar intoxicações.
PROCEDIMENTOS DE LAVAGEM, ARMAZENAMENTO, DEVOLUÇÃO, TRANSPORTE E DESTINAÇÃO DE EMBALAGENS VAZIAS E RESTOS DE PRODUTOS IMPRÓPRIOS PARA UTILIZAÇÃO OU EM DESUSO:
EMBALAGEM RÍGIDA LÀVÁVEL
LAVAGEM DA EMBALAGEM
- Durante o procedimento de lavagem o operador deverá estar utilizando os mesmos EPIs - Equipamentos de Proteção Individual - recomendados para o preparo de calda do produto.
Tríplice Lavagem (Lavagem Manual):
- Esta embalagem deverá ser submetida ao processo de Tríplice Lavagem, imediatamente após o seu esvaziamento, adotando-se os seguintes procedimentos:
- Esvazie completamente o conteúdo da embalagem no tanque do pulverizador, mantendo-a na posição vertical durante 30 segundos;
- Adicione água limpa à embalagem até ¼ do seu volume;
- Tampe bem a embalagem e agite-a por 30 segundos;
- Despeje a água de lavagem no tanque do pulverizador;
- Faça esta operação trêsvezes;
- Inutilize a embalagem plástica ou metálica perfurando o fundo.
Lavagem sob Pressão:
Ao utilizar pulverizadores dotados de equipamentos de lavagem sob pressão, seguir os se-
guintes procedimentos:
- Encaixe a embalagem vazia no local apropriado do funil instalado no pulverizador;
- Adicione o mecanismo para liberar o jato de água;
- Direcione o jato de água para todas as paredes internas da embalagem, por 30 segundos;
-A água de lavagem deve ser transferida para o tanque do pulverizador;
- Inutilize a embalagem plástica ou metálica, perfurando o fundo.
Ao utilizar equipamento independente para lavagem sob pressão, adotar os seguintes procedimentos:
- Imediatamente após o esvaziamento do conteúdo original da embalagem, mantê-la inverti- da sobre a boca do tanque de pulverização, em posição vertical, durante 30 segundos.
- Manter a embalagem nessa posição, introduzir a ponta de equipamento da lavagem sob pressão, direcionando o jato de água para todas as partes internas da embalagem, por 30 segundos;
- Toda a água de lavagem é dirigida diretamente para o tanque do pulverizador;
- Inutilize a embalagem plástica ou metálica, perfurando o fundo.
ARMAZENAMENTO DA EMBALAGEM VAZIA:
- Após a realização da Tríplice Lavagem ou Lavagem Sob Pressão, esta embalagem deve ser armazenada com a tampa em caixa coletiva, quando existente, separadamente das embala- gens não lavadas.
- O armazenamento das embalagens vazias, até a devolução pelo usuário, deve ser efetuado em local coberto, ventilado, ao abrigo de chuva, com o piso impermeável, ou no local onde são guardadas as embalagens cheias.
DEVOLUÇÃO DA EMBALAGEM VAZIA:
- No prazo de até um ano da data da compra, é obrigatória a devolução da embalagem vazia, com tampa, pelo usuário, ao estabelecimento onde foi adquirido o produto ou no local indica- do na nota fiscal, emitida no ato da compra.
- Caso o produto não tenha sido totalmente utilizado nesse prazo e ainda esteja dentro de seu prazo de validade, será facultada a devolução da embalagem em até 6 meses após o seu término do prazo de validade.
- O usuário deve guardar o comprovante de devolução para efeito de fiscalização, pelo prazo mínimo de 1 ano após a devolução da embalagem vazia.
TRANSPORTE:
- As embalagens vazias não podem ser transportadas junto com alimentos, bebidas, medica-
mento, rações, animais e pessoas.
EMBALAGEM FLEXÍVEL:
ESTA EMBALAGEM NÃO PODE SER LAVADA.
ARMAZENAMENTO DA EMBALAGEM VAZIA:
- O armazenamento da embalagem vazia, até sua devolução pelo usuário, deve ser efetuado em local coberto, ventilado, ao abrigo de chuva e com piso impermeável, no próprio local onde guardadas as embalagens cheias.
- Use luvas no manuseio desta embalagem.
- Essa embalagem vazia deve ser armazenada separadamente das lavadas, em saco plástico transparente (Embalagens Padronizadas - modelo ABNT), devidamente identificado e com lacre, o qual deverá ser adquirido nos Canais de Distribuição.
DEVOLUÇÃO DA EMBALAGEM VAZIA:
No prazo de até um ano da data da compra, é obrigatória a devolução da embalagem vazia, com tampa, pelo usuário, ao estabelecimento onde foi adquirido o produto ou no local indica- do na nota fiscal, emitida no ato da compra.
Caso o produto não tenha sido totalmente utilizado nesse prazo, e ainda esteja dentro de seu prazo de validade, será facultada a devolução da embalagem em até 6 meses após o término do prazo de validade.
O usuário deve guardar o comprovante de devolução para efeito de fiscalização, pelo prazo mínimo de um ano após a devolução da embalagem vazia.
TRANSPORTE:
As embalagens vazias não podem ser transportadas junto com alimentos, bebidas, medica- mentos, rações, animais e pessoas. Devem ser transportadas em saco plástico transparente (Embalagens Padronizadas - modelo ABNT), devidamente identificado e com lacre, o qual deverá ser adquirido nos Canais de Distribuição.
EMBALAGEM SECUNDÁRIA(NÃO CONTAMINADA)
ESTA EMBALAGEM NÃO PODE SER LAVADA
ARMAZENAMENTO DA EMBALAGEM VAZIA:
O Armazenamento da embalagem vazia, até sua devolução pelo usuário, deve ser efetuado em local coberto, ventilado, ao abrigo de chuva e com piso impermeável, no próprio local onde guardadas as embalagens cheias.
DEVOLUÇÃO DA EMBALAGEM VAZIA:
É obrigatória a devolução da embalagem vazia, pelo usuário, onde foi adquirido o produto ou
no local indicado na nota fiscal, emitida pelo estabelecimento comercial.
TRANSPORTE:
As embalagens vazias não podem ser transportadas junto com alimentos, bebidas, medica-
mentos, rações, animais e pessoas.
DESTINAÇÃO FINAL DAS EMBALAGENS VAZIAS:
A destinação final das embalagens vazias, após a devolução pelos usuários, somente
poderá ser realizada pela Empresa Registrante ou por empresas legalmente autorizadas pelos órgãos competentes.
É PROIBIDO AO USUÁRIO A REUTILIZAÇÃO E A RECICLAGEM DESTA EMBALAGEM VAZIA OU O FRACIONAMENTO E REEMBALAGEM DESTE PRODUTO.
EFEITOS SOBRE O MEIO AMBIENTE, DECORRENTES DA DESTINAÇÃO INADEQUADA DA EMBALAGEM VAZIA E RESTOS DE PRODUTOS:
A destinação inadequada das embalagens vazias e restos de produtos no meio ambiente,
causa contaminação do solo, da água e do ar, prejudicando a fauna, a flora e a saúde das pessoas.
PRODUTOS IMPRÓPRIOS PARA UTILIZAÇÃO OU DESUSO:
Caso este produto venha a se tornar impróprio para utilização ou em desuso, consulte o registrante através do telefone indicado no rótulo para sua devolução e destinação final.
A desativação do produto é feita através de incineração em fornos destinados para este tipo de operação, equipados com câmeras de lavagem de gases efluentes e aprovado por órgão ambiental competente.
TRANSPORTE DE AGROTÓXICOS, COMPONENTES E AFINS:
O transporte está sujeito às regras e aos procedimentos estabelecidos na legislação espe- cífica, que inclui o acompanhamento da ficha de emergência do produto, bem como determina que os agrotóxicos não podem ser transportados junto de pessoas, animais, rações, medica- mentos ou outros materiais.
RESTRIÇÕES ESTABELECIDAS POR UM ÓRGÃO COMPETENTE DO ESTADO, DISTRITO FEDERAL OU MUNICIPAL:
De acordo com as recomendações aprovadas pelos órgãos responsáveis.

Incluir outros métodos de controle de pragas (ex. controle cultural, biológico, etc.) dentro do programa do Manejo Integrado de Pragas (MIP), quando disponível e apropriado.

Qualquer agente de controle de insetos pode ficar menos efetivo ao longo do tempo devido ao desenvolvimento de resistência. O Comitê Brasileiro de Ação a Resistência a Inseticidas (IRAC-BR) recomenda as seguintes estratégias de manejo de resistência visando prolongar a vida útil dos inseticidas.
Qualquer produto para controle de inseto da mesma classe ou modo de ação não deve ser utilizado em gerações consecutivas da mesma praga.
Utilizar somente as dosagens recomendadas no rótulo/bula.
Sempre consultar um Engenheiro Agrônomo para direcionamento sobre as recomendações lo-
cais para o manejo de resistência.
Incluir outros métodos de controle de insetos (ex. Controle Cultural, Biológico, etc.) dentro do programa de Manejo Integrado de Pragas (MIP), quando disponível e apropriado.