Bula Selefen

acessos
Clethodim
2497
Arysta Lifescience

Composição

Clethodim 50 g/L Ciclohexenona
Fenoxaprop-P-ethyl 50 g/L Ácido ariloxifenoxipropiônico

Classificação

Herbicida
II - Altamente tóxico
III - Produto perigoso
Não Classificado
Não Classificado
Concentrado Emulsionável (EC)
Seletivo, Pós-emergência
Feijão Dosagem Calda Intervalo Época
Aplic
Terrestre Aérea Aplic Seg
Capim colchão
(Digitaria horizontalis)
1 L p.c./ha 80 a 300 L de calda/ha 30 a 40 L de calda/ha (aéreo) - 90 dias. Aplicar quando o feijão estiver com 15 a 20 cm. As aplicações devem ser feitas depois da maioria das gramíneas terem emergido
Papuã
(Brachiaria plantaginea)
1 L p.c./ha 80 a 300 L de calda/ha 30 a 40 L de calda/ha (aéreo) - 90 dias. Aplicar quando o feijão estiver com 15 a 20 cm. As aplicações devem ser feitas depois da maioria das gramíneas terem emergido
Soja Dosagem Calda Intervalo Época
Aplic
Terrestre Aérea Aplic Seg
Capim carrapicho
(Cenchrus echinatus)
1 L p.c./ha 80 a 300 L de calda/ha 30 a 40 L de calda/ha (aéreo) - 60 dias. Aplicar no intervalo dos 15 aos 40 dias após a germinação da soja, observando o estágio de desenvolvimento das gramíneas
Capim colchão
(Digitaria horizontalis)
0,8 a 1 L p.c./ha 80 a 300 L de calda/ha 30 a 40 L de calda/ha (aéreo) - 60 dias. Aplicar no intervalo dos 15 aos 40 dias após a germinação da soja, observando o estágio de desenvolvimento das gramíneas
Capim pé de galinha
(Eleusine indica)
1 L p.c./ha 80 a 300 L de calda/ha 30 a 40 L de calda/ha (aéreo) - 60 dias. Aplicar no intervalo dos 15 aos 40 dias após a germinação da soja, observando o estágio de desenvolvimento das gramíneas
Papuã
(Brachiaria plantaginea)
0,8 a 1 L p.c./ha 80 a 300 L de calda/ha 30 a 40 L de calda/ha (aéreo) - 60 dias. Aplicar no intervalo dos 15 aos 40 dias após a germinação da soja, observando o estágio de desenvolvimento das gramíneas

SELEFEN é herbicida seletivo pós-emergente, indicado para controle de gramíneas invasoras anuais, nas culturas de soja e feijão.

INSTRUÇÕES DE USO: MODALIDADE DE EMPREGO: Cultura, Dosagem, Gramíneas Controladas, Observação: Soja: 0,8 - 1,0 l/ha. Brachiaria plantaginea. Aplicar no intervalo dos 15 aos 40 dias após a germinação da soja, observando o estágio de desenvolvimento das gramíneas. Digitaria horizontalis, Cenhurus echinatus. 1,0 l/ha. Eleusine indica. Utilizar a dose 0,8 l/ha em pós-emergência da cultura e das gramíneas, desde a emergência até 2 perfilhos e a dose de 1,0 l/ha em pós-emergência, com gramíneas invasoras no estágio de 3 a 6 perfilhos. Em condições climáticas menos favoráveis ao controle, utilizar sempre a maior dosagem. Feijão: Aplicar quando o feijão estiver com 15 a 20 cm. As aplicações devem ser feitas depois da maioria das gramíneas terem emergido , mas antes da cultura ser prejudicada pela concorrência das gramíneas no estágio de 2-4 perfilhos.

OBSERVAÇÃO: O SELEFEN deve ser utilizado com Assist (Óleo Mineral) na dosagem de 1,0 l/ha.

FORMA DE APLICAÇÃO: APLICAÇÃO TERRESTRE: Recomenda-se utilizar equipamento costal manual ou motorizado, bem como tração motorizada; O volume de calda indicado é de 80 a 300 l/ha, utilizando-se bicos Teejet XR80015, XR8002, Teejet 80.02, 80.03, Teejet XR 110.015, XR 110.02, 110.03, APG 110 R, APG 110 G (preferencialmente utilizar bicos com ângulos de 100º), com uma pressão de 40 a 80 libras/pol2; Tamanho de gotas de 200 a 400 micras; Densidade de no mínimo 40 gotas/cm2. Velocidade de trabalho do trator está em torno de 6 km/hora; Altura das barras dos pulverizadores em relação ao alvo, deve ser 40 cm para bicos 110º e 50cm para bicos 80º; Na cultura da soja com pouco sombreamento ou em condições climáticas menos favoráveis ao controle , utilizar a dosagem de 1,0 l/ha, visando o controle de gramíneas indicadas; Promover sempre boa cobertura das gramíneas e evitar aplicação sob condição de seca.

APLICAÇÃO AÉREA: Deve-se utilizar barras, atendendo as seguintes especificações: Volume de Aplicação: 30 a 40 litros de calda/ha. Altura de vôo (com barra): 2-4 m. Largura da faixa de deposição efetiva: 13 a 15 m. Tamanho da gota: 250-350 micras. Densidade de gotas: 40 gotas /cm2. Pressão de trabalho da barra: 30 a 50 libras/pol2. Barra dotada de bicos preferencialmente da série D (D6 a D10) ou bico leque. Não variar o tipo de bico na mesma barra. Condições climáticas: Aplicar com ventos na velocidade de até 10 km/hora e nas horas mais frescas do dia, visando reduzir ao máximo, as perdas por deriva ou evaporação.

OBSERVAÇÕES GERAIS: SELEFEN é resistente às chuvas que ocorrem a partir de 1 hora após sua aplicação, sem afetar o resultado. Evitar aplicações em períodos de seca prolongada, de baixa umidade relativa do ar e em ervas que estejam sofrendo "stress" por baixas temperaturas ou ervas fora do estágio indicado. Utilizando-se de outros tipos de equipamento de aplicação não mencionados aqui, procurar sempre obter uma cobertura uniforme da parte tratada, seguindo estas instruções, SELEFEN deve ser utilizado com óleos minerais na dosagem de 1,0 l/ha (aplicação terrestre).

INTERVALO DE SEGURANÇA: CULTURA, CARÊNCIA: (Fenoxaprop-p-ethyl) Carência (Clethodim): Soja: 60 dias (Port. nº 143 SNVS). 60 dias (Port. nº 11 SNVS)
Feijão: 90 dias (Port. n 40 dias.

INTERVALO DE REENTRADA DE PESSOAS NAS CULTURAS TRATADA: Recomenda-se aguardar o completo secamento do produto sobre as folhas da cultura tratada. Aguardar pelo menos 24 horas. Evitar sempre que possível, que pessoas alheias ao trato com a cultura e animais domésticos circulem pela área tratada.

LIMITAÇÕES DE USO: SELEFEN é um herbicida que deve ser utilizado somente para as culturas para as quais está registrado, observando-se atentamente as instruções de uso do produto. SELEFEN para as culturas de soja e feijão, nas doses recomendadas, não provoca nenhum efeito fitotóxico, que cause prejuízos à produção. SELEFEN incompatível com produtos à base de dinitro e herbicidas hormonais, devendo-se observar um intervalo entre aplicações de 6 dias. (Ex. Butachlor e Propanil).

PRECAUÇÕES DE USO: Durante a manipulação, preparação da calda ou aplicação, use macacão com mangas compridas, chapéu impermeável de abas largas e botas.

PRECAUÇÕES E PRIMEIROS SOCORROS: Em caso de ingestão acidental não provoque vômito, beba água e procure imediatamente o médico levando a embalagem ou o rótulo do produto; Evite a inalação ou aspiração do produtos. Caso isso aconteça procure local arejado, e se houver sinais de intoxicação chame o médico; Evite o contato com a pele. Caso isso aconteça lave as partes atingidas com água e sabão em abundância e se persistir a irritação procure um médico levando a embalagem ou o rótulo do produto. Evite o contato com os olhos. Caso isso aconteça, lave-os imediatamente com água corrente durante 15 minutos e se persistir a irritação procure um médico levando a embalagem ou o rótulo do produto.

SINTOMAS DE ALARME: Deve-se observar a sintomatologia do paciente.

ANTÍDOTO E TRATAMENTO (INFORMAÇÕES PARA USO MÉDICO)

FENOXAPROP-P-ETHYL: ANTÍDOTO: Não há antídoto específico para os casos de intoxicação. Deve-se aplicar o tratamento sintomático.

TRATAMENTO MÉDICO: Em caso de ingestão, deve-se administrar inicialmente 200 ml de parafina líquida, seguida de lavagem gástrica com aproximadamente 4 litros de água e finalmente carvão ativado e sulfato de sódio. Devido a este produto conter solvente orgânico, deve-se procurar evitar a aspiração pulmonar. Não provoque vômito. Manter uma aeração adequada do paciente, juntamente com o tratamento sintomático.

CONTRA-INDICAÇÃO: Derivados de adrenalina.

CLETHODIM: ANTÍDOTO: Não há antídoto específico para os casos de intoxicação. Deve-se aplicar o tratamento sintomático, com lavagem estomacal, purgantes salinos, oxigênio e respiração artificial.

FENOXAPROP-P-ETHYL: MECANISMOS DE AÇÃO, ABSORÇÃO E EXCREÇÃO PARA O SER HUMANO: Nenhum estudo disponível com o intuito de avaliar o mecanismo de ação do FENOXAPROP-P-ETHYL em seres humanos ou, em pessoas ocupacionalmente expostas. Entretanto, em animais de laboratório , verificou-se que após a administração intravenosa em ratos, o declínio da concentração do produto foi um processo longo com meia vida de 1,3 horas em machos e de 0,7 horas em fêmeas. Independente da via de administração, a maior eliminação se processa pela urina do que pelas fezes.

EFEITOS AGUDOS E CRÔNICOS: Inúmero estudos foram desenvolvidos com o FENOXAPROP-P-ETHYL, afim de avaliar seu grau de periculosidade, podendo através destes dados serem extraídas as seguintes conclusões: o produto não apresenta propriedades carcinogênicas, mutagênicas ou teratogênicas em testes com animais de laboratório.

EFEITOS COLATERAIS: Nenhum efeito colateral foi evidenciado nos estudos realizados com animsi de laboratório.

CLETHODIM: MECANISMO DE AÇÃO, ABSORÇÃO E EXCREÇÃO PARA O SER HUMANO: Não são conhecidos o mecanismo de ação, absorção e excreção no homem. Estudos realizados com animais de laboratórios demonstraram que o produto administrado, a maior parte foi excretada dentro de 24 horas pelas fezes e urina.

EFEITOS AGUDOS E CRÔNICOS: Estudos agudos efetuados em animais indicam uma baixa toxicidade do produto. Em estudos a longo prazo com animais de laboratório não se observou nenhum efeito adverso significativo.

EFEITOS COLATERAIS : Não são conhecidos os efeitos colaterais no homem, a não ser os sintomas de intoxicação ou sinais de exposição, apresentados pelo produto em testes realizados com amimais de laboratório.

EFEITOS AGUDOS PARA SELEFEN: Estudos agudos com o produto formulado, em animais, indicam uma baixa toxicidade. DL50 aguda em ratos = 5.800 kg. DL 50 oral dérmica em ratos superiores = 18296.

PRECAUÇÕES DE USO E ADVERTÊNCIAS QUANTO AOS CUIDADOS DE PROTEÇÃO AO MEIO AMBIENTE: Este produto é Perigoso ao meio ambiente. Evite a contaminação ambiental - Preserve a Natureza. Não utilize equipamento com vazamentos. Aplique somente as doses recomendadas. Não execute aplicação aérea de agrotóxicos em áreas situadas a uma distância mínima de 500 (quinhentos) metros de povoação e de mananciais de captação de água para abastecimento público; e de 250 (duzentos e cinqüenta) metros de manaciais de água, moradias isoladas, agrupamentos de animais e culturas suscetíveis a danos. Observe as disposições constantes na legislação municipal concernentes as atividades aeroagrícolas. Não lave as embalagens ou equipamento aplicador em lagos fontes, rios e demais corpos 'água. Descarte corretamente as embalagens e restos do produto - siga as instruções da bula. Em caso de acidente, siga corretamente as instruções constante na bula.

INSTRUÇÕES DE ARMAZENAMENTO: Mantenha o produto em sua embalagem original. O local deve ser exclusivo para produtos tóxicos, devendo ser isolado de alimentos, bebidas ou outros materiais. A construção deve ser de alvenaria ou de material não comburente. O local deve ser ventilado, coberto e ter piso impermeável. Coloque placa de advertência com os dizeres: CUIDADO VENENO. Trancar o local, evitando o acesso de pessoas não autorizadas, principalmente crianças. Deve haver sempre sacos plásticos disponíveis, para envolver adequadamente embalagens rompidas ou para o recolhimento de produtos vazados. Em caso de armazéns maiores deverão ser seguidas as instruções constantes da NBR9843. Observe as disposições constantes da legislação estadual e municipal.

INSTRUÇÕES EM CASO DE ACIDENTES: Contate as autoridades locais competentes e a empresa. Utilize o EPI (macacão de PVC, luvas e botas de borracha, óculos protetores e máscara contra eventuais vapores). Isole e sinalize a área contaminada. Em caso de derrame, estancar o escoamento, não permitindo que o produto entre em bueiros, drenos ou cursos de águas naturais, siga as instruções abaixo: Piso pavimentado: - colocar material absorvente (p. ex. serragem ou terra) sobre o conteúdo derramado e recolher o mesmo com auxílio de uma pá e colocar em tambores ou recipientes devidamente lacrados e identificados. Remover para área de descarte de lixo químico. Lave o local com grande quantidade de água; Solo - retirar as camadas de terra contaminada até atingir o solo não contaminado, e adotar os mesmos procedimentos acima descritos para recolhimento e destinação adequada; Corpos d'água - interromper imediatamente o consumo humano e animal e contactar o centro de emergência da empresa, visto que as medidas a serem adotadas dependem das proporções do acidente, das características do recurso hídrico em questão e da quantidade de produto envolvido. Em caso de incêndio, use extintores de água em forma de neblina, CO2 ou pó químico ficando a favor do vento para evitar intoxicação.

DESTINO FINAL DE RESÍDUOS E EMBALAGENS: As embalagens devem ser enxaguadas três vezes e a calda resultante acrescentada à preparação para ser pulverizada (tríplice lavagem). Não reutilize embalagens vazias. Observar legislação Estadual e Municipal específica. Fica proibido o enterrio de embalagens em áreas inadequadas, consulte o órgão Estadual do Meio Ambiente.

Recomenda-se, de maneira geral, o manejo integrado de pragas (MIP), envolvendo todos os princípios e medidas disponíveis e viáveis de controle, como o controle cultural, controle biológico (predadores e parasitoides), controle microbiano, controle por comportamento, variedades resistentes e controle químico, sempre alternando produtos de diferentes grupos químicos, com mecanismos de ação distintos.
Recomenda-se, de modo geral, o manejo integrado de doenças, envolvendo todos os princípios e medidas disponíveis e viáveis de controle. O uso de sementes sadias, variedades resistentes, rotação de culturas, época adequada de semeadura, adubação equilibrada, controle biológico, manejo da irrigação e outros, visam o melhor equilíbrio do sistema.

Qualquer agente de controle de insetos pode ficar menos efetivo ao longo do tempo se a praga-alvo desenvolver algum mecanismo de resistência. Implementando-se as seguintes estratégias de manejo de resistência a inseticidas (MRI) pode-se prolongar a vida útil dos inseticidas:
- Qualquer produto para controle de inseto da mesma classe ou modo de ação não deve ser utilizado em gerações consecutivas da mesma praga;
- Utilizar somente as doses recomendadas no rótulo/bula;
- Em caso de dúvidas, consultar sempre um Engenheiro Agrônomo para direcionamento sobre as recomendações locais para o Manejo de Resistência a Inseticidas (MRI);
- Incluir outros métodos de controle de insetos (Ex.: Controle Cultural, Biológico, etc.) dentro do programa de Manejo Integrado de Pragas (MIP) quando disponível e apropriado;
- Sempre consultar um Engenheiro Agrônomo para a orientação sobre as recomendações locais para o manejo de resistência.

Sempre que houver disponibilidade de informações sobre MIP, provenientes da pesquisa pública ou privada, recomenda-se que estes programas sejam implementados. Qualquer agente de controle de insetos pode se tornar menos efetivo ao longo do tempo, se a praga alvo desenvolver algum mecanismo de resistência a ele. O Comitê Brasileiro de Ação a Resistência a Inseticidas (IRAC – BR) recomenda as seguintes estratégias de manejo de resistência visando prolongar a vida útil do inseticida:
- Qualquer produto para controle de pragas, da mesma classe ou modo de ação, não deve ser usado em gerações consecutivas da praga;
- Usar somente as doses recomendadas na bula/rótulo;
- Consultar sempre um Engenheiro Agrônomo para orientação sobre o Manejo de Resistência a Inseticidas;
- Incluir outros métodos de controle de pragas (Ex.: controle cultural, biológico, químico, etc) dentro do programa de Manejo Integrado de Pragas, quando disponível e apropriado.