Bula Trytor

CI
Triclopir Butotílico
23721
BRA

Composição

Triclopir-butotílico 687 g/L
Equivalente ácido de Triclopir-butotílico 480 g/L

Classificação

Terrestre/Aérea
Herbicida
4 - Produto Pouco Tóxico
II - Produto muito perigoso
Não inflamável
Não corrosivo
Concentrado Emulsionável (EC)
Seletivo, Sistêmico

Tipo: Balde
Material: Metálico/Plástico
Capacidade: 30 L

Tipo: Bombona
Material: Plástico
Capacidade: 60 L

Tipo: Contentor intermediário- IBC
Material: Metálico/Plástico com estrutura metálica externa
Capacidade: 1200 L

Tipo: Frasco
Material: Metálico/Plástico
Capacidade: 2 L

Tipo: Tambor
Material: Metálico/Plástico
Capacidade: 220 L.

INSTRUÇÕES DE USO

O produto é um herbicida seletivo de ação sistêmica e pós-emergente para o controle de plantas infestantes em pastagens e em arroz irrigado, nos sistemas de semeadura em solo seco e em solo inundado.

MODO, NÚMERO E ÉPOCA DE APLICAÇÃO

PASTAGEM

Deve-se fazer urna aplicação ao ano, quando as plantas daninhas estiverem em pleno processo de desenvolvimento vegetativo. • Aplicação Terrestre O produto deve ser aplicado na parte aérea das plantas através de pulverizador tratorizado, equipado com pontas de pulverização (bicos) de jato leque com indução a ar para a produção de gotas grossas a extremamente grossas a fim de reduzir a deriva. O volume de aplicação deve ser de 200 a 300 L de calda/ha.

- Pressão de trabalho: 30-70 lbf/pol².
- Diâmetro de gotas: acima de 300 micra.
- Densidade de gotas: 30 gotas/cm².

Para outros parâmetros referentes à tecnologia de aplicação, seguir as recomendações técnicas indicadas pela pesquisa e/ou assistência técnica da região, sempre sob orientação de um Engenheiro Agrônomo.

Aplicação Aérea

O produto deve ser aplicado via aérea através de aeronaves agrícolas equipadas com barra contendo bicos hidráulicos ou atomizadores rotativos apropriados para proporcionar a densidade e diâmetro de gota desejado.
O ajuste dos equipamentos deve ser feito cuidadosamente de forma a garantir o diâmetro e espectro de gotas desejado.
O equipamento de aplicação deve estar em perfeitas condições de funcionamento, isento de desgaste e vazamentos. A largura da faixa de deposição efetiva deve ser previamente determinada, em função do modelo de aeronave, altura de voo, equipamento e diâmetro das gotas.
O volume da calda deve ser estabelecido em função do diâmetro de gotas e da densidade de gotas (gotas/cm²) utilizados.

Altura de voo: A altura do voo depende das características da aeronave, das condições da área alvo, em especial da altura da vegetação e dos obstáculos ao voo, do diâmetro das gotas e das condições atmosféricas, em especial temperatura, vento e umidade relativa do ar. Como regra geral, a altura de voo situa-se entre 3 a 6 metros acima da vegetação a controlar, sendo maior quanto maior o porte da aeronave.

Largura da faixa de deposição: Deve ser determinada mediante testes de deposição com as aeronaves e equipamentos que serão empregados na aplicação. Varia principalmente com a altura de voo, porte da aeronave e diâmetro das gotas.

Volume de aplicação e Diâmetro de gotas: recomenda-se que seja utilizado volume de calda entre 30 e 50 L/ha, com gotas das classes grossas a extremamente grossas, ou seja, gotas com DMV (diâmetro mediano volumétrico) acima de 300 micra, para que resulte em uma cobertura mínima o suficiente para a obtenção da eficácia do produto.

Seleção das pontas de pulverização: Use pontas jato plano de impacto com o menor ângulo do defletor, para gotas mais grossas, ou de preferência de jato plano “simples”, com ângulo de abertura no lequebmenor ou igual a 40 graus e sempre com o bico voltado para trás (zero grau de deflexão). Pontas de jato sólido voltadas para trás produzem as gotas mais grossas e o menor potencial de deriva. Caso seja usada ponta de jato cônico, não usar core 45, e dar preferência pelo uso de core 46, e discos de maior vazão, para minimizar o risco de deriva. É importante que às pontas sejam escolhidas em função das características operacionais da aeronave, para que a classe do espectro de gotas fique dentro do recomendado (gotas grossas e extremamente grossas).


Condições climáticas

Devem-se observar as condições climáticas ideais para a aplicação do produto, tais como:

- Aplicar no período chuvoso (outubro a março) com as plantas infestantes em franco crescimento vegetativo;
- Temperatura ambiente até 30°C;
- Umidade relativa do ar no mínimo de 60%;
- Velocidade do vento de 3 a 10 km/h.

Para outros parâmetros referentes à tecnologia de aplicação, seguir as recomendações técnicas indicadas pela pesquisa e/ou assistência técnica da região, sempre sob orientação de um Engenheiro Agrônomo.

ARROZ IRRIGADO

O produto deve ser aplicado no período de pós-emergência das plantas daninhas e da cultura. Apenas uma aplicação é suficiente para o controle das plantas emergidas .

Sistema de semeadura em solo seco

Prática comum nos Estados do Rio Grande do Sul, Goiás e outros. As aplicações devem restringir-se ao período de emergência até antes do início da fase de emborrachamento das plantas do arroz. A área a ser tratada não deve estar inundada no momento da aplicação.

Sistema de semeadura em solo inundado

Prática comum no Estado de Santa Catarina, principalmente ao longo da faixa litorânea, Vale do Itajaí e Vale do Rio Araranguá. A área a ser tratada deve encontrar-se drenada no momento da aplicação. Para os dois sistemas, o produto deve ser diluído em volume de água suficiente para uma distribuição uniforme e aspergido por meio de equipamento terrestre manual e/ou tratorizado ou por meio de equipamentos aéreos.

Aplicação Terrestre

Equipamento tratorizado: No caso de equipamento tratorizado, usar preferentemente bicos tipo leque com indução a ar, espaçados de 50 cm, para a produção de gotas grossas a extremamente grossas, a fim de reduzir a deriva.

- Volume de calda: 200 a 400 L/ha.
- Pressão de trabalho: 30-70 lbf/pol².
- Diâmetro de gotas: acima de 300 micra.
- Densidade de gotas: 30 gotas/cm².

Equipamento costal

Utilizar equipamento pulverizador costal (manual ou motorizado) com bico de pulverização tipo leque com indução a ar, para a produção de gotas grossas a extremamente grossas, a fim de reduzir a deriva.

- Volume de calda: 200 a 400 L/ha.
- Pressão de trabalho: 30-70 lbf/pol².
- Diâmetro de gotas: acima de 300 micra.
- Densidade de gotas: 30 gotas/cm².


Aplicação Aérea

Em caso de aplicação aérea, utilizar os seguintes parâmetros:

Tipos de bico: Use pontas jato plano de impacto com o menor ângulo do defletor; para gotas mais grossas, ou de preferência de jato plano “simples”, com ângulo de abertura no leque menor ou igual a 40 graus e sempre com o bico voltado para trás (zero graus de deflexão). Pontas de jato sólido voltadas para trás produzem as gotas mais grossas e o menor potencial de deriva. Caso seja usado ponta de jato cônico, não usar core 45, e dar preferência pelo uso de core 46, e discos de maior vazão, para minimizar o risco de deriva. É importante que as pontas sejam escolhidas em função das características operacionais da aeronave, para que a classe do espectro de gotas fique dentro do recomendado (gotas grossas e extremamente grossas).

Volume de aplicação: 30 a 50 L/ha.

Tamanho e densidade de gotas: acima de 300 micras com 20 a 40 gotas/cm².

Condições climáticas: Devem-se observar as condições climáticas ideais para a aplicação do produto, tais como:

- Temperatura ambiente até 30°C;
- Umidade relativa do ar no mínimo de 55%;
- Velocidade do vento de 3 a 10 km/h.

Para outros parâmetros referentes à tecnologia de aplicação, seguir as recomendações técnicas indicadas pela pesquisa e/ou assistência técnica da região, sempre sob orientação de um Engenheiro Agrônomo.


INTERVALO DE REENTRADA DE PESSOAS NAS CULTURAS E ÁREAS TRATADAS

Não entre na área em que o produto foi aplicado antes da secagem completa da calda (24 horas após a aplicação). Caso necessite entrar antes desse período, utilize os equipamentos de proteção individual (EPIs) recomendados para o uso durante a aplicação.

LIMITAÇÕES DE USO

- Produto para uso exclusivamente agrícola.
- Não fitotóxico quando aplicado nas culturas, doses e forma recomendada.
- Não há limitações de uso, desde que sejam seguidas as recomendações.
- Evitar que o produto atinja, diretamente ou por deriva, as espécies úteis suscetíveis ao herbicida, tais como dicotiledôneas em geral.
- Descontaminar completamente qualquer equipamento empregado na aplicação do produto antes de utilizá-lo em outras culturas susceptíveis.
- Em aplicações sobre a cultura do arroz, evitar atingir outras culturas próximas.

De acordo com as recomendações aprovadas pelo órgão responsável pela Saúde Humana – ANVISA/MS.

De acordo com as recomendações aprovadas pelo órgão responsável pelo Meio Ambiente – IBAMA/MMA.

Sempre que houver disponibilidade de informações sobre programas de Manejo Integrado, provenientes da pesquisa pública ou privada, recomenda-se que estes programas sejam implementados.

O uso continuado de herbicidas com o mesmo mecanismo de ação pode contribuir para o aumento de população de plantas infestantes a ele resistentes. Como prática de manejo de resistência de plantas daninhas e para evitar os problemas com a resistência, seguem algumas recomendações:
- Rotação de herbicidas com mecanismos de ação distintos do Grupo O para o controle do mesmo alvo, quando apropriado;
- Adotar outras práticas de controle de plantas daninhas seguindo as boas práticas agrícolas;
- Utilizar as recomendações de dose e modo de aplicação de acordo com a bula do produto;
- Sempre consultar um Engenheiro Agrônomo para o direcionamento das principais estratégias regionais para o manejo de resistência e a orientação técnica da aplicação de herbicidas;
- Informações sobre possíveis casos de resistência em plantas daninhas devem ser consultados e, ou, informados à: Sociedade Brasileira da Ciência das Plantas Daninhas (SBCPD: www.sbcpd.org), Associação Brasileira de Ação à Resistência de Plantas Daninhas aos Herbicidas (HRAC-BR: www.hrac-br.org), Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA: www.agricultura.gov.br).

GRUPO O HERBICIDA

O herbicida é composto por Triclopir-butotílico, que apresenta mecanismo de ação como Mimetizadores da auxina (auxinas sintéticas), pertencente ao Grupo O, segundo classificação internacional do HRAC (Comitê de Ação à Resistência de Herbicidas).




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