Bula Verpavex

CI
Baculovírus (Helicoverpa armigera Nucleopolyhedrovírus (HearNPV))
1016
Andermatt do Brasil

Composição

Helicoverpa armigera Nucleopolyhedrovirus (HearNPV) 6,96 g/L

Classificação

Terrestre/Aérea
Inseticida microbiológico
Não Classificado
IV - Produto pouco perigoso ao meio ambiente
Não inflamável
Não corrosivo
Suspensão Concentrada (SC)
Inseticida microbiológico

Garrafa de plástico (polietileno de alta densidade) - 100mL, 200mL, 500mL, 1L
Galão de plástico (polietileno de alta densidade) - 5, 10, 20L
Container plástico/metal - 500 e 1000L

INSTRUÇÕES DE USO

VERPAVEX é um inseticida microbiológico indicado para o controle da lagarta Helicoverpa armigera.
*Produto com eficiência agronômica comprovada nas culturas do feijão e soja, podendo ser utilizado em qualquer cultura com ocorrência do alvo biológico.

NÚMERO, ÉPOCA E INTERVALO DE APLICAÇÃO

Época de aplicação: VERPAVEX deve ser aplicado sobre a cultura, quando for observada a presença de ovos do alvo biológico indicado, na eclosão das primeiras lagartas. Realizar a segunda aplicação 8 dias após a primeira, para prolongar o período de controle das lagartas. Caso necessário, realizar uma nova aplicação, respeitando-se o limite de no máximo 4 aplicações do produto, num mesmo ciclo da cultura.
Modo de aplicação: VERPAVEX deve ser aplicado na forma de pulverização foliar sobre a cultura. No preparo da calda de aplicação, o pH da água deve estar entre 5,0 e 8,5.
Preparo da calda: antes de adicionar o produto ao tanque do pulverizador, misturar o produto com água em um volume menor, agitar vigorosamente até obter uma solução homogênea e então adicionar ao tanque, mantendo a agitação da calda.
Condições climáticas recomendadas durante a pulverização:
• Umidade relativa do ar acima de 55%
• Temperatura abaixo de 30°C
• Velocidade do vento entre 3 a 10 km/h

Aplicação terrestre
Através de pulverizador costal ou tratorizado, equipados com pontas que reduzem perdas por deriva e promovem uma cobertura homogênea sobre a cultura, conforme as recomendações do fabricante. Utilizar o volume de calda de 100 a 200L (amendoim, arroz, feijão e soja); 200 a 400 L (algodão, batata, café, milho, milheto, sorgo e girassol); 600 a 1000 L (tomate); 1000 a 2000 L (citros). O volume de calda poderá ser alterado de acordo com os equipamentos de aplicação e a cultura tratada.

Aplicação aérea
Através de aeronaves agrícolas utilizando volume de calda entre 30 e 50 L/ha. As pontas devem ser apropriadas para o tipo de aplicação. Recomenda-se o fechamento de bicos nas pontas das asas para evitar perdas por influência dos vórtices. Evitar aplicações com velocidade do vento inferiores a 3 km/h devido ao fenômeno da inversão térmica.
OBS: assegurar que a pulverização ou sua deriva não atinjam culturas vizinhas, áreas habitadas, leitos de rios e fontes de água, criações e áreas de preservação ambiental. Seguir rigorosamente as instruções da legislação pertinente e vigente.

RECOMENDAÇÕES DE ARMAZENAMENTO E MANUSEIO

Em temperaturas até -18°C o produto se mantém líquido e pode ser imediatamente utilizado para aplicação, não necessitando descongelamento.
Armazenamento por 2 anos a 5°C mantém a integridade do produto.
Armazenamento por mais de 2 anos a -18°C mantém a integridade do produto.

INTERVALO DE SEGURANÇA

Intervalo de segurança não determinado devido à característica microbiológica do ingrediente ativo.

INTERVALO DE REENTRADA DE PESSOAS NAS ÁREAS TRATADAS

Não entre na área em que o produto foi aplicado antes da secagem completa da calda (no mínimo 24 horas após a aplicação). Caso necessite entrar antes desse período utilize os equipamentos de proteção individual (EPI) recomendado para o uso durante a aplicação.

LIMITAÇÕES DE USO

Os usos do produto estão restritos aos indicados no rótulo e bula.
Quando este produto é utilizado nas doses recomendadas, não causa danos às culturas indicadas.

De acordo com as recomendações aprovadas pelo órgão responsável pela Saúde Humana – ANVISA/MS.

De acordo com as recomendações aprovadas pelo órgão responsável pelo Meio Ambiente – IBAMA/MMA.

VERPAVEX pode ser usado com sucesso como parte do programa de Manejo Integrado de Pragas (MIP), o qual também pode incluir outros métodos de controle de insetos (Ex. controle cultural, controle químico, etc.).
Os princípios e práticas do Manejo Integrado de Pragas incluem avaliação do campo e sistemas de monitoramento (armadilhas com feromônio), correta identificação da praga-alvo, monitoramento populacional, rotação de inseticidas com diferentes modos de ação e tratamento quando as populações da praga-alvo atingirem limiares determinados localmente.

A resistência de pragas a agrotóxicos ou qualquer outro agente de controle pode tornar-se um problema econômico, ou seja, fracassos no controle da praga podem ser observados devido à resistência.
O uso repetido do Verpavex ou de outro produto do mesmo grupo pode aumentar o risco de desenvolvimento de populações resistentes em algumas culturas.
Para manter a eficácia e longevidade do Verpavex como uma ferramenta útil de manejo de pragas agrícolas, é necessário seguir as seguintes estratégias que podem prevenir, retardar ou reverter a evolução da resistência:
Adotar as práticas de manejo a inseticidas, tais como:
• Rotacionar produtos com mecanismo de ação distinto. Sempre rotacionar com produtos de mecanismo de ação efetivos para a praga alvo.
• Aplicações sucessivas de Verpavex podem ser feitas desde que o período residual total do “intervalo de aplicações” não exceda o período de uma geração da praga-alvo.
• Seguir as recomendações de bula quanto ao número máximo de aplicações permitidas.
• Respeitar o intervalo de aplicação para a reutilização do Verpavex ou outros produtos quando for necessário;
• Sempre que possível, realizar as aplicações direcionadas às fases mais suscetíveis das pragas a serem controladas;
• Adotar outras táticas de controle, previstas no Manejo Integrado de Pragas (MIP) como rotação de culturas, controle biológico, controle por comportamento etc., sempre que disponível e apropriado;
• Utilizar as recomendações e da modalidade de aplicação de acordo com a bula do produto;
• Sempre consultar um Engenheiro Agrônomo para o direcionamento das principais estratégias regionais para o manejo de resistência e para a orientação técnica na aplicação de inseticidas;
• Informações sobre possíveis casos de resistência em insetos e ácaros devem ser encaminhados para o IRAC-BR (www.irac-br.org.br), ou para o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (www.agricultura.gov.br).




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