Evitar a reutilização de seringas e quaisquer outros objetos que possam ter sido contaminados com sangue é uma das principais estratégias para se evitar a transmissão da Aids. Certo? Mas não estamos falando de humanos. No caso de cavalos, existe uma doença que pode ser considerada semelhante à Aids e que necessita da mesma forma de controle, ou seja, interromper a transmissão pelo uso de seringas e outros instrumentos eventualmente infectados. Trata-se da AIE (Anemia Infecciosa Equina), uma doença infectocontagiosa que atinge equídeos (não só cavalos, mas também muares e asininos) e que provoca a destruição maciça de hemácias, as células vermelhas do sangue.
O Pantanal brasileiro é uma região endêmica da AIE, mas existem fazendas que estão conseguindo controlar a transmissão e se tornaram propriedades livres da doença.
Os fazendeiros que conseguiram este controle apontam diversas vantagens em manter a tropa saudável, sem animais positivos para a AIE. Uma delas é o melhor desempenho destes equídeos nos trabalhos de campo, por exemplo. O cavalo é peça-chave para a pecuária do Pantanal, pois é utilizado diariamente na lida com o gado. Tropas sadias terão reflexo direto na atividade econômica.