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Recuperação de vendas dá novo ânimo a entreposto de hortifruti


O volume de frutas, legumes e verduras comercializados no Ceagesp (Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo) esse ano deve ser um pouco menor que do ano passado. A queda pode ser de 1%, conforme afirma Flávio Luiz Godas, economista da Ceagesp. A receita deverá fechar com queda semelhante, de 1%. O desempenho no 1º semestre foi ruim, mas uma recuperação das vendas está em curso, no 2º semestre, nos entrepostos.

No 1º semestre desse ano o volume comercializado - excluindo flores e peixes, foi de quase 1,3 milhão de toneladas, uma queda de 4%, em relação ao mesmo período do ano passado, quando atingiu cerca de 1,4 milhão de toneladas. Isto resultou no recuo da receita das 4 mil empresas da Ceagesp, que fecharam o 1º semestre com R$ 600 milhões, 4% a menos que em igual período de 2002.

No ano passado o volume de dinheiro gerado pelas empresas da Ceagesp foi de R$ 1 bilhão.

De acordo com Godas, o que prejudicou o 1º semestre desse ano foi o grande período de chuvas, principalmente, no mês de janeiro. "Foram quase 40 dias de chuvas", observa. "Entre as safras mais prejudicadas estavam a abobrinha, batata, cebola, e inclusive, o tomate", afirma. Segundo ele, o tomate chegou a ter aumento de 100%. Já no 2º trimestre desse ano, as coisas estão melhorando, afirma o economista. Godas observa que a falta, ou menor quantidade, de produtos nas barracas, faz com que os valores cresçam. Mas, como o poder aquisitivo da população está baixo, as pessoas não estão comprando, explica o economista.

Os produtos tropicais tiveram êxito, com a ajuda do comportamento da estação, e por serem mais resistentes à mudança de tempo, como por exemplo, morango, caqui e tangerina. Portanto, como tiveram uma boa safra, sua produção aumentou no primeiro semestre de 2003, entre 5% a 10% em relação ao mesmo período do ano passado, e conseqüentemente, seus valores caíram na mesma proporção. "É normal, quando a oferta é grande os valores tendem a cair", explica o economista.

Laranja

As laranjas tiveram uma produção normal, porém a compra foi abaixo do normal. De acordo com Godas, a explicação é que a indústria não está comprando com a mesma proporção do ano passado, além da exportação ter caído também. De acordo com ele, a exportação no ano passado foi favorecida pela perda da safra norte-americana. “Esse ano como a produção está normal nos Estados Unidos, a compra, ou melhor, a exportação caiu”, afirma. Conseqüentemente, o valor da laranja está 10% menor.

A expectativa para o 2º semestre é que o período de frio não se prolongue. "O frio retarda a maturação de alguns produtos", afirma.

Às quartas-feiras, das 15 horas às 22 horas, e aos sábados e domingos (das 6h às 13h), acontecem "varejões" na Ceagesp, ou seja, abre-se uma feira livre. De acordo com o economista, só nos finais de semana circulam pela feira cerca de 5 mil pessoas. Segundo ele, os produtos são vendidos a valores 20% a 30% maiores que no atacado.

Godas afirma que, por dia a Ceagesp comercializa cerca de 10 mil toneladas e as perdas não chegam a 1%. Já o fluxo financeiro gerado por dia gira em torno de R$ 4 milhões a R$ 5 milhões. Segundo Godas, mesmo tendo pouco resultado de sobras, elas são encaminhadas para projetos sociais, ou seja, reaproveitamento. Os produtos em boas condições, que ainda podem ser consumidos, levam um destino. Já os outros são transformados em adubos orgânicos.

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