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Controle de plantas daninhas em pomares

A eliminação de espécies indesejadas (plantas daninhas) que crescem com a cultura, competindo pelos recursos água, luz, nutrientes e CO2, é uma necessidade que existe desde que o homem passou a cultivar seu alimento. As plantas daninhas podem afetar negativamente a quantidade e a qualidade da produção. O controle de plantas daninhas em pomares está passando por mudanças. Isso se deve aos diferentes sistemas de produção adotados pelos produtores de frutas. O sistema convencional, amplamente usado pelos fruticultores, está sendo substituído pelos sistemas orgânico e integrado. Esta mudança deve-se a fatores econômicos, à conscientização do produtor para questões ambientais e às exigências do mercado consumidor. O sistema de produção integrada de frutas (PIF) não prevê o uso de componentes que possam afetar negativamente os mecanismos naturais de controle da produção, ou seja, que interfiram negativamente na biodiversidade ou que apresentem riscos à saúde humana ou ao meio ambiente, predispondo as plantas a serem afetadas pelas pragas. Dessa forma, aqueles produtores que optarem pela produção integrada de frutas terão que reduzir a quantidade de herbicida utilizada e deixar de usar determinados ingredientes ativos, necessitando buscar alternativas para controlar as plantas daninhas nos pomares. Já o sistema de produção orgânica (PO) privilegia o fortalecimento da biodiversidade, estimulando o desenvolvimento equilibrado das plantas. Nesse sistema, os agroquímicos usados, neste caso para prevenção e controle de pragas e doenças, não devem ter origem sintética e, portanto, os produtores não poderão usar herbicidas sintetizados para controlar plantas daninhas. Por outro lado, o sistema de produção convencional (PC) permite ao produtor lançar mão de todos os herbicidas registrados para a cultura, respeitadas as recomendações técnicas específicas de cada produto.Vale salientar que a composição da vegetação de uma área está diretamente ligada à pressão de seleção exercida pelos métodos de controle usados, e que o controle eficiente de plantas daninhas não implica em inexistência destas no pomar. A cultura “tolera” certo grau de interferência sem resultar em perdas significativas na produção ou, ainda, existem situações onde o controle possui custo superior às possíveis perdas. Portanto, existe a necessidade de se conhecer as espécies que ocorrem no pomar, quais as proporções e suas implicações, pois só assim será possível usar racionalmente os diferentes métodos de controle disponíveis em cada sistema de produção.
 
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Autores: Leandro Vargas & Erivelton Scherer Roman
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