Vencer num mercado com margens apertadas e concorrência feroz exige atenção, foco e inovação, investimentos cuidadosos em tecnologia e consistentes em Recursos Humanos
Janeiro de 2007 - Não há nada mais produtivo do que aprender com os erros e maximizar os acertos no ano que começa. O alto grau de competitividade do mercado obriga que os empresários não apenas saibam explorar os recursos disponíveis e aplicados em seus negócios como também estejam sempre atualizados sobre as tendências e as ferramentas de gestão disponíveis e, de fato, colocá-las em prática. Por isso, planejar as ações e definir prioridades para o próximo ano são atitudes fundamentais para o sucesso.
O cenário de negócios está em constante mudança, tanto do lado da oferta como da demanda, oferecendo oportunidades de crescimento para alguns e ameaças de fracasso para muitos. O principal diferencial entre os vencedores e os que ficam para trás está na gestão eficiente da cadeia, que inclui, entre outros, a automação de processos entre fornecedor e varejista, o alinhamento de cadastros, a padronização de sistemas e documentos, a rastreabilidade dos pedidos, a visibilidade dos estoques, a responsabilidade compartilhada pelo sucesso e a prevenção de perdas e quebras operacionais. Estas duas medidas possibilitam aumentar a lucratividade, com reflexos no preço final das mercadorias e nas vendas da empresa, assim como no faturamento. Dessa forma, o círculo vicioso de prevenção torna-se um círculo virtuoso de ganhos.
Os vencedores também estão permanentemente atentos às mudanças no ambiente de negócios e focam, em primeiro lugar, a operação, para assegurar que o sortimento definido esteja sempre disponível, com os menores estoques e custos, por meio de serviços ágeis e sistemas de informações atualizados. E, acima de tudo, conhecem e entendem os hábitos de seus clientes, oferecendo-lhes um valor diferenciado, algo que vai além da simples colocação da mercadoria na prateleira. Eles buscam identificar e oferecer uma solução de compra para o consumidor, facilitando o trabalho de procura de produtos e gastando menos tempo na loja. Comprar bem e usar do modo mais inteligente todos os recursos evidentemente são virtudes também presentes nessa descrição.
O ano de 2007 não será um ano fácil: as margens continuarão apertadas, os mercados concorridos, companhias brasileiras terão de ser mais eficientes do que as internacionais, conquistando a preferência dos consumidores, cada dia mais informados e exigentes. Não será um período para acomodados, pois vencer exige atenção, foco e inovação, investimentos cuidadosos em tecnologia e consistentes em recursos humanos.
No cenário fiscal, é necessário por fim à injusta concorrência entre quem não paga impostos e os que cumprem à risca os mandamentos da lei e pressionar os governantes para que cumpram seu papel, minimizando o custo da máquina pública, para que os impostos possam ser reduzidos. Apenas dessa forma será possível o efetivo crescimento da economia interna, como provam os países que conseguiram reduzir drasticamente os tributos e passaram a investir na eficiência das empresas e na capacitação das pessoas.