Tal aumento visaria reduzir a pressão inflacionária que está surgindo pela forte liquidez existente. O movimento tenderá a reduzir de forma substancial a própria liquidez e a especulação mundial, com os preços internacionais voltando a níveis mais baixos. Isto deverá igualmente trazer o valor do dólar para níveis superiores aos atuais, ajustando as taxas de câmbio das economias com moedas sobrevalorizadas. O mercado calcula que tal movimento poderá se dar até meados de 2008 (as previsões iniciais eram de que isto aconteceria no transcorrer de 2007). A origem de tal movimento internacional poderá estar na economia interna dos EUA e suas contradições. Em primeiro lugar, o seu PIB está em recuo (o primeiro trimestre do ano apontou um crescimento de 0,6% anualizado, indicando um PIB final, no ano, de 2,2% após 3,3% em 2006). Paralelamente, no momento em que a redução de juros poderia ser o mecanismo para acelerar a retomada, dois outros indicadores econômicos colocam em xeque a eficácia de tal medida. O primeiro mostra que uma recessão local está longe de ocorrer já que o consumo se mantém firme, representando 70% do PIB daquele país. Tal demanda cresceu 4,4% no primeiro trimestre deste ano, contra 4,6% no trimestre anterior. Este fato mantém a inflação em ritmo elevado, sendo que o índice ao consumidor subiu 3,3% (sem considerar a alimentação e a energia este índice foi de 2,2%) anualizado, superando os 2% considerados aceitáveis pelo FED. Ao mesmo tempo, o desemprego se manteve em 4,5% da população ativa em abril (no Brasil o mesmo foi de 10,1% no mesmo mês), enquanto o nível de lucro das empresas, em relação ao PIB, ficou em 12,3% no primeiro trimestre. A grande questão é: o que fará os EUA no momento em que mais uma eleição presidencial se aproxima?
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