11)A riqueza privada cresceu em dois dígitos nos EUA e na Austrália, enquanto emergentes como o Brasil experimentaram crescimento muito mais fraco. A China reforçou sua posição como segunda nação mais rica do planeta, atrás dos EUA;
12)Todos os grandes índices de ações subiram em 2013, em meio à relativa estabilidade econômica na Europa e nos EUA e aos sinais de recuperação nas economias mais duramente atingidas pela crise da zona do euro, como a Irlanda, Espanha e Portugal;
13)As projeções para 2018 mostram que a China deve ter a maior expansão da riqueza privada. Segundo o Boston Consulting Group, a riqueza privada chinesa crescerá 84% até 2018, para US$ 40 trilhões. Ainda assim, permanecerá em segundo lugar, atrás dos EUA, onde a riqueza privada deverá aumentar 17% no intervalo, para US$ 54 trilhões;
14)Segundo o mesmo relatório BCG “Global Wealth 2013”, a riqueza privada na América Latina aumentou +11,1% em 2013, mas para apenas US$ 3,9 bilhões. No entanto, tendo em conta as desvalorizações cambiais em muitos países latino-americanos como Brasil, Argentina e Chile, a riqueza privada na região foi muito prejudicada;
15)Na América Latina 1% das famílias mais ricas acumulam 38,1% da riqueza financeira total da região. Da mesma forma, o número de famílias milionárias aumentou na região de cerca de 200 mil em 2012 para cerca de 300.000 em 2013;
16)Já o relatório Global Wealth 2014 prevê-se que a riqueza privada mundial amplie 5,4% ao ano nos próximos 5 anos, chegando a US$ 198,2 bilhões no final de 2018.
Vide estudo completo em inglês em:
http://migre.me/jLKzF
O OUTRO LADO DA MOEDA – A POBREZA CRESCENTE, JÁ PRESENTE ATÉ NOS PAISES RICOS E COM TENDÊNCIAS DE AMPLIAR EM TODOS OS PAISES – Relatório OXFAM no Forum Davos 2013 - (extraído de: virounoticiams.empregos em 20/01/2014)
“Apenas 85 pessoas no mundo detêm 46% de toda a riqueza produzida no planeta - mesmo percentual de metade da população - segundo este novo relatório divulgado no Fórum Econômico de
Davos, na Suíça. O documento realça a incapacidade de políticos e líderes empresariais em deter o crescimento da desigualdade econômica.”
"Os resultados apresentados no estudo minam a democracia e tornam mais difícil a luta contra a pobreza", afirmou o grupo humanitário britânico Oxfam International, que assina o relatório.”
“É impressionante que, em pleno Século XXI, metade da população mundial tenha apenas um pouco mais do que uma elite cujos números permitem tê-los, todos, sentados confortavelmente em um único vagão de um trem. Ampliando-se a desigualdade, cria-se um círculo vicioso no qual a riqueza e o poder concentram-se, cada vez mais, nas mãos de poucos, deixando o resto de nós a lutar por migalhas da mesa superior - disse Winnie Byanuima, diretora executiva do grupo.”
“A Organização
Internacional de Trabalho (OIT), em linha com a miséria causada por um sistema global intrinsecamente injusto, mais de 200 milhões de trabalhadores estão desempregados no mundo. Apenas a União Européia tem mais de 30 milhões de pessoas sem emprego e 127 milhões vivendo na pobreza extrema. Na França, mil empregos são destruídos por dia e cinco milhões estão sem trabalho. Na América Latina e Caribe a taxa de desemprego entre os jovens é de 13,7%, ou 22 milhões; na Espanha, 56%, e na Grécia, 61%. Ainda de acordo com a OIT, 73 milhões de jovens estão desempregados e este índice continua crescendo.”
"Na Alemanha, um dos maiores exportadores do mundo e país mais rico da União Européia, 30% da população vivem abaixo da linha de pobreza e 7,45 milhões de trabalhadores têm "mini-empregos", nos quais o trabalhador recebe 450 euros (R$ 1.200) por mês. Caso esses trabalhadores fossem somados à população desempregada, o desemprego pularia de 7% para 24%.”
“Na principal cidade dos Estados Unidos, Nova York, 50 mil trabalhadores moram em abrigos porque seus empregos são de baixa remuneração e na Espanha, até junho de 2013, 20 mil famílias foram despejadas de suas casas.”
“A fome segue como a principal causa de morte no planeta. Na década de 1950, 60 milhões de pessoas passavam fome. Atualmente, são quase um bilhão. Mas, de acordo com a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), o número de pessoas com desnutrição - que sofrem de uma ou mais deficiências em micronutrientes (vitaminas e outros) -já alcança dois bilhões. Segundo Jean Ziegler, ex-relator especial para o Direito à Alimentação das Nações Unidas (ONU), 18 milhões morrem de fome por ano e, a cada 5 segundos, uma criança morre de fome.”
“O desenvolvimento do capitalismo (selvagem??), portanto, não trouxe mais progresso nem uma vida melhor para a maioria da população, mas sim desemprego, fome e sofrimento. Porém se a pobreza aumenta, cresce a riqueza daqueles 85 capitalistas. Em 2000, apenas 1% dos norte-americanos detinha 32,8% da riqueza do país; em 2013, passaram a abocanhar 40%.”
Oligarquia financeira
“No mundo, de acordo com Mapa da Desigualdade em 2013, os 10% mais ricos do planeta detinham 86% da riqueza mundial. Destes, 0,7% tem US$ 98,7 trilhões e a posse de 41% da riqueza mundial, maior valor já registrado na História da Humanidade. Com uma enorme soma de capital em suas mãos, um reduzido grupo de multimilionários, donos de grandes bancos,
fundos de investimentos e monopólios espalhados pelo planeta, controlam a indústria, o
comércio e a agricultura.“
“Estudo realizado pelo Instituto Federal de
Tecnologia da Suíça enfocando 43 mil empresas multinacionais concluiu que 174 delas (na maioria bancos) controlam 40% da economia mundial.“
“Nos Estados Unidos, maior país capitalista do mundo, apenas cinco bancos (JP Morgan, Goldman Sachs, Citigroup, Bank of América e Weels Fargo) têm ativos de US$ 8,5 trilhões, cerca de 56% do PIB, e 10 empresas controlam 85% dos alimentos de base negociados no mundo.“
“Não bastasse, desde o início da crise, governos e bancos centrais repassaram mais de US$ 30 trilhões a essa oligarquia financeira, provocando o maior endividamento público da história. Somente o Tesouro dos EUA, segundo relatório do U.S. Government Accountability Office (U.S. GAO), entregou 16 trilhões de dólares em empréstimos a