A inflação pode ser entendida como o aumento acelerado de preços num determinado período de tempo, corroendo o poder de compra da população atingida por tal aumento. Desta forma, a mesma se constitui no pior “imposto” que uma sociedade pode sofrer, pois a renda obtida não acompanha o aumento dos preços. Fica evidente que tal situação atinge sempre mais à população de baixa renda, ou seja, a mais pobre, a qual não possui mecanismos financeiros à disposição para se proteger suficientemente da elevação dos preços. Nas últimas duas décadas, com raras exceções, o mundo colocou em prática um sistema de controle inflacionário chamado de “meta inflacionária”. Ou seja, estabelece-se uma meta para a inflação anual do país, a partir de um índice considerado oficial, e o governo, a partir de suas instâncias, procura conter a alta dos preços para que a mesma fique dentro da meta. O Brasil, desde janeiro de 1999, quando foi obrigado a deixar o câmbio flutuar no mercado, adotou um tripé básico para manter a estabilidade da economia nacional, iniciada em 1994 com o lançamento do Plano Real. Esse tripé, além da obrigação de um superávit primário e do câmbio flutuante, tem igualmente a meta inflacionária como instrumento. Nos últimos anos, nossa meta inflacionária, medida pelo IPCA, é de 4,5% ao ano, com margem de dois pontos percentuais para cima ou para baixo. Até o final de 2007 vínhamos conseguindo manter a inflação inclusive abaixo da meta. Todavia, em 2008 os preços dispararam e o IPCA aponta, para o final desse ano, uma inflação acima inclusive do teto da meta, ou seja, acima de 6,5%. Sem falar que muitos preços, inclusive dos alimentos, em determinados momentos, subiram muito acima disso, corroendo a renda da população nacional e causando preocupações.
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