O país latino-americano que mais recebe este tipo de recurso é o México. Foram US$ 20 bilhões em 2005, o que representou 3% do PIB nacional. O Brasil recebeu US$ 6,5 bilhões, ou 1% do PIB no ano passado. O país cujo PIB mais depende destes recursos é El Salvador, com 17% (US$ 2,8 bilhões em 2005), seguido da Guatemala e da República Dominicana, ambos com 9%. Assim, a falta de poupança própria suficiente, nos obriga a sermos atrativos ao capital existente no exterior. Todavia, alguns fatores estão sendo fontes importantes de problemas para tal movimento. Em primeiro lugar, a febre populista em alguns governos locais, recentemente eleitos e reeleitos. Os últimos em data se encontram no Equador e na Venezuela, com a Argentina devendo continuar na tendência, na medida em que terá eleições presidenciais em 2007. Em segundo lugar, governos populistas e governos inaptos em geral (a exceção parece ser o Chile) não fazem ajustes na estrutura do Estado, alimentando um contínuo sistema estatal que “gasta mais do que arrecada e geralmente gasta mal”, quando não sustenta um sistema de corrupção e fraudes permanente. Isto impede que o crescimento econômico seja maior. Nas últimas três décadas, a economia latino-americana cresceu em média 2,8%. Nela, o Brasil ficou entre 1,5% e 2,5%, enquanto a média mundial foi de 3,3% e na Ásia 7,7%. Em terceiro lugar, a região perde partes de mercado mundial. Em 1980 tínhamos 4,3% de participação na exportação mundial de manufaturados e a Ásia 7,6% deste total mundial. Em 2003, a América Latina recuou para 4,1% deste total, enquanto a Ásia pulou para 22,7%. No momento em que a região busca reverter este quadro, o populismo volta a atrasar o processo, promovendo o fechamento econômico em alguns países. Não será assim que sairemos do subdesenvolvimento!
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