Um dos elementos essenciais para o crescimento econômico é a poupança interna. A mesma, quando suficiente, alavanca os investimentos e, através deles, eleva a produção. Esta gera mais empregos, desde que possa ser vendida, seja no mercado interno seja no mercado externo. Ora, a maioria dos países emergentes e subdesenvolvidos não possui poupança própria suficiente para, através dela, alavancar o crescimento econômico necessário. O Brasil e os demais países latino-americanos se encontram nesta situação. Assim, os mesmos são obrigados a captarem a poupança alheia, ou seja, os recursos existentes e disponíveis na economia mundial. Para tanto, a abertura econômica é um elemento fundamental, pois amplia as possibilidades de vender nossos produtos e atrai capitais. A estabilidade política e econômica é outro ponto crucial, pois estimula a entrada de investimentos externos diretos. O Brasil espera captar US$ 16 bilhões desta maneira em 2007, após US$ 15,5 bilhões em 2006. Afora isto, pode-se recorrer aos empréstimos internacionais, geradores da dívida externa, os quais vêm acompanhados de juros, muitos deles medidos pelo risco-país. Uma outra forma ainda de trazer recursos para dentro do país está nas remessas que os emigrantes brasileiros, hoje morando e trabalhando em outros países, acabam enviando para suas famílias aqui no país. E o volume não é pequeno! Na América Latina, por exemplo, entre 1980 e 2005, o crescimento deste total chegou a 5.400%, transformando a região no maior centro receptor de dinheiro de seus emigrados (Revista Veja, 22/11/06). Hoje são 25 milhões de latino-americanos que vivem no exterior. Em 2005, este contingente de pessoas enviou US$ 55 bilhões a parentes que permaneceram em seus países de origem. Isto sustentou 20 milhões de famílias na região.