É nesse contexto que o Conselho Sul-Americano de Defesa já enfrenta problemas para ser constituído (que dirá para funcionar a contento), pois os interesses são diferentes e as relações diplomáticas entre muitos países estão longe de serem palatáveis, inclusive no quesito "tratamento" entre os pares. A postura do presidente da Venezuela sempre deixou a desejar nesse sentido, para dizer o mínimo. Particularmente no que tange aos aspectos econômicos, a região está longe de conseguir uma integração. Nem mesmo o Mercosul conseguiu ainda sacramentar o seu primeiro estágio econômico, que deveria ser a zona de livre-comércio, que dirá estender esta ambição para os 12 países, pensando agora no estágio superior de União Econômica e Monetária, com moeda única e banco central único, além de livre circulação de pessoas, bens, serviços e capitais. Sem falar na necessidade de se consolidar políticas comuns nas áreas agrícola, previdenciária, educacional, trabalhista e outras. Ou seja, apesar da proposta ser interessante e servir muito ao Brasil, no seu afã de ocupar um espaço de maior destaque no cenário econômico global, infelizmente a mesma ainda se encontra no terreno da utopia. E será muito difícil dele sair enquanto os regimes populistas colocam seus países em constantes crises econômicas e mesmo políticas, casos atuais da Argentina, Bolívia e Venezuela. Para se consolidar uma integração econômica conseqüente é preciso uma profunda agenda de reformas, de medidas comuns a serem adotadas, de liberalização fronteiriça com a eliminação de políticas comerciais protecionistas, de ajustes cambiais; ajustes no déficit público, na taxa interna de juros e assim por diante. Por enquanto a Unasul não apresenta elementos concretos nesse sentido. Ou seja, politicamente o processo até pode avançar, economicamente o caminho é longo.
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