Em reunião ocorrida em Brasília, no final da última semana, os países sul-americanos, tendo como observadores o Panamá e o México, lançaram a UNASUL ou a União das Nações Sul-Americanas. Na prática, esta era uma ambição brasileira, desde o lançamento do Mercosul, em março de 1991. Reunir em torno do bloco os demais países da região, particularmente os que compunham a Comunidade Andina. Assim, 12 países sul-americanos, incluindo a Guiana e o Suriname, se articulam no sentido de formar um bloco continental, tendo a União Européia como referência. Não há dúvida de que o potencial econômico do mesmo é enorme. Trata-se de uma região com um PIB ao redor de US$ 1,92 trilhão ou cerca de 5% da riqueza mundial gerada (dados de 2006), abrigando 380 milhões de pessoas ou 6% da população mundial. Sua extensão territorial ultrapassa 17,8 milhões de km2, abrangendo 12% do globo terrestre. O setor primário e os minérios são as principais atividades econômicas. Todavia, apenas 5% das terras da região são cultivadas, outros 19% se destinam a pastagens e 47% são ocupados por florestas. Por sua vez, o subsolo sul-americano é rico em petróleo, sendo que 25% da área total regional contêm bacias sedimentares com possibilidade de estratos petrolíferos. Sem falar nos poços marítimos recentemente descobertos pelo Brasil. Entretanto, apesar desta riqueza, a capacidade da Unasul se transformar em um bloco econômico concreto, que possa rivalizar com as demais potências do globo é, por enquanto, bastante remota. Isso porque, e em primeiro lugar, a constituição da mesma ocorre muito mais em termos políticos do que econômicos. Em segundo lugar, há enormes divergências entre os países membros, a começar pelo populismo de muitos e o pragmatismo de alguns poucos.
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