ALCA MADE IN MIAMI, PORÉM POSITIVA E POSSÍVEL.
Confesso que segui para Miami com muitas dúvidas, e somente depois de uma conversa com a competente Lucia Maduro, uma das coordenadoras da Coalizão Empresarial Brasileira, é que decidi ir ao VIII ABF – Américas Business Fórum.
Os encontros que antecederam a Reunião Ministerial de Miami, ou seja, a reunião da OMC em Cancún, o encontro de vice-ministros em El Salvador e em Trinidad Tobago, além das reações de nossos parceiros comerciais à proposta brasileira de negociação da Alca em “três trilhos” em contraposição à proposta norte americana; além das notícias que recebíamos com expressas recomendações no que tange ao local onde deveríamos nos hospedar, devido às manifestações de grupos contrários a globalização eram suficientes para tirar o ânimo de muitos.
Entretanto tenho que salientar valeu o esforço e, embora em parte aprisionado na ensolarada Miami, voltei acreditando que foi feito o possível, e que o catastrofismo de alguns, é politicamente compreensível.
O bom senso e o equilíbrio venceram e conseguimos com habilidade e com a determinação de quem sabe o que quer, fazer valer a posição brasileira, junto a grande potência do norte, que não mede conseqüências quando se trata de defender seus “legítimos” interesses.
A Oitava Reunião Ministerial da Alca terminou com uma Declaração Ministerial, que asseguro foi possivelmente o maior tento marcado pelo governo Lula, através de sua equipe de diplomatas, tendo a frente o Ministro Celso Amorim.
Por mais criticado que possa ser, o documento é flexível, não obrigando qualquer país a selar o seu futuro, sem avaliar com o cuidado necessário em que barco estará colocando o seu povo. Creio que efetivamente estamos celebrando a ALCA POSSÍVEL.
Durante a comentada viagem do Presidente Lula a alguns países da África, consta que o Chanceler Celso Amorim, deixou a comitiva presidencial em Moçambique, e desde ali seguiu para o Estado Americano da Virginia, afinal é bom recordamos que o Brasil junto com os Estados Unidos coopreside a ALCA nesta fase final, para encontrar-se com Mr. Zoelick, aquele que sugeriu que se não negociássemos à moda americana, que o fizéssemos com a Antártida.

