Quanto ao reajuste das tarifas públicas, se 2006 terminará com um índice médio de 4,0%, para 2007 a tendência aponta para 4,5%. Já a taxa cambial, que vem deixando o real sobrevalorizado há mais de ano, deverá efetivamente terminar 2006 abaixo das projeções iniciais, registrando R$ 2,20 na melhor das hipóteses. Para 2007, diante das necessidades nacionais e da pressão empresarial, talvez se consiga criar um ambiente para se alcançar R$ 2,30 e, no melhor cenário, a R$ 2,40 no final do ano. A balança comercial, que aponta para mais um recorde histórico em seu saldo positivo neste final de 2006, com um total de US$ 46 bilhões estimados, deverá assistir a um recuo em seu resultado, embora a depreciação do real. O mesmo poderá terminar o ano de 2007 em US$ 38 bilhões devido a maiores importações contratadas nestes últimos tempos, assim como ao recuo no preço internacional das principais mercadorias que exportamos. Enfim, a entrada de recursos externos, através do que convencionamos chamar de Investimento Externo Direto (capital produtivo), não deverá crescer muito em 2007. O volume total para o ano atual é de US$ 15,5 bilhões. Para o próximo ano as projeções apontam para um total de US$ 16 bilhões. Obviamente, se o país radicalizar no seu processo de reformas e passar a fazê-las de forma organizada, tais projeções poderão ser mais favoráveis, além de indicarem sustentabilidade para os anos seguintes.

