Um juro ainda extremamente elevado se considerarmos que o juro internacional de referência, a taxa Libor, tende a fechar 2007 ao redor de 5,5% e a taxa de risco Brasil gira, no momento, ao redor de 150 pontos ou 1,5% de juro de risco. Um outro elemento importante nas contas nacionais está no fato de que a remessa de lucros e dividendos, por parte das empresas estrangeiras aqui estabelecidas, somou US$ 3,12 bilhões no primeiro trimestre de 2007, contra US$ 3,61 bilhões em igual período de 2006. O Brasil trabalha com a projeção, para todo este ano, de remessas de lucros e dividendos em US$ 15,7 bilhões, após US$ 16,3 bilhões no ano passado. Neste ponto, conta muito a entrada de capitais produtivos no país. O volume deste ingresso líquido de investimento estrangeiro deverá ser importante, compensando a remessa de lucros e dividendos. Já no primeiro trimestre de 2007 entrou US$ 6,578 bilhões ou 66,2% acima do volume ingressado no mesmo período do ano anterior. No ano será possível chegar a algo entre US$ 16 e US$ 17 bilhões, após um pouco mais de US$ 16 bilhões em 2006. Estes recursos são importantes pois, além de não serem especulativos, alavancam a economia, auxiliando na ampliação da capacidade de produção das empresas instaladas no país. O setor que mais atraiu investimentos externos diretos neste primeiro trimestre foi a indústria química, com US$ 1,28 bilhão. A continuidade na entrada destes investimentos está diretamente relacionada com a manutenção da estabilidade econômica, a qual passa pelo controle permanente da inflação. Enfim, o primeiro trimestre de 2007 fechou com as reservas internacionais alcançando US$ 110 bilhões (recorde histórico), contra US$ 59,8 bilhões no final do primeiro trimestre do ano passado e US$ 85,8 bilhões no final de 2006.