O Estado possui diferentes maneiras de gerenciar suas atividades. A principal delas é respeitar o orçamento, procurando mantê-lo equilibrado. Tal equilíbrio ocorre quando os governos mantêm um nível de gastos, no máximo, em torno do nível de receitas obtidas no ano. Todavia, na maioria dos casos, e o Brasil não é exceção, os gastos públicos superam de longe as receitas. Em sendo assim, os governos lançam mão de diferentes estratégias para financiar o Estado e gerar condições de crescimento e desenvolvimento à Nação. Dentre estas estratégias, temos os empréstimos internacionais, a emissão de moeda, os tributos, a moratória das dívidas, a venda de títulos públicos, a privatização e a atração de investimentos externos diretos, o chamado capital produtivo. Atualmente, segundo as últimas informações do Banco Central brasileiro, divulgadas no final de abril, os empréstimos internacionais voltaram a crescer, a ponto de a dívida externa atingir, em março, um total de US$ 175,89 bilhões, após US$ 170,02 bilhões em fevereiro e US$ 172,46 bilhões em dezembro do ano passado. A dívida interna nacional chegou a R$ 1, 07 bilhão no final de janeiro passado, pouco mudando de lá para cá. Ao câmbio de hoje, a mesma equivale a US$ 527 bilhões. Ou seja, a dívida interna já é três vezes maior do que a dívida externa, se tornando um barril de pólvora no paiol da manutenção da estabilidade econômica do país. Os juros pagos em função da dívida externa, no primeiro trimestre deste ano de 2007, somaram US$ 2,748 bilhões, contra US$ 3,379 bilhões em igual período do ano passado. A projeção para este ano é de juros ao redor de US$ 7,9 bilhões, contra US$ 11,3 bilhões pagos em 2006. O problema, todavia, é a Selic, juro que indexa boa parte da dívida interna. Embora em recuo, o mesmo deverá ficar em 11,5% no final do ano.
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