O bem-estar de bovinos leiteiros pode ser afetado por uma série de fatores, como temperatura ambiente e umidade relativa do ar, novidades no manejo dos animais, barulhos estranhos, enfermidades. Dentre as enfermidades, vamos destacar neste texto a presença de parasitas externos (ectoparasitismo), como carrapatos, e internos (endoparasitismo), como vermes.
A resposta do hospedeiro (no caso, o bovino) ao parasita (carrapato, piolho, vermes e larvas de moscas, entre outros) está relacionada com sua idade, alimentação, condição corporal, estágio de lactação ou gestação e produtividade. As crias, em geral, são mais susceptíveis ao parasitismo do que os bovinos adultos, podendo estes agir como fontes de contaminação aos animais mais jovens.
Analisando-se o parasitismo, percebe-se que as infestações parasitárias não são problemas centralizados em um único animal e sim problemas de rebanho e, também, que a maioria dos prejuízos causados pelo parasitismo não são imediatamente reconhecidos. Existem parasitoses que podem permanecer anos no rebanho, diminuindo a produtividade, e não serem detectadas pelo produtor. São as parasitoses crônicas, que têm uma maior importância na redução da lucratividade da propriedade do que aquelas que causam rapidamente a morte do animal (agudas).
Dentre os ectoparasitas de bovinos leiteiros, pode-se destacar o carrapato Boophilus microplus, a mosca-do-chifre (Haematobia irritans) e as moscas causadoras de miíase, como por exemplo, a Cochliomyia hominivorax. Os animais acometidos por ectoparasitas ficam irritados e incomodados por terem sua alimentação e repouso perturbados. Isso resulta em desconforto e estresse para os animais, reduzindo seu bem-estar e, conseqüentemente diminuindo a produção de leite, a manifestação do estro pelas fêmeas e libido pelos machos e o ganho de peso dos animais.