Apesar do Real estar cada vez mais sobrevalorizado (R$ 1,95), a balança comercial brasileira continua obtendo superávits importantes. Assim, até o dia 27/05 as exportações atingiram a US$ 57,96 bilhões, diante de importações que alcançaram US$ 41,57 bilhões. O saldo comercial ficou em US$ 16,39 bilhões. No mesmo período do ano passado, o saldo comercial havia sido de US$ 15,2 bilhões. No comparativo entre janeiro e maio (até a quarta semana) do atual ano, em relação ao ano passado, as exportações cresceram 20,1%, enquanto as importações aumentaram 25,8%. O saldo comercial aumentou 7,67%. O saldo de maio/07, até a data considerada, chegou a US$ 3,4 bilhões, superando o saldo de todo o mês de maio/2006, que foi de US$ 3,016 bilhões. O crescimento, no comparativo entre maio/07 e maio/06, ficou em 36,5% para as exportações e 36% para as importações. O crescimento das exportações, neste ano, se deve a três categorias de produtos: básicos, com um aumento de 59,5% em relação ao mesmo período do ano anterior, particularmente em milho em grão, farelo de soja, minério de ferro, carne bovina, de frango e suína, petróleo em bruto, fumo em folhas, café em grão e soja em grão; semimanufaturados, com um crescimento de 49,8%, particularmente em óleo de soja bruto, catodos de níquel, semimanufaturados de ferro/aço, ferro fundido, ligas de alumínio bruto, madeira serrada e ferro-ligas; e manufaturados, com um crescimento de 24,5%, graças às vendas de gasolina, aviões, álcool etílico, hidrocarbonetos e seus derivados, suco de laranja, óleos combustíveis, laminados planos de ferro/aço e tratores. Assim, vale destacar que o agronegócio contribui com boa parte das exportações. Por outro lado, continuamos muito concentrados em vendas de produtos com pouco valor agregado. Todavia, o superávit cresce!
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