A degradação da situação financeira dos bancos, mundo afora, está levando a um recuo das ações nas bolsas de valores internacionais. A situação se agravou ainda mais com o aumento especulativo dos preços internacionais, fato que levou tais bancos a fecharem bastante a torneira do crédito, inclusive aqui no Brasil. Soma-se a isso o aumento dos juros visando conter a alta dos preços. Apenas nos EUA, US$ 130 bilhões foram injetados no sistema bancário (algo equivalente, a valores de hoje, a um Plano Marshall), nesse último ano, sem que o mesmo dê sinais de melhoria. Ao contrário, a situação geral continua piorando! Na prática, o mercado internacional confirma que setor financeiro está longe de sair da crise. Em outras palavras, o restante de 2008, e mesmo 2009, será muito difícil, com forte tendência de racionamento no crédito mundial. Com isso, o crescimento econômico e a geração de empregos será menor (na França, a Renault acaba de anunciar a demissão de 5.000 funcionários de suas empresas instaladas na Europa, revisando para baixo suas vendas). O choque será mais profundo nos domicílios e nas pequenas e médias empresas, normalmente mais frágeis e endividados. No caso do Brasil, o aumento percentual de população na classe média, nesses últimos anos, tem um componente “endividamento” enorme e preocupante, comprometendo sua manutenção em tal classe. Isso porque as empresas mais atingidas pela crise são justamente as que mais geram empregos. Nesse contexto, duas correntes de economistas discutem sobre os caminhos de saída. A primeira, defende que a economia e o mercado privilegiem investidores de longo prazo (produtivos). A segunda, acredita que o mercado reequilibrará o financiamento e os créditos bancários, com o sistema continuando como está. Que vença a primeira!
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