O roubo do dinheiro público, de parte de membros do governo nas mais diversas instâncias do poder, e seus apadrinhados, é uma situação deplorável para qualquer país. O mesmo caracteriza o subdesenvolvimento, para dizer o mínimo. No Brasil, tal realidade é escandalosa. O mérito do atual governo federal é possibilitar que isto venha à tona. O desastre deste governo é cristalizar, nestes seus dois mandatos, estar comprometido diretamente com tais ações escusas. Uma situação que, evidentemente, não é de agora e que tende a se manter caso a sociedade não se mobilizar de forma mais objetiva contra tal realidade. O país está sendo engolido pela incompetência e o roubo do dinheiro público, nos perpetuando numa constrangedora situação de submundo comandado por esquemas mafiosos. A ponto de não passar um dia sem um novo escândalo envolvendo instâncias políticas deste país. O resultado concreto é a má utilização do dinheiro público, alimentada por uma corrupção endêmica, fato que vem nos eliminando do processo produtivo mundial. Estudos do IPEA indicam que a produtividade do setor público representa apenas 60% da produtividade do setor privado. Desde o início dos anos 2000 a proporção de gasto público no Brasil está acima do seu nível ótimo, existindo indícios de baixa produtividade. Assim, quando se aumenta a carga tributária, os resultados sugerem que há transferência de recursos do setor mais produtivo para o menos produtivo, sendo que nos últimos tempos tais recursos vêm sendo desviados. Os efeitos sobre o crescimento serão mais danosos quanto mais distorcido for o sistema tributário e menos produtivo for o gasto público. Estudos recentes do Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT) mostram que 32% da arrecadação de impostos não cumprem seus objetivos.
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