A maioria dos brasileiros que estão voltando da Europa e dos EUA, devido à crise financeira, ao desemprego e a redução dos salários, começa a perceber que fez, ou está fazendo, uma grande besteira, ao analisar os preços dos alimentos no Brasil. A maioria não consegue entender como os brasileiros estão suportando a elevada carestia recente dos preços no varejo.
PIOR, É QUE O POVO NÃO ESTÁ VENDO, OU LIGANDO, POIS COM A MAIOR RENDA E O MAIS EMPREGO A CARESTIA PASSA BATIDA E QUASE INVISÍVEL. Nos últimos 2 anos, mesmo com a severa crise mundial, a renda média dos brasileiros subiu 9,0% acima da inflação. Como não existe almoço de graça e para ninguém, resta saber o que sobrevirá disto, certamente castigando os consumidores/trabalhadores de alguma forma futuramente. OBVIAMENTE AS INDÚSTRIAS DE ALIMENTOS PROCESSADOS, A MAIORIA MULTIS, FICAM RINDO A TOA E BEM “CALADINHAS”.
O Governo precisa, urgente, reassumir as rédeas da carruagem que leva os pacotes de remarcações constantes, acima da inflação e quem sabe combinadas, senão, contribuirá para criar novos fantasmas difíceis de morrer como as taxas de juros dos cartões de credito e das financeiras.
Cada setor processador e intermediário, obviamente, já tem a sua resposta e sua bula pronta e na palma da mão, sempre acusando, preferencialmente, os Governos (custo Brasil, câmbio valorizado, impostos altos e encadeados, juros altos, fretes altos etc..), MAS, COM CERTEZA, ESTA SITUAÇÃO ERA BEM PIOR HÁ 5 ANOS E, ASSIM, NÃO HÁ LÓGICA REAL PARA TAIS PREÇOS INTERNOS.
Agora, imaginemos o que pode ocorrer com tais preços, se o Governo liberar o preço da gasolina, aliás como pedem, cada vez mais, os intensos e poderosos lobbies aqui em Brasília?
ITENS
Leite (equiv. R$/litro)
Pão de forma (equiv. R$/350-450 gr.)
Coca-Cola (equiv. R$/1,5 l.)
Ovomaltine (equiv. R$/400 gr.)
Sucrilhos
(equiv. R$/375 gr.)
Doritos (equiv. R$/100 gr.)
Chips Lays (equiv. R$/100 gr.)
Ariel sabão (equiv. R$/l.
Laranja (equiv. R$/kg.
Gasolina
(equiv. R$/litro)
Brasília
2,59
4,99
4,29
8,49
7,59
3,99
--
5,99
2,59
2,83
Belo Horizonte
2,30
3,89
3,06
8,74
8,85
3,08
5,70
7,07
1,34
2,71
MÉDIA BRASIL
2,45
4,44
3,68
8,62
8,22
3,54
5,70
6,53
1,97
2,77
Lisboa
1,50
2,31
3,09
14,15
6,98
2,06
2,57
12,57
0,83
4,54
Paris
2,43
2,98
4,01
7,93
6,40
--
3,26
14,90
--
3,88
Madri
2,30
3,96
2,67
--
--
2,68
1,57
--
2,90
--
Londres
1,90
1,30
3,20
10,76
4,30
--
2,46
--
--
3,91
MÉDIA U.E.
2,03
2,64
3,24
10,95
5,89
2,37
2,47
13,74
1,87
4,11
Sidney
2,10
2,10
7,33
15,63
10,47
12,28
3,60
--
1,75
2,70
Pequim
2,33
1,66
1,33
--
11,24
--
--
7,49
--
2,08
Moscou
--
1,50
4,80
--
7,00
--
--
--
4,40
1,56
MÉDIA ASIA/EURÁSIA
2,22
1,75
4,49
15,63
9,57
12,28
3,60
7,49
3,08
2,11
Santiago
2,94
6,34
4,07
--
5,41
--
2,36
11,24
3,26
2,71
Buenos Aires
2,72
3,83
4,63
--
8,17
3,02
4,18
8,28
2,59
2,07
MÉDIA VIZINHOS
2,83
5,09
4,35
--
6,79
3,02
3,27
9,76
2,93
2,39
Miami
1,70
6,00
1,87
6,20
2,93
--
--
--
--
--
MÉDIA CAPITAIS
2,26
3,41
3,70
10,27
7,21
4,52
3,21
9,65
2,46
2,90
Fonte:DA Press e Correio Brasiliense em 23/09/2012 (Obs; entendo que não se pesquisou os preços dos alimentos básicos, devido ás extremas diferenças das dietas em cada capital).