Agronegócio

Custo de Oportunidade

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CUSTO DE OPORTUNIDADE - USO DA TERRA
 
    Neste artigo, será tratado o Custo de Oportunidade sob o uso da terra, e como este pode influenciar no seu custo de produção, e, portanto, em toda sua rentabilidade final.

     Inicialmente, o custo de oportunidade da terra é nada mais do que o custo que se obtém por realizar aquela atividade na sua propriedade, ao invés de direcioná-la para outra cultura ou função. Quando se está plantando soja na terra, não há como, na mesma área, criar gado ou arrendar. O valor que se deixa de ganhar com outra atividade para realizar a de sua escolha é o “Custo de Oportunidade da Terra”.
     Pode também, ser conhecido como o “Custo de Renúncia”, por serem os gastos obtidos, ou o “abrir mão” de benefícios de uma atividade que poderia ser realizada, em detrimento de outra, que foi a escolhida para aquele momento naquela determinada área. (HORTIFRUTI BRASIL, 2007)
     Segundo João Paulo Deleo (2007), muitos produtores insistem em não considerar o custo de oportunidade da terra na hora de calcular os seus custos operacionais e de produção totais, sob a afirmação de que “Se calcularmos todos os gastos, desistimos da roça”.
      O medo existente no momento de inserir o custo de oportunidade em seus custos totais reside em, de repente, passar a notar que sua lucratividade está muito menor, ou mesmo negativa com aquela cultura, o que impulsionaria muitos agricultores a abandonar a atividade, ou mesmo a agricultura de maneira geral.
    No entanto, a inclusão desses custos pode ser crucial para obter uma avaliação mais real do que se está gastando, de onde surgem esses gastos, e quanto poderia se estar ganhando com sua terra no caso dela estar ocupada com diferentes atividades. (CEPEA, 2007)
    Contudo, mascarar os reais custos não é uma estratégia muito inteligente na gestão de seu negócio, pois clareando os cálculos e estruturação dos gastos, pode-se ter uma base mais concreta para investimentos e tomada de decisão, auxiliando na manutenção do negócio.

Alguns mitos constantemente encontrados quando se tratando do custo de oportunidade da terra são:

 “Não contabilizo o custo da terra, pois sou proprietário”: Como já dito anteriormente, mesmo que você seja dono de sua propriedade, o custo de oportunidade pode ser crucial na tomada de decisão. Supondo que para produzir uma determinada cultura a lucratividade obtida seja de R$30.000,00 por mês, e que, sem produzi-la e arrendando a terra para o plantio de canade-açúcar, por exemplo, você obtenha R$32.000,00 por mês. Isso representaria uma “perda” ou “deixar de ganhar” R$2.000,00 por mês, em função da não contabilização do custo de oportunidade da terra. 

“Meu custo total é simplesmente a soma das notas fiscais obtidas no ano”: É fato que a soma das notas auxilia no controle e previsão dos gastos, no entanto, para se obter o custo total de produção, também são considerados os gastos com Custo Administrativo, Custo de Oportunidade e Depreciação.

 “É muito difícil calcular o Custo Total de Produção”: Além de não ser tão difícil realizar o cálculo do Custo Total, ainda mais quando sendo auxiliado por alguns softwares, tal como o KPI farm, que junta todos os seus custos contabilizados, colocando-os de maneira correta na fórmula para se obter o valor real do seu Custo Total de Produção, existe uma grande vantagem em ter este número criteriosamente calculado, uma vez que dá um parâmetro real do que ocorre na propriedade e, dessa forma, auxilia na tomada de decisão. Abaixo, poderá ser visualizada uma imagem explicativa sobre o que compõe cada parte do custo de produção e como calcular o custo total de maneira manual, considerando diversas variáveis que podem influir no resultado final desse parâmetro.


Após as considerações supracitadas, conclui-se que o Custo de Oportunidade da Terra tem grande importância quando se busca calcular os gastos e custos totais de uma determinada atividade. Considerar esse valor dará uma visão mais realista de quanto se está sendo gasto ou “deixando de ganhar” com o uso da terra, seja ela propriedade sua ou arrendada, lhe auxiliando a entender de onde vem os gastos, como contabiliza-los e acima de tudo, decidir de maneira mais acertada os caminhos e atitudes a serem tomadas.
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