Suponhamos que estejamos num jogo, para isto escolhamos um que tenha origens no ambiente rural e assim ser melhor compreendido, retratado simbolicamente pelo TRUCO.
De um lado a cafeicultura de arábica e de outro lado eu.
Antes mesmo de completar a primeira rodada de cartas, grito “TRUCO” e a cafeicultura rebate 6, no que grito 12...bem, vamos então apresentar as cartas.
Antes mesmo de completar a primeira rodada de cartas, grito “TRUCO” e a cafeicultura rebate 6, no que grito 12...bem, vamos então apresentar as cartas.
Em primeiro plano sabia eu que a cafeicultura, como sempre, blefava, pois a única carta que tem em mãos é um ZAP isolado e apoiado por outras cartas de nenhuma importância. Este ZAP, representado pela produção de cafés.
Uma das cartas de menor importância fora representada por um custo de produção coletado pelo realizado, como sempre; aleatório, como sempre; não calculado precisa e eficientemente, como deveria ser feito, levando em consideração todos os fatores formadores do custo; inconsistente e errado, como sempre e quando apresentado como forma de decisão nenhuma importância ou credibilidade sugere.
A outra carta, também sem importância alguma, estaria representada pela falta de união e apoiada em vaidades desmedidas, além da não aplicação de um profissionalismo competente e isento de interesses contrários.
De meu lado, bastaria ter duas cartas intermediárias, tais como uma espadilha e um três (3), ou uma carta dois (2) e um três (3), ganharia o jogo, ou qualquer outra coisa fraca, mas evidente, que eu não estaria blefando e isto é o que importa.
Pois bem, a coisa é simples assim e por isto mesmo que praticamente a cafeicultura se acomodou, pois tem por tradição perder todas as partidas e todos os jogos em que participa. Nunca quis aprender a ganhar, achou que não precisaria nunca ganhar, pois teve uma época, remota, em que as coisas caiam do céu. Acreditou que sendo a maior a assentar na mesa de jogo todos e tudo se curvariam a ela, errou.
Os tempos mudaram e tal como um filho mimado se esqueceu de desmamar e ser independente e vitoriosa. Resultado: quebrou!
E agora, quer aprender a jogar ou continuar a pedir esmolas e pinico?
E agora, quer aprender a jogar ou continuar a pedir esmolas e pinico?
Se for para continuar pedindo, que ao menos saibam formular o pedido no sentido de sair da miséria e não para continuar na mesma.
O preço de custo de R$320,00 a que chegaram está aviltado se comparado à média produtiva brasileira e até mesmo a produtividades bem superiores à mesma. Assim, em menos de um ano voltarão a pedir pinico novamente, pensem nisto.
Deixem as vaidades de lado e assumam que quebraram, quem sabe assim surge uma solução. Parem de jogar oportunidades fora, pois até pra isto tem limites.