Commodity, uma nomenclatura muito ampla.
Commodity é a palavra utilizada para designar uma substância física primária, a exemplo dos produtos alimentícios, os grãos, sujeitos ao escambo com outro produto do mesmo tipo, e cujos investidores os compram e os vendem, normalmente por meio de contratos a termo (contratos futuros) nas bolsas de mercadorias.
Entre os grãos, óleos e farelos, à luz dessa nomenclatura, encontramos o trigo, o milho, os sorgos e as aveias; o complexo soja, os óleos de peixe, de coco, de algodão; os suínos e os bovinos. Incluem-se também as aves domésticas, os ovos, as carnes, minerais, metais, produtos florestais e têxteis, além dos importantes commodities alimentícios como o açúcar, o café.
O preço da commodity está sempre sujeito à oferta e a procura. O risco é, de fato, a razão da permuta e o comércio dos produtos agrícolas básicos. Por exemplo, um fazendeiro no Brasil arrisca o custo de produzir um produto pronto para mercado, previsto para um determinado período, no futuro, porque ele desconhece a que preço de venda será negociado. Mas, geralmente, um commodity é um produto que se comercializa em uma bolsa de mercadorias; isto também inclui moedas estrangeiras, certos instrumentos financeiros e índices.
Um Contrato Futuro (Contrato a Termo) é um contrato de câmbio e venda transferível padronizado, que requer a entrega de um commodity, debênture, moeda corrente, ou índice acionário, a um preço especificado, numa data futura pré-especificada. Contrário ao contrato de opções, os mercados a termo implicam na obrigação de comprar. O risco para o proprietário é ilimitado tanto quanto o é para o vendedor porque o padrão de remuneração é simétrico para ambos. O dinheiro perdido ou ganho por cada uma das partes num contrato a termo é igual e contraposto. Em outras palavras, a comercialização futura é um jogo que soma zero.
Contratos a termo denotam posições de negociações vindouras, ao passo que representam um penhor com vistas a uma determinada transação numa data futura, sob uma unidade mínima de peso (BUSHEL), com vencimentos nos meses de setembro, novembro, janeiro, março, maio, julho e agosto. A troca de ativos acontece na data especificada no contrato. Os mercados a termo diferem daqueles de termo genérico na medida em que pressupõem condições unificadas de comercialização sob permuta formal. É regulado por agências supervisoras e é garantido através das carteiras de compensação “clearing houses”.
Da mesma forma, para assegurar que o pagamento será efetuado, o mercado a termo tem uma exigência de margem que deve ser concluída diariamente. Finalmente, em se realizando a compensação da comercialização e tomando posse da mercadoria, ou estabelecendo a permuta dessas, os contratos futuros poderão assim se concluir a termo.
Os operadores de compensação, conhecidos como “HEDGERS” que comercializam freqüentemente nos mercados a termo com a finalidade de manter o risco de preço sob controle.

