Por outro lado, os custos totais de produção (fixos + variáveis) se elevaram em 18,9% no período de 2006/07 a 2007/08, considerando o momento da realização das lavouras. O custo total da soja, considerando a área semeada, teria subido 15,3%, passando a R$ 4,45 bilhões nesta atual safra. Já o arroz registra um aumento de 23% em seu custo total, com o mesmo atingindo a R$ 3,63 bilhões em 2008. Enfim, o milho indica um aumento de 19,8% em seu custo, com o mesmo atingindo R$ 2,06 bilhões na atual safra. No somatório dos três produtos, o custo total alcança R$ 10,14 bilhões o que resulta em um saldo líquido de R$ 1,34 bilhão em 2008 contra apenas R$ 190 milhões no ano anterior. Ou seja, o saldo líquido poderia ser multiplicado por mais de sete vezes em relação a 2006/07. Além dos limites evidentes de tal raciocínio, torna-se importante lembrar que neste ano de 2008 os preços agrícolas, de forma geral, estão excepcionalmente elevados. Infelizmente, é raro isso acontecer, em particular quando o volume colhido é normal. Assim, apesar de termos um quadro favorável em termos da receita agrícola para 2008, tais números não permitem excessos. Especialmente porque os custos de produção continuam subindo enquanto os preços dos produtos agrícolas apontam para um declínio no médio prazo, fato que deverá mudar o quadro já em 2009.
A CRISE IMOBILIÁRIA NOS EUA
Agora foi a vez do Citigroup (um dos maiores bancos dos EUA) anunciar um prejuízo de US$ 5,1 bilhões no primeiro trimestre deste ano, devido a crise no setor imobiliário estadunidense. Apenas com os créditos subprime as perdas foram de US$ 12 bilhões. A receita do banco caiu 48% no primeiro trimestre, somando US$ 13,2 bilhões.