Parnaíba, 13 de dezembro de 2007. O intervalo de partos (IDP) médio dos rebanhos da Bahia, Maranhão, Tocantins e Pará, criados a pasto, touros e vacas em conjunto, sem estação de monta, foi de 465,55 dias, longe do valor ideal para obtenção de um bezerro ao ano, de apenas 12-13 meses.
Diversos autores encontraram resultados inferiores, o que pode ser decorrente da variação de manejo entre rebanhos, principalmente nutricional e reprodutivo. Deve ser enfatizado que isto ocorre principalmente quando são comparados os resultados deste trabalho, obtidos a partir de rebanhos localizados nas regiões Norte e Nordeste do país, com aqueles de outras regiões da Federação ou quando da comparação com resultados encontrados a partir de dados coletados em um maior número de estados do Brasil, onde os altos valores são diluídos, ocasionando uma menor média de IDP para o rebanho nacional.
Literatura abundante tem ressaltado o efeito da nutrição, da condição corporal e da amamentação sobre o anestro pós-parto em vacas de corte. Fêmeas em pós-parto, amamentando suas crias e subalimentadas em decorrência da menor disponibilidade de forragem no pasto, estão submetidas a um maior nível de estresse pós-parto. E, para que consigam manifestar estro, conceber, manter a gestação e parir novamente é imprescindível que estas fêmeas restabeleçam adequadamente a atividade do eixo hipotalâmico-hipofisário-gonadal antes do próximo acasalamento.

