A passagem de corrente elétrica através do coração pode provocar efeitos importantes no seu funcionamento. Se o coração estiver em funcionamento normal, a corrente pode provocar alterações nos batimentos, as chamadas arritmias, que podem ser apenas passageiras (batimentos a mais, chamados de extra-sístoles) ou potencialmente fatais (batimentos muito acelerados, situação chamada de taquicardia, ou funcionamento totalmente desordenado, chamado de fibrilação).
O efeito inverso também pode ocorrer. Um coração totalmente parado ou que demora muito para bater pode ter um batimento provocado por um pequeno pulso elétrico. Este é o princípio de funcionamento do marcapasso, um pequeno aparelho implantado sob a pele, com um eletrodo que vai até o coração, e que fornece pulsos elétricos quando necessário para regularizar o ritmo dos batimentos.
Um coração no estado de fibrilação pode voltar a seu funcionamento normal através da aplicação de um pulso bastante forte de corrente elétrica. Este é o princípio de funcionamento dos desfibriladores.
Desfibriladores, aparelhos destinados a fornecer fortes pulsos elétricos para interromper fibrilações, existem desde os anos 50, mas foi em 1961 que ficou bem determinado qual a intensidade e formato ideais do pulso elétrico. Estes parâmetros ficaram muito bem estabelecidos e são hoje objetos de normas técnicas internacionais.

