Por sua vez, dentre os diferentes elementos que medem a performance na busca de uma melhor qualidade de vida, não basta apenas aumentar o PIB per capita. Neste aspecto, o Brasil até que melhorou, passando de US$ 7.790,00 em 2003, para US$ 8.195,00 em 2004 (64º lugar mundial, logo atrás da Romênia e do Uruguai), mesmo que parte desta melhoria tenha sido resultado da realidade cambial, que desde o início de 2004 vem desvalorizando o dólar em favor do real. É preciso igualmente melhorar, e muito, os indicadores sociais. Por exemplo, na expectativa de vida média, nos situamos em 84º lugar mundial, logo atrás de El Salvador e Vietnã, por exemplo. Na taxa de alfabetização (medida junto à população acima de 15 anos), estamos em 62º lugar mundial, logo atrás da Malásia e do Catar. Na taxa de matrícula em todos os níveis de ensino, nos situamos melhor, ficando em 40º lugar, logo atrás da Suíça e da Polônia, e superando o Japão. Ainda nos falta muito a fazer, particularmente em termos de saúde pública, ensino, segurança e habitação, sem falar em saneamento básico e acesso aos meios de comunicação e informação. Neste último caso, recente pesquisa nacional demonstrou que 66,7% dos brasileiros ainda não têm acesso a Internet, sem falar nos muitos que a possuem e ainda não conseguem utilizá-la suficientemente, por falta de conhecimento. No Rio Grande do Sul, este percentual aumenta, chegando a 67,8% do total de gaúchos que nunca acessaram a Internet, enquanto 55,8% nunca usaram um computador (54,4% no Brasil). E as disparidades sociais neste caso confirmam a característica de subdesenvolvimento evidenciada pelo PNUD, na medida em que 95,08% dos brasileiros da classe A já usaram a Internet alguma vez, contra apenas 12,23% dos brasileiros das classes D/E que o fizeram.
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