O Brasil é o típico país que se encontra numa situação intermediária, que o caracteriza como emergente (um eufemismo na forma de classificar o subdesenvolvimento). Consegue gerar um PIB que o coloca, neste momento, em 11º lugar mundial (US$ 796,28 bilhões em 2005), porém, não consegue transformar esta riqueza em desenvolvimento geral. A tal ponto que o PNUD (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento) nos classifica em 69º lugar mundial, dentre 177 países estudados, com base nos dados socioeconômicos de 2004. Assim, mesmo que venhamos a crescer 5% no próximo ano, tal façanha (difícil na atual estrutura de custos estatais que possuímos) não necessariamente resultará em melhoria na qualidade de vida do conjunto de seus cidadãos a ponto de melhorar a classificação pelo IDH (Índice de Desenvolvimento Humano). Isto porque os demais países estão avançando melhor do que nós neste quesito. Mesmo que tenhamos melhorado constantemente nosso índice nestes últimos 24 anos, passando de 0,684 em 1980, para 0,720 em 1990, para 0,785 em 2000, e chegando a 0,792 em 2004. Nossos dois vizinhos meridionais do Mercosul, por exemplo, se encontram bem melhor situados. A Argentina em 36º lugar (IDH de 0,863) e o Uruguai em 43º lugar (IDH de 0,851). Já o Chile está em 38º lugar (IDH de 0,859). Por sua vez, a Venezuela, o Peru, o Paraguai e a Bolívia se situam respectivamente em 72º lugar (IDH de 0,784), 82º lugar (IDH de 0,767); 91º lugar (IDH de 0,757); e 115º lugar (IDH de 0,692). Assim, não basta apenas possuir riquezas naturais abundantes (caso da Venezuela com o seu petróleo). É preciso igualmente um racional gerenciamento econômico, que ofereça eficiência ao Estado, para que um país avance para o desenvolvimento.
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