Isto porque sairíamos da abundância irracional para certa escassez realista. Em maio de 2006 as bolsas de valores mundiais acusaram um primeiro soluço neste sentido, resultado de acomodações na economia chinesa. Neste momento, novos soluços, agora mais seguidos, ainda procedentes da China, alertam para o fato de que o período de liquidez excessiva poderá estar chegando ao fim. Assim, antes que a onda de otimismo acabe o capital mundial está trocando rapidamente de mãos. O excesso de fusões e aquisições entre empresas é um sinal deste movimento. Entre janeiro e maio deste ano, tais transações cresceram 77% em relação ao mesmo período do ano de 2006, representando US$ 2,18 trilhões. Outro sinal: 20% destas operações foram feitas por fundos de private equity, especializados na compra de empresas. Dez anos antes, a participação dos mesmos, nestas operações, era de apenas 3,2%. Além disso, um grande número de aquisições ultrapassa os US$ 20 bilhões em 2007. No Brasil, o índice da Bovespa, após subir mais de 25% em 2006, registrou um crescimento de 20,1% nos primeiros cinco meses de 2007. Paralelamente, o Banco Central brasileiro, para conter quedas maiores do dólar, corretamente vem comprando volumes importantes desta moeda, elevando nossas reservas internacionais para níveis em torno de US$ 150 bilhões. Todavia, isto não é suficiente! O Brasil, ao não qualificar o gasto público, reduzir o déficit orçamentário e realizar as reformas, está ficando pelo caminho. Enquanto isto, um grande número de países buscou tirar proveito ajustando suas economias, tornando-as mais competitivas e eficientes. Foi o caso do Chile, do México e da China, por exemplo. E não será quando a correção da economia mundial vier que teremos o trabalho facilitado. Um período mais duro se aproxima!
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