O ano de 2003 marcou o renascimento da indústria brasileira sucroalcooleira. O surgimento dos carros bicombustíveis, naquele ano, se tornou o símbolo da mudança de mentalidade que tomou conta de todo o planeta. Cada vez mais, o mundo percebe a necessidade da substituição gradual do petróleo por fontes alternativas de energia. Três fatores contribuíram para potencializar a busca por combustíveis renováveis: o aumento contínuo do preço do petróleo, a pressão crescente da sociedade por combustíveis renováveis e menos poluentes e a certeza de que o petróleo vai.
Para se capitalizar, algumas empresas optaram pela abertura de capital. Outras fizeram parcerias para receber investimento direto, principalmente do exterior. Mais do que recursos, os investimentos estrangeiros trouxeram a profissionalização do setor. Esse é um movimento sem volta. A pequena usina com administração familiar, que determinava a produção – açúcar ou álcool – ao sabor das oscilações de preço, deu lugar a empresas profissionalizadas, com estrutura de administração responsável, gestão com foco na governança corporativa e responsabilidade contratual. A profissionalização do setor sucroalcooleiro traz transparência para a sociedade em relação às práticas utilizadas na produção, segurança ao investidor sobre a aplicação dos recursos e garantia aos (potenciais) mercados consumidores de cumprimento de contratos.
Coluna de
Delmo Vilhena
Etanol: a favor da profissionalização e contra o protecionismo
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